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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

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CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Saw II ****

02.02.06, Rita

Realização: Darren Lynn Bousman. Elenco: Donnie Wahlberg, Shawnee Smith, Tobin Bell, Franky G, Glenn Plummer, Dina Meyer, Emmanuelle Vaugier, Beverley Mitchell, Erik Knudsen, Timothy Burd, Lyriq Bent, Noam Jenkins, Tony Nappo. Nacionalidade: EUA, 2005.





John ‘The Jigsaw Killer’ (Tobin Bell) está de volta no seu melhor. Ou antes, no seu pior. Inventando mais jogos mortais e testando a vontade se sobrevivência do ser humano. O detective Eric Mason (Donnie Wahlberg, alguém se lembra do irmão de Mark nos New Kids on the Block???) é chamado para a cena de um crime onde lhe foi deixada uma mensagem pessoal. Eric acaba por descobrir que o seu filho Daniel (Erik Knudsen) faz parte do novo plano de ‘Jigsaw’.


Fechado numa casa com sete outras pessoas, entre as quais um dealer, Xavier (Franky G), um sequestrador, Obi (Timothy Burd), e Amanda (Shawnee Smith), a sobrevivente do primeiro “Saw” (James Wan, 2004). Cada um é objecto de desafios personalizados, mas para sobreviverem terão de descobrir o que todos tem em comum. Para isso, têm duas horas, até o gás mortal que estão a respirar os matar. Suficiente quantidade de antídoto está escondida pela casa.


Partida, largada, fugida!


Assim se inicia um jogo sádico, onde a escolha das vítimas é entre a morte ou uma alternativa pior. À semelhança de “Cube” (Vincenzo Natali, 1997) ou mesmo “Identity” (James Mangold, 2003), “Saw II” vive da dinâmica criada entre um grupo de pessoas que vai juntando pedaços do seu passado, à medida que tentam construir o puzzle, e a eliminação dos outros, em vez do trabalho em equipa, torna-se uma solução legítima de sobrevivência.


Em comparação com o primeiro, este filme tem mais acção e mais tensão. A ameaça do gás é mais imperceptível na construção do medo, mas os desafios colocados tornam-no mais tangível. A imaginação e sobretudo o dinheiro e o tempo disponibilizado para este filme, marcam também a diferença. Ao contrário dos filmes de terror normais, aqui as vítimas não são inocentes ou estúpidas, há cenas verdadeiramente perturbadoras, para ver entre os dedos da mão e gritar “Não, estúpido, não faças isso!!!”.


Tobin Bell é arrepiante, como um novo Hannibal Lecter, astuto, inteligente e de sangue frio, e os seus jogos mentais com Mason não ficam atrás das célebres conversas de Lecter com Clarice Sterling.


Os pontos fracos: as personagens das vítimas são pouco interessantes, havendo algumas interpretações histriónicas; algumas delas acabam por não servir para revelar nada na história, o que questiona a razão da sua existência; uma das pistas dada no início demora demasiado tempo a ser entendida; e confesso que esperava que o jogo na casa se cingisse a um quarto fechado (ah, a claustrofobia...).


“Saw II” é um filme elaborado, lógico, coerente e assustador. E, para quem gosta de ver pessoas serem mortas de formas inteligentes e cruéis, preenche todos os requisitos. Questiono-me, não sem preocupação, o que nos (me) leva a gostar de ver estas coisas?






CITAÇÕES:


“Those who do not appreciate life do not deserve life.”
TOBIN BELL (John)




















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