Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

What the #$*! Do We (K)now!? *

31.01.07, Rita



ALIGN=JUSTIFY>Realização: William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente. Elenco: Marlee Matlin, Elaine Hendrix, John Ross Bowie. Nacionalidade: EUA, 2004.


SRC=http://www.whatthebleep.com/images/poster.jpg>


COLOR=#E90909>
ALIGN=JUSTIFY>“What the #$*! Do We (K)now!?” (‘#$*!’ lê-se ‘bleep’) é um filme existencialista, unindo religião e ciência em torno da física quântica, para explicar como as nossas emoções afectam a nossa vida. Infelizmente, o interesse de algumas opiniões na parte documental, com entrevistas a cientistas e pensadores, é intercalado com aborrecidas dramatizações de Marlee Matlin no papel de Amanda, uma fotógrafa recém-divorciada.

ALIGN=JUSTIFY>Segundo “What the #$*! Do We (K)now!?” a realidade não existe independentemente de nós. Ou melhor, existe, mas existem também todas as outras possibilidades alternativas. E é pelo uso dos sentidos que escolhemos apenas uma delas. Porque nós mudamos o nossos mundo/corpo/vida através da percepção que temos deles. Ao sermos capazes de alterar a realidade que nos rodeia, significa que temos responsabilidade sobre as nossas vidas. Mas não sermos vítimas do mundo e das circunstâncias pode ser assustador. E pode obrigar-nos a agir com consciência.

ALIGN=JUSTIFY>Estas são algumas das ideias que restam deste filme. O ritmo de informação por fotograma demasiado voraz parece especialmente pensado para dificultar a digestão e, consequentemente, a colocação de questões pertinentes que possam pôr em causa os argumentos apresentados. Eu não consigo avaliar até que ponto a física quântica é distorcida para fundamentar as teorias espirituais que estão por detrás do filme (existem inclusivamente algumas acusações de manipulação das palavras de alguns dos entrevistados na sala de montagem). Dados científicos como que os átomos são sobretudo formados por vácuo, que as partículas se movem de forma indeterminada, que os químicos que o cérebro produz afectam o corpo, são utilizados para provar que conseguimos reordenar a matéria. Pessoalmente, eu não questiono o enorme potencial da mente humana, quer em termos de pensamento quer em termos de energia, mas “What the #$*! Do We (K)now!?” é pretensioso ao ponto de utilizar a ciência para validar filosofias (quem quiser aprofundar as falácias do filme em matérica cietífica espreite aqui).

ALIGN=JUSTIFY>Ainda que nem todos os pontos de vista sejam particularmente interessantes e alguns cheguem ao ponto de ridículos, este filme é bom para levantar questões e promover uma boa conversa com amigos depois do jantar. Até porque a forma mais acessível para entender o mundo, passa, essencialmente, por questioná-lo.


WIDTH=70% COLOR=#E90909 SIZE=1>


ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“So how can you continue to see the world as real, if the self that is determining it to be real is intangible?”


ALIGN=JUSTIFY>“Is there a possibility that all potentials exist side-by-side?”

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Have you ever seen yourself through the eyes of someone else that you have become?”











Viaggio in Italia

29.01.07, Rita


ALIGN=CENTER>Um casal em ruptura. Um casal em redescoberta.

ALIGN= CENTER >Um casal abraçado há dois mil anos. Um casal abraçado dois segundos.

ALIGN= CENTER >Tragédia. Milagre.

SRC=http://www2.uol.com.br/mostra/29/images/filmes/745.jpg>


ALIGN= CENTER >Tudo isto em “Viaggio in Italia” de Roberto Rossellini (1954).








Scoop ***

26.01.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Woody Allen. Elenco: Scarlett Johansson, Woody Allen, Hugh Jackman, Ian McShane, Romola Garai. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2006.


SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/focus_features/scoop/_group_photos/scarlett_johansson1.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma estudante de jornalismo americana que está de visita a uns amigos em Londres. Num espectáculo de magia, Sondra é colocada dentro de uma caixa de “desmaterialização”, onde conhece o fantasma de Joe Strombel (Ian McShane), um jornalista recentemente falecido, conhecido por sempre conseguir as melhores histórias, sem olhar a custos. Strombel revela a Sondra que o famoso Assassino das Cartas do Tarot, um serial killer que tem aterrorizado Londres, não é mais do que o rico herdeiro Peter Lyman (Hugh Jackman). Auxiliada pelo mágico Splendini, aliás Sid Waterman (Woody Allen), Sondra está decidida a investigar este furo jornalístico (‘scoop’) e ser a primeira a desvendá-lo. No processo, Sondra ver-se-á dividida entre a sua ambição e a sua ética, entre evitar mais crimes e deixar-se levar pelo seu coração.

ALIGN=JUSTIFY>Se “Match Point” foi uma inovação no caminho cinematográfico de Woody Allen, “Scoop” é um regresso à comédia romântica, numa linha que lembra “Curse of the Jade Scorpion”. Também o próprio Woody Allen volta para a frente da câmara fazendo de si mesmo. De “Match Point” mantém-se o cenário britânico (trabalhado pela fotografia de Remi Adefarasin) e Scarlett Johansson, tão irrepreensível no registo cómico como já anteriormente o tinha demonstrado no dramático. Uma outra nota de semelhança com o filme do ano passado, é o fascínio de Allen pelo sistema de classes sociais da sociedade britânica (europeia).

