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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Monstra | 07

19.05.07, Rita




De 21 a 27 de Maio, A MONSTRA | Festival de Animação de Lisboa, na sua 6ª edição, promete animar a cidade com cinema, exposições e espectáculos.


A MONSTRA compreende uma competição de curtas e longas-metragens, uma retrospectiva de autores de relevo - este ano coube a vez aos russos, a transversalidade artística (artes plásticas, música, dança, teatro), acções de formação em animação, e a Monstrinha - especialmente destinada ao público infantil.


A sessão de lançamento terá lugar no dia 16 de Maio no Cabaret Maxime.


Programa e detalhes em http://www.monstrafestival.com/.




Trust the Man **

19.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Bart Freundlich. Elenco: David Duchovny, Julianne Moore, Billy Crudup, Maggie Gyllenhaal, Eva Mendes. Nacionalidade: EUA, 2005.


SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/fox_searchlight/trust_the_man/_group_photos/billy_crudup2.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Rebecca (Julianne Moore) é uma famosa actriz prestes a estrear uma peça de teatro. Tom (David Duchovny), o seu marido, é um ex-publicitário que desistiu da sua carreira para tomar conta da casa e dos seus dois filhos. Entre os dois existem problemas de natureza sexual (ele parecendo querer muito e ela pouco) que as sessões anuais de terapia não parecem resolver. O irmão mais novo de Rebecca e melhor amigo de Tom, Tobey (Billy Crudup) tem uma relação de sete anos com Elaine (Gyllenhaal), que parece estar a caminhar para sítio nenhum. No cerne deste conflito está a vontade dela de casar e ter filhos e imaturidade dele.

ALIGN=JUSTIFY>Antes demais espero que este filme não seja espelho de nenhuma realidade. Primeiro, porque resume os homens a irritantes idiotas. Segundo, porque resume as mulheres a irritantes idiotas. Enquanto uns se tentam redimir de uma culpa das qual as outras parecem estar totalmente isentas, as tentações dos homens (materializadas nas bombásticas Eva Mendes e Dagmara Dominczyk) são muito mais interessantes que as das mulheres (os entediantes Justin Bartha, James LeGros e Glenn Fitzgerald), o que as faz parecer mais fortes e as coloca do lado bom.

ALIGN=JUSTIFY>Apesar da boa química entre os actores, o argumento de Bart Freundlich (marido da sempre linda Julianne Moore) coloca personagens caricaturais em situações artificiais, rodeando todo o filme de uma atmosfera de falsidade que é preciso aceitar desde início, sob pena de dar o tempo por mal empregue. “Trust the Man” refugia-se no humor fácil (incluindo dispensáveis piadas escatológicas) para lidar com as crises de vida das suas personagens, sem nunca as enfrentar com seriedade (o que poderia ser feito satiricamente). Na base existem as dúvidas naturais que, mais cedo ou mais tarde, nos assaltam a todos, e projectos de vida que é necessário assumir ou então deixar definitivamente para trás. Como sucede aqui, o amor poderá ser a solução – desde que se escolha esquecer (a recuperação da confiança é uma questão habilmente evitada).

ALIGN=JUSTIFY>Dois esclarecimentos quanto ao moralismo subjacente ao happy ending: (1) ser adulto não quer dizer que se queira casar e ter filhos, nem a recusa desse caminho significa obrigatoriamente imaturidade; (2) descobrir quem somos pode (deve?) ser um caminho feito em conjunto com as pessoas que amamos, não necessariamente longe (ou afastando-nos) delas.

ALIGN=JUSTIFY>Vá lá, depois de um petisco de caracóis, já com sabor a Verão, um inofensivo feel good movie não é assim tão chocante.


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ALIGN=JUSTIFY>TAGLINE:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>Could you? Would you? Should you?




