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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Only Angels Have Wings

15.02.07, Rita


A vida é um jogo de ‘cara ou coroa’, cuja moeda pode bem estar falseada.

Se assim for, aposto na amizade.
O maior amor.
O mais generoso.
O mais puro.

Num brinde a todos os voos: “Happy landing”!





“Only Angels Have Wings” de Howard Hawks (1939)



“A man can die only once. We owe a debt to God. If we pay it today, we don’t have to pay it tomorrow.”
WILLIAM SHAKESPEARE




Harsh Times *

14.02.07, Rita

Realização: David Ayer. Intérpretes: Christian Bale, Freddy Rodríguez, Eva Longoria, Tammy Trull, Terry Crews, Chaka Forman, J.K. Simmons. Nacionalidade: EUA, 2005.





Jim Davis (Christian Bale) foi dispensado do exército após ter servido no Afeganistão. De noite, os pesadelos atormentam-no, de dia Jim está a tentar arranjar um emprego nas forças policiais, de forma a poder casar com Marta (Tammy Trull), a sua namorada mexicana. Na frustração dessa procura, Jim junta-se ao seu velho amigo Mike (Freddy Rodriguez), a contragosto da mulher deste, Sylvia (Eva Longoria), e os dois passeiam-se por Los Angeles metendo-se em problemas, entre uma cerveja e um charro.


Os homens de David Ayer são seres imaturos e impulsivos, mas profundamente fiéis aos laços de amizade que os unem. Homens inseguros, que recorrem à violência para combater a sua impotência perante o mundo que os rodeia, e fazerem-se merecedores das mulheres fortes que (ironicamente) se mantêm ao seu lado.


“Harsh Times” pretende ser um conto moral dos dias de hoje, fazendo uso de uma linguagem moderna, mas caindo num excesso de calão que torna os diálogos incredíveis. A estreia na realização do co-produtor e argumentista de “Training Day”, David Ayer, poderia ser a história de como um homem pode ser levado para lá dos seus limites de sanidade pela máquina de guerra, que dissolve a sua humanidade pela transformação do homem numa arma que legitime a morte. Mas a espiral descendente de desintegração psicológica de Jim é movida apenas à base de coincidências, que acabam por se acumular num crescendo sem sentido.


Nem mesmo o bom ritmo que Ayer consegue imprimir, nem os bons planos de Steve Mason ou a boa química entre os protagonistas salva um filme que nunca chega com efeito a tocar o espectador. Até mesmo o fabuloso e versátil Christian Bale (também produtor executivo) parece desconfortável na pele deste anti-herói amoral, e toda a sua raiva, instabilidade e agressividade surgem apenas como um exercício de interpretação. No final, sentimo-nos ainda mais longe deste assustador sociopata do que no início do filme.




O que se vê lá por casa (ii)

13.02.07, Rita


Um amor para além do tempo, outro amor para além da vida. Um ódio transportado dentro do sangue, uma indiferença humilhante. Um amor assassinado com palavras, outro amor resgatado num olhar.


Numa noite de Inverno como esta, só Ingmar Bergman (com o tempero de Johann Sebastian Bach) para nos fazer ver a beleza tão completa que a vida, em todas as suas vertentes, mesmo nas mais violentas, consegue abarcar.



“SARABAND”





Realização: Ingmar Bergman. Elenco: Liv Ullmann, Erland Josephson, Börje Ahlstedt, Julia Dufvenius, Gunnel Fred. Nacionalidade: Suécia / Itália / Alemanha / Finlândia / Dinamarca / Áustria, 2003.




BAFTA 2007

12.02.07, Rita


SRC=http://static.bafta.org/images/width469/mitzimaskarticle-53.jpg>



ALIGN=JUSTIFY>Ontem, dia 11, a British Academy of Film and Television Arts atribuiu os Orange British Academy Film Awards. Eis o palmarés (vencedores a vermelho):


COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME

COLOR=#E90909>THE QUEEN – Andy Harries/Christine Langan/Tracey Seaward

BABEL - Alejandro González Iñárritu/Jon Kilik/Steve Golin
THE DEPARTED - Brad Pitt/Brad Grey/Graham King
THE LAST KING OF SCOTLAND - Andrea Calderwood/Lisa Bryer/Charles Steel
LITTLE MISS SUNSHINE - Albert Berger/David T Friendly/Ron Yerxa

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME BRITÂNICO (The Alexander Korda Award)

