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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Saw ***

20.06.05, Rita

Realização: James Wan. Elenco: Leigh Whannell, Cary Elwes, Danny Glover, Ken Leung, Dina Meyer, Mike Butters, Paul Gutrecht, Michael Emerson, Benito Martinez, Shawnee Smith, Makenzie Vega, Monica Potter, Ned Bellamy. Nacionalidade: EUA, 2004.





O início de “Saw” fez-me lembrar o “Cube” (1997) de Vincenzo Natali, mal comparado, claro. O espectador começa exactamente no mesmo sítio que os personagens e com mais ou menos a mesma informação: nenhuma. Num crescendo, vai-se acumulando a tensão, o sangue e o histerismo.


Adam (Leigh Whannell, também argumentista), um fotógrafo, e o Dr. Lawrence Gordon (Cary Elwes), cirurgião, acordam numa casa de banho, que há pelo menos trinta anos não vê uma esfregona ou uma gota de detergente. Estão acorrentados pelos tornozelos em lados opostos e, entre eles, jaz um corpo no meio de um lago de sangue, segurando uma pistola numa mão e um gravador na outra.


Duas gravações colocam-nos a par das regras do jogo. Lawrence tem 8 horas para matar Adam, ou a sua mulher (Monica Potter) e a sua filha (Makenzie Vega, a pequena Nancy em “Sin City”) têm os minutos contados. Sem mobilidade suficiente ou memória de como chegaram até ali, tentam descobrir a razão de um terror psicológico, à base de pistas e ferramentas estudadas, que começa a mexer com a sua sanidade mental. Ao pé de cada um deles existe uma serra, incapaz de cortar as correntes, mas facilmente utilizável em qualquer tornozelo.


Adam e Lawrence são as novas marionetas de um assassino em série que dá pelo nome de “The Jigsaw Killer”, um inteligente psicopata (será redundante?) que apenas quer que as suas vítimas valorizem o facto de estarem vivas, colocando-as, para isso, no meio de enigmas verdadeiramente mortais. Danny Glover é o polícia que o persegue na tentativa de vingar a morte do seu parceiro.


Como um puzzle, James Wan vai mostrando as peças, quase tão aleatoriamente como se as retirássemos de uma mesa, revelando os segredos pessoais de ambos os protagonistas e levando-nos a outras vítimas e às suas sórdidas provações.


Visualmente explicativo, “Saw” não deixa muito à imaginação, no que se refere às cenas mais macabras. Isso, aliado a um bom ritmo, e negligenciado o facto das interpretações não serem acima da média, faz com que se passe uma boa tarde de Domingo. Bem, digamos antes noite, que agora está tempo de praia.






CITAÇÕES:


“When there’s that much poison in your blood, the only thing left to do is die.”


“Sometimes you see more with your eyes closed.”


“Congratulations. You are still alive. Most people are so ungrateful to be alive. But not you. Not anymore.”
MICHAEL EMERSON (Zap Hindle)

“He doesn't want us to cut through our chains! He wants us to cut through our feet!”
CARY ELWES (Dr. Lawrence Gordon)





















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