25 comentários:
De João a 30 de Março de 2007 às 21:24
Este filme tem, de facto, o mérito de chamar a atenção para o que se passou; aliás, acho que o cinema não serve só para mostrar obras de arte, mas também para consciencializar as pessoas e, nesse sentido, é um dos melhores filmes que vi. Ainda hoje acontecem muitos crimes e continuamos a assobiar para o lado; acho que todos temos a nossa quota-parte de responsabilidade pelas atrocidades que se vão cometendo, quanto mais não seja por pouco fazermos para as impedir e eu também admito que fui dos que continuaram a jantar..


De Carlos Henriques a 23 de Maio de 2007 às 18:06
"Num país governado pela corrupção e pobreza surge Paul Rusesabagina, responsável pela dificil tarefa de manter um empreendimento turístico de luxo no Ruanda.
Com o despertar de uma guerra civil que rapidamente se torna num genocídio, o hotel transforma-se num campo de refugiados para todos aqueles que procuram abrigo.
Uma história emocionante e verídica sobre a astúcia, coragem e carisma de um homem de feitos heróicos mas também uma apreciação e forte crítica sobre os media, África, os países desenvolvidos, o papel da ONU no mundo e a irracionalidade do homem.
Uma lição de vida a não perder, num videoclube perto de si."-http://cinema-arte7.blogspot.com/2007/05/hotel-rwanda.html


De Thierr Lambert a 15 de Julho de 2007 às 18:06
Como Filme comovente é.. Sem Dúvidas. Também é um muito bom produto, mas apenas isso. Eu sou Ruandês , vivo no Porto desde 1994 (tinha então 14 anos). é uma pena perceber que hollywood consegue sempre passar a ideia que quer seja ela qual for ou de que forma. O senhor Rusesabigana , gerente do Hotel era amigo da minha família, o que fez com que quando começou a guerra nós nos refugiassemos no Hotel des Milles Collines (o hotel do filme), portanto eu estava lá, e sei que não estavam lá mais de 300 pessoas e que a maioria dessas 300 pessoas nem era tutsis. Também é mentira a parte de ele abandonar a família dele para salvar os outros. Mas o mais triste nisto tudo é que o filme da a entender que houve uma etnia que matava outra, ou que uns eram bons e outros maus. Eu tenho sangue misto, apesar de oficialmente ser hutu e perdi 16 pessoas da minha família tutsi mais 23 da minha família hutu.
E o suposto herói , por ter salvo segundo o realizador 1200 pessoas tutsi, encontra-se neste momento refugiado no Canada, fugindo das pessoas que filme diz ter salvo. Se voltar para o Rwanda , que é uma ditadura tutsi ele é preso. Agora parem todos um pouco e pensem...
E já agora quanto à situação no Rwanda neste momento, 13 anos depois, no fim do meu curso nas Belas Artes, voltei este natal ao Pais, onde vive o que sobra da família e nada mudou, Um presidente cuja etnia representa apenas 14% da população ganha as eleições com 99% dos votos, o candidato da oposição é preso, e a comunidade internacional que estava presente com observadores fala em sucesso do processo eleitoral, fala-se em democracia.

www.chinatownporto.blogspot.com


De hugh a 16 de Abril de 2010 às 13:17
Diga-me uma coisa, muito honestamente, é realmente verdade aquilo que documenta?
É que encontro-me a ralizar um trabalho sobre esse triste genocideo que teve lugar no Ruanda em 1994.
E, decididamente, o seu depoimento seria um incremento e ma mais valia à fundamentaçao do meu trabalho.
A ser verdade, e se não for incomodo, se me pudesse enviar o seu depoimento, em word, retratando a sua visão de como as coisas aconteceram, ficava agradecido, para além da vantagem de poder clarificar averdade dos factos, despromovendo a ficção de Hollywood.
O meu e-mail é: hugh1979@gmail.com

Obrigado, Hugo Machado


De Mara Rubia a 16 de Julho de 2010 às 15:32
Que coisa hein Thierr ... Impressionante ... Poderia escrever para mim contando um pouco melhor o que realmente aconteceu? Tentei assistir ao filme, mas não conseguí ... achei muito forte ... Gosto muito do seu povo. Felicidades ! Deus fique com você, sempre !


De ponta_da_ilha a 18 de Janeiro de 2008 às 10:43
Somos uma turma dos açores, que acabou de ver o fime "Hotel ruanda"e consultou alguma informação sobre o que se passou em Ruanda . foi com admiração que lemos o seu comentário.
Afinal eram só 300 pessoas? Como é possível todas as fontes referirem mais de 1200 pessoas e o Sr. afirmar que são 300.
Paul rusesabagina veio a Portugal e entendemos que ele vive na bélgica e não no Canadá.
Gostriamos que nos respondesse.
Obrigado.


De Renata Serrão a 18 de Janeiro de 2008 às 12:07
Bem não posso falar que gostei do filme pelo fato de ser uma coisa real, mais ele é muito interessante e retrata que nas horas mais deficeis temos que ter espiríto humilde para conseguir algo...


De ANTONIO CARLOS a 4 de Fevereiro de 2008 às 01:44
Assisti ao filme Hotel Ruanda e fiquei tão impressionado que resolvi procurar na internet mais detalhes e porque tudo aquilo aconteceu. Confesso que não consigo conceber as atitudes dos colonialistas belgas com relação à forma como conduziram a situação. Os habitantes, não importa a denominação, hutu ou tutsi, foram tratados como lixo. Aliás essa separação de classes que intensificou a ira entre eles, são bem típicas dos europeus, sempre autoritários e de narizes empinados, principalmente para continentes menos favorecidos como a África, América do Sul e por aí afora. Que pena!!