COLOR=#E90909>THE LAST KING OF SCOTLAND - Andrea Calderwood/Lisa Bryer/Charles Steel/Kevin Macdonald/Peter Morgan/Jeremy Brock

CASINO ROYALE - Michael G Wilson/Barbara Broccoli/Martin Campbell/Neal Purvis/Robert Wade/Paul Haggis
NOTES ON A SCANDAL - Scott Rudin/Robert Fox/Richard Eyre/Patrick Marber
THE QUEEN - Andy Harries/Christine Langan/Tracey Seaward/Stephen Frears/Peter Morgan
UNITED 93 - Tim Bevan/Lloyd Levin/Paul Greengrass

COLOR=#AAAAAA>MELHOR REALIZADOR/PRODUTOR OU ARGUMENTISTA BRITÂNICO EM PRIMEIRA LONGA-METRAGEM (The Carl Foreman Award)

COLOR=#E90909> ANDREA ARNOLD (Realizador) - Red Road

JULIAN GILBEY (Realizador) - Rollin' with the Nines
CHRISTINE LANGAN (Produtor) - Pierrepoint
GARY TARN (Realizador) - Black Sun
PAUL ANDREW WILLIAMS (Realizador) - London to Brighton

COLOR=#AAAAAA>MELHOR REALIZADOR (THE DAVID LEAN AWARD)

COLOR=#E90909>PAUL GREENGRASS - United 93

ALEJANDRO GONZÁLEZ IÑARRITU - Babel
MARTIN SCORSESE - The Departed
JONATHAN DAYTON/VALERIE FARIS - Little Miss Sunshine
STEPHEN FREARS - The Queen

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

COLOR=#E90909> LITTLE MISS SUNSHINE - Michael Arndt

BABEL - Guillermo Arriaga
PAN'S LABYRINTH - Guillermo del Toro
THE QUEEN - Peter Morgan
UNITED 93 - Paul Greengrass

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

COLOR=#E90909> THE LAST KING OF SCOTLAND - Peter Morgan/Jeremy Brock

CASINO ROYALE - Neal Purvis/Robert Wade/Paul Haggis
THE DEPARTED - William Monahan
THE DEVIL WEARS PRADA - Aline Brosh McKenna
NOTES ON A SCANDAL - Patrick Marber

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME DE LÍNGUA NÃO INGLESA

COLOR=#E90909> PAN'S LABYRINTH - Alfonso Cuarón/Alvaro Augustin/Guillermo del Toro

APOCALYPTO - Mel Gibson/Bruce Davey
BLACK BOOK (ZWARTBOEK) - Teun Hilte/San Fu Maltha/Jens Meurer/Paul Verhoeven
RANG DE BASANTI (PAINT IT YELLOW) - Ronnie Screwvala/Rakeysh Omprakash Mehra
VOLVER - Agustín Almodóvar/Pedro Almodóvar

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

COLOR=#E90909> HAPPY FEET - George Miller

CARS - John Lasseter
FLUSHED AWAY - David Bowers/Sam Fell

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTOR

COLOR=#E90909> FOREST WHITAKER - The Last King of Scotland

DANIEL CRAIG - Casino Royale
LEONARDO DICAPRIO - The Departed
RICHARD GRIFFITHS - The History Boys
PETER O'TOOLE - Venus

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTRIZ

COLOR=#E90909>HELLEN MIRREN - The Queen

PENÉLOPE CRUZ - Volver
JUDI DENCH - Notes on a Scandal
MERYL STREEP - The Devil Wears Prada
KATE WINSLET - Little Children

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

COLOR=#E90909> ALAN ARKIN - Little Miss Sunshine

JAMES MCAVOY - The Last King of Scotland
JACK NICHOLSON - The Departed
LESLIE PHILLIPS - Venus
MICHAEL SHEEN - The Queen

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

COLOR=#E90909> JENNIFER HUDSON - Dreamgirls

EMILY BLUNT - The Devil Wears Prada
ABIGAIL BRESLIN - Little Miss Sunshine
TONI COLLETTE - Little Miss Sunshine
FRANCES DE LA TOUR - The History Boys

COLOR=#AAAAAA>MELHOR BANDA SONORA (The Anthony Asquith Award)

COLOR=#E90909> BABEL - Gustavo Santaolalla

CASINO ROYALE - David Arnold
DREAMGIRLS - Henry Krieger
HAPPY FEET - John Powell
THE QUEEN - Alexandre Desplat