ALIGN=CENTER>COLOR=#E90909>EVERYTHING

COLOR=#E90909 SIZE=1>Ben Harper


Behind all of your tears
There's a smile
There's a smile
Behind all of the rain
There's a sunshine
For miles and miles

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

The colors of your garden
They're yellow, blue and green
And the sound of your sweet voice
It's better than all my dreams

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

Your my first thought in the morning
When I rise
Oh- when I rise
You're my last thought in the evening
When I rest my head at night

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me
Everything to me
Everything to me



























































Re-cycle *

18.05.07, Rita

T.O.: Gwai wik. Realização: Oxide Pang Chun e Danny Pang. Elenco: Angelica Lee, Lawrence Chou, Siu-Ming Lau, Qiqi Zeng. Nacionalidade: Tailândia / Hong Kong, 2006.





Os realizadores de “The Eye” (2002) trouxeram aquela que foi a especial desilusão dos filmes do Fantasporto que passaram por estes dias no Quarteto, em Lisboa. Deixei-me seduzir pela superficialidade do prémio de Melhores Efeitos Especiais mas, de facto, este filme pouco mais é do que um exercício técnico visual.


Ting-Yin (Angelica Lee) é uma bem sucedida escritora que, depois do êxito da sua obra romântica, resolve enveredar pela temática sobrenatural. A urgência para terminar o seu novo livro “Re-cycle”, e o reaparecimento de um antigo namorado, provocam uma forte pressão psicológica em Ting-Yin, que começa a sentir-se ameaçada por uma estranha presença.


Enquanto os realizadores se mantêm no espaço fechado da casa de Ting-Yin, a sua eficácia é razoável, com bons movimentos de câmara e um uso dos efeitos sonoros que criam a tensão necessária. Infelizmente, isso dura pouco tempo. Assim que se saem de casa e se adentram no mundo interior de Ting-Yin, o argumento desfaz-se em cenas que se amontoam sem outro sentido que não seja o de se superarem visualmente.


A heroína desta história desperta tão pouca empatia que no momento do clímax dramático, com as lágrimas a escorrerem-lhe esteticamente pela cara, se ouve um riso sonoro em toda a plateia, tamanho é o ridículo de toda a história. No final, resta uma mensagem moralista que apenas consegue ter um efeito oposto a si mesma. Talvez haja obras que, simplesmente, não deviam ganhar vida.




Fracture ***

17.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Gregory Hoblit. Elenco: Anthony Hopkins, Ryan Gosling, David Strathairn, Rosamund Pike, Embeth Davidtz, Billy Burke, Cliff Curtis. Nacionalidade: EUA, 2007.


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ALIGN=JUSTIFY>Ted Crawford (Anthony Hopkins) é um engenheiro de estruturas que, depois de descobrir que a sua mulher, Jennifer (Embeth Davidtz), está a ter um caso com outro homem, lhe dá um tiro na cabeça e confessa o seu crime à polícia. Willy Beachum (Ryan Gosling) é o promotor público a quem é entregue o caso, um jovem ambicioso que está prestes a passar para uma grande empresa e para o dinheiro do direito corporativo. O caso parece simples, existe uma confissão verbal e outra assinada, bem como a arma do crime. Mas nem tudo é o que parece, começando pelo facto do detective que toma conta do assassinato, Rob Nunally (Billy Burke), ser o amante da vítima.

ALIGN=JUSTIFY>Gregory Hoblit (realizador de episódios de “Hill Street Blues”, “NYPD Blue” e “L.A. Law“) constrói um thriller cheio de jogos mentais. De um lado está Hopkins, um homem com a capacidade de descobrir as mínimas falhas numa construção maciça e que desenha um plano meticuloso onde a ausência de provas impossibilita a sua condenação. Hopkins é um mestre na frieza calculista e na intimidação e o seu casting é perfeitamente previsível, o que não prejudica de modo algum a sua eficácia. Do outro lado está Gosling, com uma presença e expressividade capazes de equilibrar a balança do veterano, um homam lutando com o seu próprio ego e obrigado a fazer escolhas morais cada vez mais difíceis.

ALIGN=JUSTIFY>O argumento de Daniel Pyne e Glen Gers está bem estruturado, com voltas na narrativa que vão construindo desafios progressivamente maiores, e permitindo uma agradável disputa de intelectos. Dispensava-se, no entanto, o romance entre Willy Beachum e Nikki Garner (Rosamund Pike), com uma nota de falsidade e que parece existir por meras razões comerciais.

