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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Asylum ***

13.07.06, Rita

Realização: David Mackenzie. Elenco: Natasha Richardson, Hugh Bonneville, Ian McKellen, Marton Csokas, Gus Lewis, Joss Ackland, Wanda Ventham, Sarah Thurstan, Anna Keaveney, Robert Willox, Judy Parfitt, Sean Harris. Nacionalidade: Reino Unido / Irlanda, 2005.





No final da década de 50, Max Raphael (Hugh Bonneville) toma posse como director-adjunto de um hospital psiquiátrico. A sua mulher, Stella (Natasha Richardson, também produtora executiva) e o seu filho Charlie (Gus Lewis) mudam-se com ele para o campo. Max é frio e puritano, Stella é reprimida e inquieta. A distância emocional entre ambos é um abismo, e o mesmo acontece em relação a Charlie, que acaba por se afeiçoar a um dos pacientes, Edgar Stark (Marton Csokas). Isolada e aborrecida, Stella acaba por se apaixonar por Edgar. O Dr. Peter Cleave (Ian McKellen) observa este relacionamento à distância, ao mesmo tempo que prossegue as sessões de terapia com Edgar, internado por ter morto a mulher num acesso de ciúmes. É ainda lançada uma pista sobre uma anterior transgressão de Stella, associada a algum desequilíbrio psicológico.


Partindo do romance gótico de Patrick McGrath (1997), David Mackenzie (realizador de “Young Adam”, 2003, também ele uma história sobre uma mulher casada atraída por um homem jovem e potencialmente perigoso) cria um elegante melodrama sobre a repressão e a obsessão, com a dose de tragédia que se exige. A câmara de Giles Nuttgens faz do asilo um espaço soturno e opressivo, o ambiente propício para actos de desespero motivados por uma paixão que consome e destrói tudo e todos no seu caminho.


Por ela, Stella abandona o seu marido, o seu filho, e, de certa maneira, o mundo. Neste processo, assistimos à sua degradação, de vitimadora a vítima. Eventualmente, Stella terá de fazer uma última escolha, que ditará o seu futuro e o das pessoas que a rodeiam.


Natasha Richardson, bela até mais não poder, é dona de cada cena, seja subjugada à culpa ou à luxúria. E Ian McKellan tem mais um grande papel como um psiquiatra calculista e manipulador. À sombra destes portentos, Marton Csokas não passa de um homem bonito.


O argumento, co-escrito por Patrick Marber (“Closer”), está cheio de bons diálogos. Mas a quantidade extrema de erros de julgamento destas personagens, onde ironicamente as atitudes mais razoáveis são as do vilão, retiram credibilidade à história, e o perturbante desfecho acaba por nos deixar algo indiferentes.





CITAÇÕES:


“We wish you many contented years here among the confined and the confused.”
JACK STRAFFEN (Joss Ackland)

“HUGH BONNEVILLE (Max Raphael) - May I remind you that I am your superior?
IAN McKELLAN (Peter Cleave) - In what sense?”

“I want you to understand what's going to happen next. The shock will wear off, and it will be replaced by a devastating grief. In time, you will come to terms with what you have done and you'll just be very, very sad. And that sadness will stay with you for the rest of your life.”
HUGH BONNEVILLE (Max Raphael)

“To sacrifice all for love would soon find (one) in a very difficult situation ... love at a certain point, has to relinquish its exclusiveness, lovers have to become rehabilitated into the wider society.”
PATRICK McGRATH





















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