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FOTOGRAFIA

COLOR=#E90909> CHILDREN OF MEN - Emmanuel Lubezki

BABEL - Rodrigo Prieto
CASINO ROYALE - Phil Meheux
PAN'S LABYRINTH - Guillermo Navarro
UNITED 93 - Barry Ackroyd

COLOR=#AAAAAA>MELHOR MONTAGEM

COLOR=#E90909> UNITED 93 - Clare Douglas/Christopher Rouse/Richard Pearson

BABEL - Stephen Mirrione/Douglas Crise
CASINO ROYALE - Stuart Baird
THE DEPARTED - Thelma Schoonmaker
THE QUEEN - Lucia Zucchetti

COLOR=#AAAAAA>MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

COLOR=#E90909> CHILDREN OF MEN - Jim Clay/Geoffrey Kirkland/Jennifer Williams

CASINO ROYALE - Peter Lamont/Lee Sandales/Simon Wakefield
MARIE ANTOINETTE - K K Barrett/Véronique Melery
PAN'S LABYRINTH - Eugenio Caballero/Pilar Revuelta
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - Rick Heinrichs/Cheryl A Carasik

COLOR=#AAAAAA>MELHOR GUARDA-ROUPA

COLOR=#E90909> PAN'S LABYRINTH - Lala Huete

THE DEVIL WEARS PRADA - Patricia Field
MARIE ANTOINETTE - Milena Canonero
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - Penny Rose
THE QUEEN - Consolata Boyle

COLOR=#AAAAAA>MELHOR SOM

COLOR=#E90909> CASINO ROYALE - Chris Munro/Eddy Joseph/Mike Prestwood Smith/Martin Cantwell/Mark Taylor

BABEL - José García/Jon Taylor/Chris Minkler/Martín Hernández
PAN'S LABYRINTH - Martín Hernández/Jamie Bashkt/Miguel Polo
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - Christopher Boyes/George Watters II/ Paul Massey/Lee Orloff
UNITED 93 - Chris Munro/Mike Prestwood Smith/Douglas Cooper/Oliver Tarney/Eddy Joseph

COLOR=#AAAAAA>MELHORES EFEITOS ESPECIAIS

COLOR=#E90909> PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - John Knoll/Hal Hickel/Charles Gibson/Allen Hall

CASINO ROYALE - Steve Begg/Chris Corbould/John Paul Docherty/Ditch Doy
CHILDREN OF MEN - Frazer Churchill/Tim Webber/Michael Eames/Paul Corbould
PAN'S LABYRINTH - Edward Irastorza/Everett Burrell/David Marti/Montse Ribe
SUPERMAN RETURNS - Mark Stetson/Neil Corbould/Richard Hoover/Jon Thum

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CARACTERIZAÇÃO

COLOR=#E90909> PAN'S LABYRINTH - José Quetglas/Blanca Sànchez

THE DEVIL WEARS PRADA - Nicki Ledermann/Angel De Angelis
MARIE ANTOINETTE - Jean-Luc Russier/Desideria Corridoni
PIRATES OF THE CARIBBEAN: DEAD MAN'S CHEST - Ve Neill/Martin Samuel
THE QUEEN - Daniel Phillips

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

COLOR=#E90909> GUY 101 - Ian Gouldstone

DREAMS AND DESIRES - FAMILY TIES - Les Mills/Joanna Quinn
PETER AND THE WOLF - Hugh Welchman/Alan Dewhurst/Suzie Templeton

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CURTA-METRAGEM

COLOR=#E90909>DO NOT ERASE - Asitha Ameresekere

CARE - Rachel Bailey/Tracy Bass/Corinna Faith
CUBS - Lisa Williams/Tom Harper
HIKIKOMORI - Karley Duffy/Paul Wright
KISSING, TICKLING AND BEING BORED - David Smith/Jim McRoberts


ALIGN=JUSTIFY>O prémio COLOR=#AAAAAA>THE ORANGE RISING STAR AWARD
, votado pelo público, foi atribuído a COLOR=#E90909>Eva Green
, que pudemos ver no papel de Mr.Tumnus no filme “Casino Royale”. Os restantes candidatos eram Emily Blunt, Naomie Harris, Cillian Murphy e Ben Whishaw.

