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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

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The Incredibles: Os Super-heróis ***

22.12.04, Rita

T.O.: The Incredibles. Realização: Brad Bird. Vozes V.O.: Craig T. Nelson (Bob Parr/Mr.Incredible), Holly Hunter (Helen Parr/Elastigirl), Samule L. Jackson (Lucius Best/Frozone), Jason Lee (Buddy Pine/Syndrome), Spencer Fox (Dash Parr), Sarah Vowell (Violet Parr), Elizabeth Peña (Mirage), Brad Bird (Edna ‘E’ Mode). Nacionalidade: USA, 2004.





Um filme de animação que lida com a crise de meia-idade, conflitos matrimoniais, negligência para com os filhos, medos, angústia existencial e moda, não é um normal filme de animação. Depois de “A Bug's Life”, “Toy Story 1” e “2”, e “Finding Nemo”), os estúdios Pixar colocam mais uma vez a inovação tecnológica ao serviço da arte de contar histórias neste “The Incredibles”.


Mr.Incredible é um super-herói, que passa o seu dia a combater o mal e a salvar vidas. Quinze anos depois, devido a contenções orçamentais do governo e a diversos processos legais colocados por pessoas que defendiam que não queriam ser salvas, Mr.Incredible é colocado num programa de protecção a/de super-heróis. Sob o nome Bob Parr, muda-se com a sua família para os subúrbios, e assume uma vida comum como agente de seguros, onde apenas tem oportunidade de lutar contra a burocracia, o aborrecimento e uma linha de cintura em crescendo.


A sua mulher, Helen (anteriormente Elastigirl) é quem faz mais pressão para encaixar nos moldes impostos. Violet, a filha adolescente detesta ter de esconder a sua capacidade de se tornar invisível, enquanto o filho Dash anseia por usar o seu poder de super-velocidade. Enquanto isso, Bob vive para o “bowling” de quarta-feira à noite, com o seu amigo Frozone, um outro antigo super-herói.


Quando surge uma oportunidade de regressar à sua antiga glória, numa missão secreta, Bob não resiste a voltar a vestir o seu antigo fato. Mas algo corre mal e a sua família vê-se obrigada a ir salvá-lo das garras do vilão Syndrome.


O realizador-argumentista Bird faz questão de nos colocar no contexto desta família antes de partir para a acção, num passo talvez demasiado lento, mas essa é uma introdução que compensa quando a aventura começa. De repente temos, simultaneamente, James Bond e os X-Men, num espectacular festim visual.


Cumprindo os requisitos de um filme de acção-aventura, Bird investe na imaginação e no humor sarcástico, já praticado com a sua colaboração nos “Simpsons”, misturando os valores familiares e os seus medos. O tema central da pressão da sociedade para que nos conformemos com o standard geral de mediocridade será possivelmente demasiado ambicioso para o público mais jovem, podendo obrigar os progenitores à explicação de algumas questões.


A principal diferença entre este e os restantes filmes da Pixar é a existência de seres humanos, e a necessidade de correcção a nível dos movimentos, ossos, músculos, pele e cabelo, tendo-se levado ainda mais longe a animação de pêlo já desenvolvida para o “Monsters, Inc.”. O trabalho de texturas dos tecidos é igualmente impressionante. Já para não mencionar os mais de 200 cenários em que a história se desenrola.


Uma divertida e inteligente história, para os apreciadores das ironias da vida.



P.S. - Para quem optar pela versão original, o destaque da melhor voz vai para Brad Bird como Edna ‘E’ Mode, a desenhadora de fatos de super-heróis.






CITAÇÕES:


“No matter how many times you save the world, it always manages to get back in jeopardy again. Sometimes I just want it to stay saved! You know, for a little bit? I feel like the maid; "I just cleaned up this mess! Can we keep it clean for... for ten minutes!”
MR. INCREDIBLE


“To say that everyone is special is the same as saying that no one is...”
BUDDY PINE



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