ALIGN=JUSTIFY>Uma palavra sobre o design de produção de Paul Eads e as fabulosas máquinas Rube Goldberg utilizadas, da autoria do professor de música holandês Mark Bishoff COLOR=#BBBBBB>(Rube Goldberg machine: (1) Accomplishing by extremely complex roundabout means what actually or seemingly could be done simply. WEBSTER’S DICTIONARY; (2) Any exceedingly complex apparatus that performs a very simple task in a very indirect and convoluted way. WIKIPEDIA)
.

ALIGN=JUSTIFY>Todos nós temos alguma fraqueza, pequenas imperfeições, fissuras no nosso carácter que podem servir de arma para outros. Negá-las é pura arrogância. Não é à toa que quem melhor nos conhece é também quem mais nos pode ferir.







Cannes 2007

16.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Dois belíssimos posters na edição de celebração dos 60 anos do Festival de Cannes, com início hoje.


SRC=http://fotos.sapo.pt/almeida_rita/pic/00013sxr>

ALIGN=CENTER>SIZE=1 COLOR=#BBBBBB>Souleymane Cisse, Wong Kar Wai, Penélope Cruz, Juliette Binoche, Jane Campion, Gerard Depardieu, Bruce Willis, Samuel L. Jackson e Pedro Almodovar




SRC=http://fotos.sapo.pt/almeida_rita/pic/0001406p>

ALIGN=CENTER>SIZE=1 COLOR=#BBBBBB>Secção ‘UN CERTAIN REGARD’









Ne Le Dis À Personne ***

16.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Guillaume Canet. Elenco: François Cluzet, André Dussollier, Marie-Josée Croze, Kristin Scott Thomas, Nathalie Baye, François Berléand, Jean Rochefort, Gilles Lellouche, Olivier Marchal, Florence Thomassin, Marina Hands, Jalil Lespert. Nacionalidade: França, 2006.


SRC=http://www.linternaute.com/cinema/image_cache/objdbfilm/image/300/17007.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Naquele que seria o dia de aniversário do seu casamento, Alex Beck (Francois Cluzet) recebe um e-mail com um link para uma câmara de vigilância na rua que lhe mostra uma imagem em tempo real da sua mulher Margot (Marie-Josée Croze), morta há 8 anos. Na altura as suspeitas recaíram sobre um serial killer, que sempre negou esse crime. Mas a recente descoberta de dois corpos começa a lançar dúvidas sobre essa explicação, colocando o próprio Alex como possível autor do crime. Sob vigilância cerrada, Alex vê-se obrigado a fugir, não só para provar a sua inocência, mas sobretudo para descobrir a verdade acerca da sua mulher.

ALIGN=JUSTIFY>Depois de “Mon Idole” (2002), o actor Guillaume Canet (“Jeux d'Enfants”) regressa à realização com a adaptação do livro 'Tell No One' de Harlan Coben. Fazendo uso das típicas pistas falsas, segredos e corrupção, Canet faz um bom uso do humor, e incute ao filme um ritmo irrepreensível com opções estéticas de grande bom gosto, como é o caso da brilhante cena da auto-estrada. É talvez por isso que a travagem necessária para momentos de revelação acabe por ser denunciadora e se sentir como demasiado forçada.

ALIGN=JUSTIFY>Bastará uma pequena atenção aos pormenores para decifrar o cerne da intriga. E há que conseguir negligenciar outros, como o facto de aqui as passwords não aparecerem como asteriscos, para conseguir continuar a acreditar na história. Mas ainda que saibamos qual o desfecho há um considerável prazer em ver de que forma o herói chegará à verdade. Sobretudo devido à interpretação tremendamente física de François Cluzet. No global, as personagens são consideravelmente caricaturais, numa vertente bastante unidimensional, mas o apoio de secundários da categoria de Kristin Scott Thomas, André Dussollier e François Berléand fazem com que “Ne Le Dis À Personne” se mantenha à tona.