ALIGN=JUSTIFY>O prémio COLOR=#AAAAAA>ACADEMY FELLOWSHIP
foi atribuído a COLOR=#E90909>Anne V Coates
, editora, e o COLOR=#AAAAAA>MICHAEL BALCON AWARD PARA A MELHOR CONTRIBUIÇÃO BRITÂNICA PARA O CINEMA
a COLOR=#E90909>Nick Daubeny
, location manager.















































































































L’Atalante

11.02.07, Rita


ALIGN=CENTER>O amor castrador.

O amor libertário.

O amor como condição necessária.

O amor como condição suficiente.

L’amour fou.


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ALIGN=CENTER>“L’Atalante” de Jean Vigo (1934)

















Bobby **

10.02.07, Rita

Realização: Emilio Estevez. Elenco: Anthony Hopkins, Demi Moore, Sharon Stone, Elijah Wood, Lindsay Lohan, William H. Macy, Freddy Rodriguez, Helen Hunt, Mary Elizabeth Winstead, Joshua Jackson, Christian Slater, Laurence Fishburne, Nick Cannon, Emilio Estevez, Shia LaBeouf, Brian Geraghty, Martin Sheen, Joy Bryant, David Kobzantsev, Heather Graham, Svetlana Metkina, Harry Belafonte, Jacob Vargas, Ashton Kutcher, Dave Fraunces, Spencer Garrett. Nacionalidade: EUA, 2006.





A acção de “Bobby” decorre no Hotel Ambassador, sede da campanha de Robert F. Kennedy, no dia em que ele foi assassinado - 6 de Junho de 1968. Em vez de centrar a narrativa em torno do político, o realizador Emilio Estevez escolheu 22 personagens que se movem no universo deste hotel, entre outros, o gerente do hotel (William H. Macy), a sua mulher (Sharon Stone) e a sua amante (Heather Graham), o antigo porteiro do hotel (Anthony Hopkins) e o seu companheiro de xadrez (Harry Belafonte), o coordenador da campanha de Kennedy (Joshua Jackson) e os voluntários (Shia LaBeouf e Brian Geraghty), uma jornalista checoslovaca tentando ter uma entrevista com o senador (Svetlana Metkina), os cozinheiros (Laurence Fishburne, Freddy Rodríguez e Jacob Vargas), a cantora Virginia Fallon (Demi Moore) e o seu marido (Emilio Estevez), e uma jovem (Lindsay Lohan) que está prestes a casar com um amigo (Elijah Wood) para evitar que ele vá para o Vietname.


A gestão de um elenco desta dimensão, falando em termos numéricos, é extremamente complicada e “Bobby” revela-se muito desequilibrado na atenção dedicada a cada um dos fios narrativos, intercaladas com imagens de arquivo do próprio Bobby Kennedy. Tendo a conta a dimensão deste elenco, em termos de talento, este filme traduz-se num profundo desperdício de capacidades, num argumento fraco e personagens superficiais. Muitas delas poderiam ser facilmente eliminadas sem perigos de maior. As participações mais marcantes acabam por ser a de Demi Moore como Virginia Fallon, equilibrando crueldade e vulnerabilidade, e Freddy Rodríguez (“Six Feet Under”) no papel de um cozinheiro mexicano.


Os diálogos de “Bobby” são fracos e é bastante triste ver um Laurence Fishburne numa pregação moralista. “Bobby” vale sobretudo pelo retrato do impacto da visão de um homem sobre pessoas que se revêem nos seus ideais. Emilio Estevez optou por limitar a presença de Kennedy às imagens de arquivo, em vez de uma interpretação per se. No entanto, não é feito qualquer esforço em integrar visualmente as imagens granuladas do passado com as filmadas por si, facto especialmente flagrante na parte final do filme, quando Kennedy chega ao hotel.


Mas é exactamente este final carregado de emoção que compensa tudo o resto. Logo após o resultado da vitória de Kennedy nas eleições primárias na Califórnia, o senador foi vítima de assassinato às mãos de Sirhan Sirhan. As caóticas e desesperadas imagens que se seguem ao atentado são acompanhadas por um poderoso discurso de Kennedy, como se a esperança das suas palavras se pudesse transpor para a América actual. Emilio Estevez tenta fazer do Hotel Ambassador um microcosmos da América, na sua diversidade cultural. Ainda que esta opção possa ser falaciosa, é reveladora da esperança que Bobby Keneddy lançou sobre um largo espectro da sociedade americana, marcada pelo racismo e pela desesperança de jovens e idosos.


