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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Le Fils de L’Épicier **1/2

19.12.08, Rita

Realização: Éric Guirado. Elenco: Nicolas Cazalé, Clotilde Hesme, Daniel Duval, Jeanne Goupil, Stéphan Guérin-Tillié, Lilianne Rovère, Paul Crauchet, Chad Chenouga. Nacionalidade: França, 2007.





10 anos depois de ter saído da terra dos pais para tentar a sua sorte em Paris, Antoine (Nicolas Cazalé) está longe de se sentir realizado: com um emprego que detesta e a vizinha Claire (Clothilde Hesme) que se esquiva ao seu discreto interesse. Após o pai de Antoine (Daniel Duval) sofrer um ataque cardíaco, a mãe (Jeanne Goupil) e o irmão (Stéphan Guérin-Tillié) começam a pressioná-lo para tomar conta da mercearia da família na Provença. Antoine recusa voltar àquilo que abandonou, mas depois de emprestar o dinheiro que lhe restava a Claire, para que ela possa preparar o exame de admissão a uma universidade espanhola, ele fica sem alternativa. Antoine consegue convencer Claire a acompanhá-lo e aproveitar a paz do campo para estudar.


Com a carrinha do pai Antoine faz as rondas que ainda lembra de criança, pelo campo e pela serra. Mas a sua antipatia e falta de paciência para as particularidades dos idosos habitantes da zona revelam-se maus para o negócio. Será Claire, com o seu dom para as relações sociais, que o irá ajudar.


“Le Fils de L’Épicier” é uma viagem de redescoberta num regresso às origens, ao sentido de família e de comunidade. Antoine apercebe-se de que não conhece Claire assim tão bem, mas, sobretudo, dá-se conta de que a sua maior ignorância é para consigo mesmo. O segundo filme de Eric Guirado é guiado com a mesma placidez com que a carrinha vai contornando as encostas bucólicas. Adicionalmente, as honestas interpretações de Nicolas Cazalé e Clothilde Hesme (“Les Amants Réguliers”) transformam “Le Fils de L’Épicier” é um agradável coming of age.


Guirado revela um olhar sensível e sincero sobre as pequenas batalhas do dia-a-dia. Numa clara oposição às impessoais grandes superfícies, o comércio local é um marcado elemento de socialização, em especial num ambiente onde o isolamento e o envelhecimento populacional são crescentes.














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