ALIGN=JUSTIFY>Não é um filme genial, mas não direi nada a ninguém, porque nutro uma especial simpatia por Guillaume Canet e estou curiosa com a sua carreira, à frente e atrás das câmaras. Talvez o facto dele ter escolhido a música ‘Lilac Wine’ na voz de Jeff Buckley tenha amolecido o meu coração. Agora silêncio.


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ALIGN=CENTER>COLOR=#E90909>LILAC WINE

COLOR=#E90909 SIZE=1>(de James Shelton)


I lost myself on a cool damp night
I gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree

I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see
And be what I want to be

When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because it brings me back you

Lilac wine is sweet and heady,
Like my love
Lilac wine, I feel unsteady,
Like my love

Listen to me, I cannot see clearly
Isnt that she, coming to me
Nearly here

Lilac wine is sweet and heady,
Wheres my love
Lilac wine, I feel unsteady,
Wheres my love

Listen to me, why is everything so hazy
Isnt that she, or am I just going crazy, dear

Lilac wine, I feel unready for my love
Feel unready, for my love.
















































La Educación de las Hadas **1/2

15.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: José Luis Cuerda. Elenco: Ricardo Darín, Irène Jacob, Bebe, Glòria Roig, Víctor Valdivia. Nacionalidade: Argentina / França / Portugal / Espanha, 2006.


SRC=http://eur.i1.yimg.com/eur.yimg.com/ng/mo/uno/20060613/12/3677634419.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Nicolás (Ricardo Darín), inventor de jogos para crianças, conhece a ornitóloga Ingrid (Irène Jacob) e o seu filho Raúl (Víctor Valdivia) num avião a caminho de Barcelona, e apaixona-se pelos dois. Este é o início do seu conto de fadas. É também através das fadas que Nicolás explica o mundo a Raúl, estimulando a sua criatividade num mundo que insiste em impor os seus factos, sem deixar lugar para a fantasia. Raúl sabe que se encontrar uma fada poderá pedir-lhe três desejos, mas antes terá de educá-la, porque muitas fadas não se lembram que o são. Em dado momento e sem explicações, Ingrid decide colocar um ponto final na relação com Nicolás. É nesse momento que nas suas vidas aparece Sezar (Bebe), uma jovem argelina que trabalha num supermercado, enquanto aguarda resposta para um bolsa na Sorbonne.

ALIGN=JUSTIFY>José Luis Cuerda (“La Lengua de las Mariposas”, 1999), com base no livro ‘L’Education d’une Fée’ (2000) do francês Didier Van Cauwelaert, constrói uma história mágica e intimista onde, através do olhar de uma criança, se desvenda um mundo adulto e cheio de medos. Talvez por isso às observações de Raúl, por muito interessantes e divertidas que sejam, lhe falte a naturalidade infantil.

ALIGN=JUSTIFY>Quando a fantasia é usada para explicar o mundo corre-se o risco de a usar como refúgio desse mesmo mundo. E “La Educación de las Hadas” refugia-se também na fantasia para disfarçar a previsibilidade com que responde às questões lançadas. Torna-se igualmente complicado desconstruir relações idílicas quando todas as personagens são tão boas e sem falhas que é difícil acreditar nelas.

ALIGN=JUSTIFY>Apesar de tudo, o elenco internacional encabeçado pelo argentino Ricardo Darín (“El Hijo de la Novia”) e pela francesa Irène Jacob (“La Double Vie de Véronique”) cumpre o seu papel, com uma chamada de atenção para a cantora espanhola Bebe, cujo álbum ‘Pafuera Telarañas’ toca com alguma insistência lá em casa, e que integrará o próximo filme de Julio Medem, “Caótica Ana”.

ALIGN=JUSTIFY>No bosque encantado de Montseny na Catalunha, a fotografia de Hans Burmann e a música de Lucio Godoy mostram-nos um mundo onde a inocência tem poder para vencer o cinismo, mas é a voz de Bebe cantando “deja que te acompañe que no es momento de andar sola” que nos enche a alma e nos agarra à cadeira no genérico final. Quando tudo na nossa vida parece estar ao contrário, existem forças (dentro e fora de nós) que conseguem fazer-nos crer que tudo irá correr bem. E não vale a pena indagar muito. Afinal de contas, o que seria do quotidiano sem os seus mistérios?