No final fica a sensação de que “Bobby” talvez tivesse sido mais eficaz como um simples documentário. A realidade é, neste caso, bem mais inspiradora que a ficção.






CITAÇÕES:


“Edward Robinson - Let's send the brown man back across the border.
Miguel - We didn't cross the border, the border crossed us.”
LAURENCE FISHBURNE (Edward Robinson) e JACOB VARGAS (Miguel)


“You know, we're all whores, but only some of us get paid.”
DEMI MOORE (Virginia Fallon)




Anche Libero Va Bene ****

09.02.07, Rita

Realização: Kim Rossi Stuart. Elenco: Alessandro Morace, Marta Nobili, Kim Rossi Stuart, Barbora Bobulova. Nacionalidade: Itália, 2006.





A estreia na realização do actor Kim Rossi Stuart (“Al Di Là Delle Nuvole” de Michelangelo Antonioni e Wim Wenders (1995), “Pinocchio” de Roberto Benigni (2002)), é um drama familiar marcado pelo egoísmo, pela ilusão, pela frustração, pela solidão e pela dor.


No centro da narrativa está um núcleo familiar instável, formado por Tommi (Alessandro Morace), de 11 anos, a sua irmã mais velha Viola (Marta Nobili), o pai Renato (Kim Rossi Stuart) e uma mãe ausente Stefania (Barbora Bobulova), cujo súbito regresso vem perturbar o frágil equilíbrio em que Renato conseguiu recolocar a sua família após ela os ter abandonado. Renato aceita-a para bem dos seus filhos, mas Tommi tem dificuldade em acreditar que este regresso seja definitivo.


Para Renato a vida é uma luta diária tentando sustentar a família com um trabalho precário de cameraman. A sua relação com Tommi, em concreto, sofre das exigências de Renato, que insiste que o filho pratique natação, como ele o fez, em vez de futebol, a grande paixão de Tommi (o ‘libero’ do título refere-se a uma posição de defesa que tem liberdade de sair e ajudar em estratégias de ataque).


O apartamento onde decorre a maior parte da acção é, simultaneamente, ninho e prisão, puxando para si e depois, num movimento centrífugo, repelindo para o exterior os seus ocupantes. O terraço do prédio, uma metafórica corda-bamba emocional, é o refúgio de Tommi, uma jovem que se protege na sua timidez e enfrenta com angústia a procura de um espaço.


Rossi Stuart é perfeito na complexa vulnerabilidade de Renato, num papel que ele assumiu depois do protagonista ter abandonado o projecto, com as suas explosões emocionais a evidenciarem a sua semelhança física com Nanni Moretti. Mas o talento verdadeiramente marcante de “Anche Libero Va Bene”, é o do pequeno Alessandro Morace, mostrando uma naturalidade e uma sensibilidade comovedoras.


Com um realismo honesto, Rossi Stuart fala-nos de fragilidades, e da coragem de uma família (que representa tantas outras) de, em conjunto, enfrentar os seus problemas, sem cartilhas para seguir. As pessoas que mais magoamos são aquelas que melhor conhecemos e que estão mais próximas de nós, mas, apesar de calado e cheio de falhas, o amor é inquestionável. Não é sem alguma ironia que, no meio destas vicissitudes, as crianças acabem por demonstrar mais maturidade que os adultos. E através do confronto chega a mudança, quando a adoração filial é substituída por um amor mais maduro que integra as debilidades do progenitor, que compreende e aceita. O remédio é o tempo, porque é ele que permite o crescimento.






Cinco estrelas totalmente superficiais para o lindíssimo Kim Rossi Stuart.






Little Children ****

08.02.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Todd Field. Elenco: Kate Winslet, Patrick Wilson, Jennifer Connelly, Gregg Edelman, Sadie Goldstein, Ty Simpkins, Noah Emmerich, Jackie Earle Haley, Phyllis Somerville. Nacionalidade: EUA, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>“Little Children” faz uma análise microscópica do que é estar preso num casamento insatisfatório, numa maternidade/paternidade que parece querer excluir todas as outras facetas, da angústia de se sentir despersonalizado, da culpa que é exigir mais, do que é julgar os outros e do que é ser julgado por eles, e por nós próprios.

