2 comentários:
De Anónimo a 30 de Outubro de 2004 às 14:29
Não sou da mesma opinião. Considero o Shyamalan um gande contador de histórias e um dos mais interessantes realizadores da ctualidade e o epíteto de "novo Hitchcock" e de "mestre do terror" é de todo justificável. Também considero o Sexto Sentido como a sua obra maior até à data, mas tanto A Vila como Sinais (principalmente, este último) são dois exemplos máximos do cinema no seu esplendor.
Talvez o estigma de Shyamalan seja o facto de Sexto Sentido e o Protegido terem-lhe granjeado uma fama que agorase torna difícil desassociar, o que faz todos irem ao cinema à espera de um filme de terror e de susto fácil; e afinal deparam-se com histórias sobre fé e amor, e torna-se difícil aceitar e lidar com as expectativas.
Mas isto sou eu.dermot
(http://www.cinephilus.blogspot.com)
(mailto:cinephilus@mail.pt)


De Citizen Kane a 20 de Julho de 2007 às 16:22
Continuo a afirmar: A Vila é uma das melhores críticas à administração Bush, à sua cultura do medo do "outro" e à impossibilidade de se questionar as leis ditadas pelos líderes. É isso que se passa na Vila de Shyamalan (um lugar onde a inocência anda de braços dados com a ignorância) e é devido a essa subtileza que considero este filme a sua obra-prima. Se tiver que o definir enquanto género cinematográfico, direi que se trata de um drama romântico. Claro que encontramos as ambiências sinistras e algo arrepiantes, mas não é disso que se trata aqui: as dimensões humanas neste filme é que conseguem a proeza de ser assombrosas e pertinentes.

Bj


Comentar post