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Estábamos enamorados como críos. Ahora nos hicimos adultos. Será menos hermoso, pero más completo.”
IRÈNE JACOB (Ingrid)



ALIGN=CENTER>COLOR=#E90909>TIEMPO PEQUEÑO

COLOR=#E90909 SIZE=1>de Bebe e Lucio Godoy


¿Quién se va y quién se queda?
¿Quién le duele más la soledad?
¿Quién le duele más la soledad?
Si tós los rincones de mi vida tienen algo tuyo
¿Cual es tu camino?
¿Cual es el mío?
¿Dónde se encontraron
¿Dónde se han ió?

Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Con lo pequeño que es el tiempo
¿quién recogerá el perdió?
Si tu me cuidas yo me curo
Mi cura es tu compañía
Deja que te cuide las alas... tus alas

Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Mis cinco sentidos son pá ti
Mis manos pá sujetarte a ti
Y mi alegría pá que la bebas toda tu

Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Anda, deja que te acompañe que no es momento de andar sola.

Déjame que te acompañe.








































A Melhor Juventude

14.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>6 horas de Alessio Boni e Jasmine Trinca.

ALIGN=JUSTIFY>Vistos em “La Meglio Gioventù” (2003) de Marco Tullio Giordana.


SRC=http://www.alessioboni.it/english-version/bookfotograficobn/bookfoto51.jpg WIDTH=245 HSPACE=5>SRC=http://max.corriere.it/cinema/people/schede/2006/03_marzo/img/cinecitta/6_b.jpg HEIGHT=370 HSPACE=10>







La Belle Bête **

12.05.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Karim Hussain. Elenco: Carole Laure, Caroline Dhavernas, Marc-André Grondin, David La Haye, Sébastien Huberdeau. Nacionalidade: Canadá, 2006.


SRC=http://www.equinoxefilms.com/upload/movie/photo/la_belle_bete_94_preview.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Louise (Carole Laure) é uma viúva vaidosa e superficial, completamente enfeitiçada pela beleza do seu filho Patrice (Marc-André Grondin), com quem partilha uma intimidade incestuosa e da qual exclui totalmente a filha Isabelle-Marie (Caroline Dhavernas), alimentando o seu ciúme doentio. Após a morte do marido ela muda-se com os seus filhos para uma mansão senhorial isolada no campo, onde Isabelle-Marie tem suficiente espaço para se aproveitar da debilidade intelectual do seu irmão e martirizá-lo cruelmente. Reclusos do mundo, o seu amor perturbado e doentio é ilusoriamente normal. Mas este equilíbrio instável é perturbado pela chegada de um padrasto (David La Haye) que põe em causa o lugar de Patrice no coração da mãe.

ALIGN=JUSTIFY>“La Belle Bête”, adaptação do livro que a co-argumentista Marie-Claire Blais escreveu em 1959, quando tinha apenas 17 anos, baseia-se na dinâmica das relações humanas como reflexo para a eterna disputa entre o bem e o mal (mesmo que feito pelas melhores razões). Estas pessoas são prisioneiras da sua própria realidade, tendo-se tornado vítimas dos seus vícios, do seu egoísmo, da sua mesquinhez, da sua amoralidade. O desaparecimento da figura paternal veio destruturar a unidade familiar, que apenas se conseguiu refazer de uma forma perversa e psicologicamente violenta. Entre as sombras da solidão é essa figura – na imagem de um homem com cabeça de cavalo – que atormenta Isabelle-Marie.

ALIGN=JUSTIFY>O filme do canadiano Karim Hussain peca por uma débil transposição do conflito inter-pessoal das personagens. O ritmo no qual o filme se arrasta a maior parte do tempo é acompanhado de movimentos excessivos da câmara, que parecem limitar-se a uma vontade de realismo totalmente oposta às interpretações exageradamente teatrais.

ALIGN=JUSTIFY>“La Belle Bête”: quando o bem é equivalente à beleza, a degradação física transforma-se no castigo supremo, o símbolo do mal a emergir à superfície.