ALIGN=JUSTIFY>Sarah Pierce (Kate Winslet) vive nos subúrbios com o marido Richard (Gregg Edelman). Sarah decidiu deixar de trabalhar desde que a filha nasceu, mas passados 3 anos ela ainda não se sente igual às restantes mães do bairro, que como ela, gerem o seu dia em função dos filhos. Quando Sarah conhece Brad (Patrick Wilson), também ele um pai dedicado quase inteiramente ao seu filho, Sarah redescobre-se para além da palavra “mãe”. Brad, que estuda para o exame da Ordem de Advogados, que já chumbou 2 vezes, é sustentado pela sua sexy e dominadora mulher, Kathy (Jennifer Connelly). A relação entre ambos, como símbolo da luta contra as normas sociais, não será isenta de consequências.

ALIGN=JUSTIFY>Paralelamente, Ronald James McGovery (Jackie Earl Haley), um pedófilo recentemente saído em liberdade condicional, regressa ao seu bairro e tenta reintegrar-se numa sociedade aterrorizada e julgadora. As duas narrativas interligam-se com suavidade através de Larry (Noah Emmerich), um polícia reformado amigo de Brad, que está decidido a erradicar Ronnie do bairro através de acções persecutórias.

ALIGN=JUSTIFY>O filme de Todd Field (“In The Bedroom”), baseado no livro de Tom Perrotta, faz pensar em “Happiness” de Todd Solondz, pela forma imparcial com que lida com as suas personagens, todas elas ocupando as matizes indistintas entre o certo e o errado, todas elas com falhas, todas elas humanas. A opção por uma narração participativa não dilui em nada a intensidade da acção filmada, antes pelo contrário, através desta voz omnipresente, a compaixão e o humor são permitidos surgir nos momentos mais imprevistos.

ALIGN=JUSTIFY>As interpretações são todas elas poderosas e sem overacting, desde a natural Kate Winslet a um sólido Patrick Wilson (“Hard Candy”), e passando pela extraordinária prestação de Jackie Earle Haley, simultaneamente terrível e frágil.

ALIGN=JUSTIFY>“Little Children” é um filme intenso, que mostra os pais como seres emocionais, com sonhos e aspirações, que, quando castrados como pessoas, podem dirigir involuntariamente o seu ressentimento contra os seus próprios filhos. Todd Field manuseia com sabedoria e humanismo todas as armas que nos trazem este conto sobre a intolerância e sobre as expectativas que nós criamos acerca do que deverá ser a felicidade ― raramente pensando naquilo que ela já é.


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ALIGN=CENTER>COLOR=#AAAAAA>A felicidade é o momento.



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Stranger Than Fiction ****

07.02.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Marc Forster. Elenco: Will Ferrell, Maggie Gyllenhaal, Dustin Hoffman, Emma Thompson, Queen Latifah. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>A vida de Harold Crick (Will Ferrell) um solitário e entediante (e entediado) empregado das finanças muda drasticamente quando ele começa a ouvir uma voz feminina narrar todos os seus actos quotidianos com detalhes assustadoramente precisos. Sem saber se se trata apenas de uma transcrição ou de uma determinação, o verdadeiro pânico de Harold chega quando a voz lhe revela que a sua morte é iminente. Harold procura então a ajuda do professor de literatura Jules Hilbert (Dustin Hoffman), que o aconselha a transformar a sua vida numa comédia (e evitar o pior desfecho), devendo por isso iniciar um improvável romance com a sua mais recente cliente, Ana Pascal (uma sempre mágica Maggie Gyllenhaal), uma jovem pasteleira a quem Harold está a fazer uma auditoria pela sua recusa em pagar a parte dos seus impostos que iria para os gastos de defesa. Mas a voz na cabeça de Harold acaba por se revelar de Kay Eiffel (Emma Thompson), uma neurótica escritora em pleno bloqueio criativo e cujo único contacto com o exterior é através de Penny Escher (uma subtil Queen Latifah), uma assistente enviada pela editora de Kay para forçá-la a terminar o livro dentro do prazo.

ALIGN=JUSTIFY>Este filme herda o seu título de uma frase de Mark Twain que diz que a verdade é mais estranha que a ficção por esta última estar limitada às possibilidades, ao contrário da primeira. Desconstruindo a criatividade, o inteligente e imaginativo argumento do desconhecido Zach Helm, que lembra Charlie Kauffman mas num tom menos surreal, aborda o tortuoso mundo da escrita, da forma como as obras têm uma forma quase orgânica de irem crescendo e da complexa relação, e responsabilidade, entre o criador e as suas personagens - aqui numa acepção verdadeiramente divina, com o poder da vida e da morte (quantas vezes não nos revoltamos nós mesmos contra o nosso?).

