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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

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CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

The Ring Two **1/2

28.03.05, Rita

Realização: Hideo Nakata. Elenco: Naomi Watts, David Dorfman, Simon Baker, Elizabeth Perkins, Gary Cole, Sissy Spacek. Nacionalidade: EUA, 2005.





A sequela de “The Ring – O Aviso” continua a história do drama de uma mãe que tenta salvar o seu filho de um espírito maligno. Retomando o fio alguns meses depois dos primeiros eventos, Rachel (Watts) mudou-se com o seu filho Aidan (Dorfman) de Seattle para uma pequena cidade em Oregon, tentando afastar-se das terríveis experiências por que ambos passaram às mãos do espírito de Samara e da sua amaldiçoada cassete de vídeo. Mas o passado não ficou para trás e voltou para reclamar a sua paz.


Apesar de Rachel apenas ter feito uma cópia da cassete, ela parece ter conseguido vir ao seu encontro. Como? Isso não importa. E parece que os argumentistas também acharam que não era um detalhe relevante, porque deixaram-nos sem explicação.


Ainda não me tinha sentado bem na cadeira e já estava a dar um salto. O resto do filme, vi-o através dos meus dedos, com as mãos protegendo-me nem sei bem do quê. Calculo que esta seja uma boa medida de avaliação para um filme de terror. A questão é que, no final, fica um conjunto de momentos assustadores sem um fio condutor verdadeiramente relevante. Abusando de todos os clichés de filmes de terror (a casa grande, a noite, a música), “The Ring Two” torna-se previsível.


Sem excessos de hemoglobina, este é um filme que até consegue um bom nível de suspense e alguns momentos genuinamente aterradores. Em grande parte devido à atmosfera criada pela fotografia de Gabriel Baristain. Em termos de história, no entanto, fica consideravelmente aquém do primeiro. O que não deixa de ser irónico, uma vez que este remake do êxito japonês “Ringu” é dirigido pelo seu realizador original, Hideo Nakata.


Quanto às interpretações: Naomi Watts é bem melhor do que isto; enquanto David Dorfman está particularmente natural como criança possuída. Mas os destaques vão para Elizabeth Perkins, numa pequena aparição como Dra. Emma Temple, e para Sissy Spacek, no papel de Evelyn, com a participação mais arrepiante deste filme.


A melhor cena: sem dúvida, o incidente em que a água, num atrevido desafio à gravidade, inunda a casa-de-banho.


Veredicto: aconselhável, para quem quiser um choque de adrenalina, sem grandes consequências.






CITAÇÕES:


“The dead don't dream, and the dead never sleep.”
SISSY SPACEK (Evelyn)



















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