De Cristina Dupont a 20 de Agosto de 2008 às 16:29
Embora um pouco atrasada, assisti ao filme, que me foi indicado por um amigo, que esteve "in loco" durante o conflito que o filme retrata. Heróis, ou simplesmente sobreviventes sempre existem seja qual for a tragédia que se instale sobre nosso planeta. O que quero trazer à tona é outro ponto: como é que um povo, já tão massacrado pela fome, pelas doenças, pelas guerras, um povo que foi , durante décadas arrancado de suas famílias , expoliado de seus direiros, arrastado de sua terra, escravizado, toruturado, humilhado, como é que um povo assim não aprendeu nada e continua, até hoje, sendo invadido, explorado e pisoteado por estrangeiros? São anos e anos, décadas, séculos de um aprendizado forçado, uma história escrita a sangue e lágrimas que parece não ter deixado nenhuma lição. Admiro e amo o povo africano e dói profundamente constatar que , por migalhas, movidos unicamente pela ganância, e por um falso e frágil poder, irmãos disseminam irmãos, traem, enganam e acabam contribuindo para o enfraquecimento de uma raça, de um continente inteiro, tão belo e cheio de riquezas. A carnificina que o filme aponta não é nem sequer uma fatia do enorme bolo de sangue e dor que aconteceu e continua acontecendo por lá. A palavra mágica é união, não vingança. Está mais do que na hora do povo africano, de sul a norte, dos desertos às savanas, dar seu grito de liberdade, mas um grito que venha do peito e saia através das mãos: mãos que se unam, que se ajudem, que trabalhem pela união, unificação e principalmente pela verdade. É preciso fechar as cortinas e iniciar uma nova história, um novo roteiro, com cenas "água com açúcar" e de final feliz. Porque esse sangue todo gera fortunas. A quem? A quem não esteve lá, nem como coadjuvante, nem sequer como espectador. Está mais do que na hora do mundo exigir que nossos irmãos africanos se libertem desse ódio racista ridículo. Ir à lua, ir à Marte? Não! A solução para essa procura incansável do homem por sabe-se lá o quê,deve parar. Com o que é investido num só "passeiozinho" à lua, milhões de vidas podem voltar a respirar dignidade, milhões podem ser salvos de doenças simples como diarréia, desidratação e FOME!!! É tão fácil que parece banal e o banal não dá manchete. Posso estar dando provas de ingenuidade absoluta, mas ainda tenho um sonho:um sonho de paz e igualdade, um sonho de mesas fartas aqui, na Riviera Francesa, em Cosowo, em Ruanda...um sonho de daltonismo absoluto. Alguém já sonhou isso antes. Um tal de Luther King, um certo Beatle, um tal Kennedy. O meu é apenas plágio, só sei que ele me persegue e, mesmo de olhos abertos, continuo achando que é possível. Mas quando , meu Deus, quando?


De Mara Rubia a 16 de Julho de 2010 às 15:37
Sábias palavras !!! São por pessoas como você que tenho a certeza de que ainda vale a pena ...


De Lari a 28 de Agosto de 2008 às 14:51
Concordo...tbm fui uma das que continuei jantando mesmo depois das imagens deste genocídio terem passado à frente dos meus olhos!!!!


De thierry lambert a 22 de Setembro de 2008 às 06:56
Enquanto a africa continuar a ser o continente mais rico do mundo continuara a ser ao mesmo tempo o mais pobre e nunca ira pacificar. Enquanto as empresas ou as riquesas de africas continuarem em maos de ocidentais, a africa permanecera pobre. O melhor exemplo que se pode ver e o caso de Mugabe , que por querer nacionalizar as riquesas do pais agora o ocidente olha para ele como o Diabo, passou de Bestial a besta. Mas tal como acontece com o Chavez os paises vizinhos apoiam-no apesar de usar metodos repressivos. Se o ocidente quer acabar com ditaduras a africa e o mundo estao cheios deles, porque e que se fala sempre dos mesmos? ou sera porque nao querem cooperar com o ocidente?
Quanto ao que aconteceu no Hotel, volto a repetir nao eramps mais de 300 pessoas e ao contrario do que conta o filme, nao eram apenas tutsis. No meu caso nem sei o que sou pois as minhas avos eram tutsis e os ovos hutus, ou seja os meus pais nasceram mistos. Fomos parar ao ao hotel pq o Paul e amigo da familia. Depois vem os medias que deram a entender que nessa guerra houve um lado mau e outro bom ou vitimizado. Ora a minha experirncia diz me que numa guerra nao existe lado bom, os dois lados sao maus, so que numa guerra ha sempre uma faccao que esta contra os USA e essa faccao geralmente e sempre vista como a pior ou os terroristas. A excepcao a regra tera sudo Timor Leste.
Ha que acabar com a palhacada da ONU ou reformula la e acabar com o Conselho de Seguranca e funcionar de forma democratica com sufragio e sem paises com direito de veto. O concelho de seguranca fazia sentido na altura da guerra fria mas agora ja nao faz sentido nenhum. Tem que se acabar com o FMI e a Reserva Federal Norte Americana que nos mantem constantemente, a nos africanos mas europeus tambem.


De sara a 18 de Fevereiro de 2009 às 12:58
...


De sara a 18 de Fevereiro de 2009 às 13:17
vi o filme ontem... =(



vamos dar as maos, vamos abraçar, vamos gritar o suficiente para encher o infinito PAZ.serenidade , vamos sorrir e amar sem fim uns aos outros!



PERDAO!!!








De evelin a 16 de Março de 2009 às 17:52
cara to com medo viu
esse filme e muito ... nossa da medo so de ler e agora vou ter que assistir de novo pq é trabalho escolar tenho medo que iso um dia venha pra brasil .que bom que tenho meu cantinho aki para falar sobre essa grande tragedia.


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