ALIGN=JUSTIFY>Seria fácil se houvesse um narrador para as nossas vidas que decidisse tudo, dizendo-nos quem ser e o que fazer. Mas isso seria tão aborrecido! Por isso o filme de Marc Forster (“Monster’s Ball”, “Finding Neverland”) promove o livre arbítrio, instigando-nos a tomar as rédeas da nossa vida e aproveitá-la ao máximo, percebendo que as pessoas e coisas que mais tomamos por certas são muitas vezes aquelas que fazem a vida valer a pena. E se, de vez em quando existem vozes na nossa consciência, talvez devêssemos escutá-las com mais atenção, em vez de as calarmos nos gestos mecânicos de todos os dias.

ALIGN=JUSTIFY>Com o ritmo marcado pela corrida contra o tempo, “Stranger Than Fiction” faz uma fusão entre o intelectual e o emocional, sem menosprezar nunca os efeitos tónicos de uma boa bolacha. E fá-lo sem cinismos, equilibrado entre a amargura e a esperança, o doloroso e o romântico. Da mesma forma como, objectiva e subjectivamente, a vida e a arte balançam entre a comédia e a tragédia, e como, num doloroso dilema, a simples existência humana pode ser pesada contra a possibilidade de uma obra de arte imortal.

ALIGN=JUSTIFY>A óptima interpretação de Ferrell, cheia de vulnerabilidade, faz pensar em Bill Murray e na forma como conseguiu eliminar as excentricidades da comédia e entrar em meandros mais subtis e dramáticos (“Melinda and Melinda” tinha já sido um bom exemplo).

ALIGN=JUSTIFY>“Stranger Than Fiction” revela o extraordinário poder da ficção para abordar o real. Todos somos personagens na nossa própria vida e, como Harold, também “little do we know...” do que está para vir. Melhor assim.


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“The voice isn't telling me to do anything. It's telling me what I've already done: accurately, and with a better vocabulary.”
WILL FERRELL (Harold Crick)


ALIGN=JUSTIFY>“Dr. Jules Hilbert - The thing to determine conclusively is whether you are in a comedy or a tragedy. Have you met anyone who simply might loathe the very core of you?
Harold Crick - I'm an IRS agent. Everyone hates me.
Dr. Jules Hilbert - Well, that sounds like a comedy!”
DUSTIN HOFFMAN (Dr. Jules Hilbert) e WILL FERRELL (Harold Crick)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Let's start with ridiculous and work backwards.”
DUSTIN HOFFMAN (Dr. Jules Hilbert)


ALIGN=JUSTIFY>“You don't understand that this isn't a story to me, it's my life! I want to live!”
WILL FERRELL (Harold Crick)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“This was an awful day for you. I know. I made sure of it.”
MAGGIE GYLLENHAAL (Ana Pascal)


ALIGN=JUSTIFY>“Ana Pascal - Did you like the cookies?
Harold Crick - Yes. Thank you for forcing me to eat them.”
MAGGIE GYLLENHAAL (Ana Pascal) e WILL FERRELL (Harold Crick)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“And so he did what countless punk-rock songs had told him to do so many times before: he lived his life.”
EMMA THOMPSON (Kay Eiffel)


ALIGN=JUSTIFY>“Penny Escher - You know there's something called a patch.
Kay Eiffel - I don't need a patch. I smoke cigarettes.”
QUEEN LATIFAH (Penny Escher) e EMMA THOMPSON (Kay Eiffel)



SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/columbia_pictures/stranger_than_fiction/will_ferrell/fiction5.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Os apelidos das personagens Crick, Pascal, Eiffel, Hilbert e Escher não são arbitrários:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#BBBBBB SIZE=1>Francis Harry Compton Crick (8 de Junho de 1916, Northampton, Inglaterra - 28 de Julho de 2004, San Diego, Califórnia) foi um físico e bioquímico britânico, mais conhecido pela descoberta, juntamente com James Watson, da estrutura da molécula de ADN em 1953.

Blaise Pascal (Clermont-Ferrand, Puy-de-Dôme, 19 de Junho de 1623 - Paris, 19 de Agosto de 1662) foi um filósofo, físico e matemático francês de curta existência, que como filósofo e místico criou uma das afirmações mais pronunciadas pela humanidade nos séculos posteriores, O coração tem razões que a própria razão desconhece, síntese de sua doutrina filosófica: o raciocínio lógico e a emoção.

Gustave Eiffel (Dijon, 15 de Dezembro de 1832 - Paris, 27 de Dezembro de 1923), arquitecto e engenheiro francês. Especializou-se em construções metálicas, no que foi um dos melhores da sua época. Começou a sua carreira construindo viadutos (o mais destacado é o de Garabit, de 1882), e pontes metálicas.

David Hilbert (23 de janeiro de 1862 em Wehlau, hoje Znamensk, perto de Königsberg - 14 de fevereiro de 1943 em Göttingen) foi um matemático alemão. Hilbert é freqüentemente considerado como um dos maiores matemáticos do século XX, no mesmo nível de Henri Poincaré. Devemos a ele principalmente a lista de 23 problemas, alguns dos quais não foram resolvidos até hoje, que ele apresentou em 1900 no Congresso Internacional de Matemática em Paris.

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898 - Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.

in Wikipedia

































Blood Diamond ***1/2

06.02.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Edward Zwick. Elenco: Leonardo DiCaprio, Djimon Hounsou, Jennifer Connelly, Kagiso Kuypers, Arnold Vosloo, Antony Coleman, Benu Mabhena, Anointing Lukola, David Harewood. Nacionalidade: EUA, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>O último filme de Edward Zwick (“Legends of the Fall”, “The Last Samurai”) mistura o thriller de acção com o drama político ao focar o contrabando de diamantes e os efeitos desta exploração, que financia diversas organizações rebeldes em guerra com os seus governos, sobre milhões de pessoas em África.

ALIGN=JUSTIFY>Danny Archer (Leonardo DiCaprio) é um contrabandista de diamantes sul-africano. Solomon Vandy (Djimon Hounsou) é um pescador Mende na Serra Leoa. Depois da aldeia de Solomon sofrer um ataque dos rebeldes, Solomon é feito escravo para trabalhar na extracção de diamantes. Antes dos militares do governo atacarem a mina, Solomon tem tempo de esconder um grande diamante que acabou de encontrar. É na prisão que o caminho de Solomon se cruza com o de Danny Archer, aliciado pela perspectiva de ter nas suas mãos um diamante que lhe permita sair de África. Vandy, cuja mulher e filhas foram enviadas para o exílio, e cujo filho vai engrossar as fileiras do exército de crianças formado pelas forças rebeldes, quer apenas recuperar a sua família.

ALIGN=JUSTIFY>A esta improvável dupla juntar-se-á uma jornalista americana, Maddy Bowen (Jennifer Connelly), à procura de uma história que consiga fazer a diferença e ajudar a parar o derramar de sangue inocente.

ALIGN=JUSTIFY>“Blood Diamond” é uma história ficcional num cenário real - a Serra Leoa dos anos 1990. Zwick é exímio na gestão da tensão durante todo o filme, mas as suas opções vão claramente para a narrativa mais mainstream, ou seja, a procura do diamante, que alimenta este filme da mesma forma que a exploração dos recursos naturais de África alimenta a ambição de tantos.

ALIGN=JUSTIFY>“Blood Diamond” vale por duas fortes interpretações: a de um Leonardo DiCaprio (“The Departed”)cada vez mais maduro e a de um apaixonante Djimon Hounsoun (“The Island”), funcionando, em conjunto, com um impressionante equilíbrio na diferença. Ainda uma boa palavra a fotografia do português Eduardo Serra (“Girl With a Pearl Earring”), riquíssima, tanto nas paisagens sul-africanas como nas ruas de Maputo.

ALIGN=JUSTIFY>A maioria de nós está no final da linha, e para conseguirmos dormir preferimos não fazer determinadas perguntas. Quando se compra um anel não se imagina a história muitas vezes violenta e sangrenta que os diamantes trazem atrás de si. E como, através deles, do petróleo, da borracha, da madeira, do ouro, se financiam guerras civis e, simultaneamente, se depaupera um continente inteiro dos seus recursos, sem nunca investir na indústria transformadora.

ALIGN=JUSTIFY>Mudar o mundo implica antes de mais nada abrir os olhos. E pelo pouco que “Blood Diamond” possa contribuir para isso, já vale de muito.


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“I like to get kissed before I get fucked.”
LEONARDO DiCAPRIO (Danny Archer)


ALIGN=JUSTIFY>“Sometimes I wonder if God will ever forgive us for what we've done to each other... Then I look around and I realize... God left this place a long time ago.”
LEONARDO DiCAPRIO (Danny Archer)