ALIGN=JUSTIFY>A história de “Scoop” é talvez o que menos importa, saber se Peter Lyman é culpado ou inocente é quase irrelevante se se tiver em consideração todo o prazer que é ver estes actores representar. Allen está perfeito como Splendini e, resistindo – felizmente – a colocar-se como conquistador da personagem feminina, guarda para si as melhores e geniais tiradas. Scarlett Johansson surge aqui como uma outra versão de Allen, investigando obcecadamente em salas privadas e escondendo as próprias pistas. Falando rápido e com a sua sexualidade mais disfarçada do que em outros filmes, pode dar largas a uma outra faceta do seu talento interpretativo. A contracena entre Johansson e Allen é marcada por uma fabulosa química e por um profundo respeito mútuo. Hugh Jackman (“The Prestige”) aparece mais uma vez colado ao tipo aristocrático e, mais uma vez, sem defeitos, e Ian McShane (alguém se lembra da série “Lovejoy”?) enche deliciosamente o ecrã.

ALIGN=JUSTIFY>Um realizador como Woody Allen não consegue errar, e mesmo que o seu génio não esteja completamente plasmado nesta última obra, um Allen sofrível é superior ao melhor de muitos. É com ansiosa expectativa que aguardo o próximo: “Cassandra's Dream”, ainda por Londres e com Ewan McGregor e Colin Farrell a encabeçarem o elenco.


WIDTH=70% COLOR=#E90909 SIZE=1>


ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“If we put our heads together, you'll hear a hollow noise.”
SCARLETT JOHANSSON (Sondra Pransky)


ALIGN=JUSTIFY>“I was in the lounge, I heard you drowning, I finished my tea and scones and came immediately!”
WOODY ALLEN (Sid Waterman)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“I was born of the Hebrew persuasion, but I converted to narcissism.”
WOODY ALLEN (Sid Waterman)


ALIGN=JUSTIFY>“I don't need to work out. My anxiety acts as aerobics.”
WOODY ALLEN (Sid Waterman)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Sondra Pransky - Oh, you always see the glass half empty.
Sid Waterman - No, I always see the glass half full. Of poison!”
SCARLETT JOHANSSON (Sondra Pransky) e WOODY ALLEN (Sid Waterman)


ALIGN=JUSTIFY>“The man is a liar and a murderer, and I say that with all due respect.”
WOODY ALLEN (Sid Waterman)















Chaos **1/2

25.01.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Tony Giglio. Elenco: Jason Statham, Ryan Phillippe, Wesley Snipes, Justine Waddell, Henry Czerny, Nicholas Lea, John Cassini. Nacionalidade: Canadá / Reino Unido / EUA, 2006.


SRC=http://www.worstpreviews.com/images/chaos.gif>


ALIGN=JUSTIFY>Durante a hora de maior afluência, a agência de um banco em Seattle é tomada de assalto por um grupo de homens liderado por um homem que se denomina Lorenz (Wesley Snipes). O detective Quentin Conners (Jason Statham), suspenso há uns meses atrás por ter lidado de forma ineficiente com uma situação semelhante, é chamado a intervir, por pedido expresso de Lorenz. Para controlar o seu desempenho, Conners é obrigado a ter como parceiro o jovem detective Shane Dekker (Ryan Phillippe), cujo sentido de responsabilidade e dever é bem menos flexível que o de Conners.

ALIGN=JUSTIFY>O filme do praticamente desconhecido realizador e argumentista Tony Giglio não prima pela imaginação, os clichés policiais abundam, bem como uma grande dose de improbabilidades, e os arcos das personagens são pouco credíveis, tanto mais porque o grosso da acção de “Chaos” decorre durante praticamente uma noite – período que parece suficiente para Dekker passe de citar Buda para ameaçar fisicamente uma testemunha.

ALIGN=JUSTIFY>A parte inicial de “Chaos” reporta muito a “Inside Man”, mas a partir do momento em que o banco fica para trás, o filme começa a adquirir alguma personalidade, muito à custa de falsas pistas, motivações dúbias e flashbacks explicativos. O jogo que a personagem de Wesley Snipes faz com Conners e Dekker encontra inspiração na Teoria do Caos, da autoria Edward Lorenz (que também inspirou o muito bom “Butterfly Effect”), segundo a qual pequenos acontecimentos podem ter efeitos de dimensões catastróficas.

ALIGN=JUSTIFY>Jason Statham e Wesley Snipes, sem grandes rasgos, são credíveis como personagens determinadas pelos seus objectivos, mas o talento de Ryan Phillippe é desperdiçado numa personagem que parece não encontrar o sítio que lhe pertence nesta história.

ALIGN=JUSTIFY>Apesar da pouca química entre a dupla de polícias, da extrema sorte de alguns acontecimentos e do incrível mau discernimento de outros, Giglio consegue juntar com alguma decência as peças que fazem um thriller policial e consegue uma boa gestão do suspense. “Chaos” tenta ser inteligente, mas acaba por ser algo pretensioso. O seu mérito reside na mensagem final, totalmente distante do estereotipado happy ending.

ALIGN=JUSTIFY>Mas o momento mais (literalmente) excitante de “Chaos” é quando a detective Marnie Rollins (Keegan Connor Tracy) coloca o seu cartão de visita no bolso do casaco de Dekker dizendo-lhe: ”For a list of things you can put in my mouth”.

ALIGN=JUSTIFY>Fora isso, “Chaos” é um pequeno acontecimento, sem consequências.








Breaking and Entering ***

24.01.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Anthony Minghella. Elenco: Jude Law, Juliette Binoche, Robin Wright Penn, Martin Freeman, Ray Winstone, Vera Farmiga, Rafi Gavron, Poppy Rogers. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2006.


SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/weinstein_company/breaking_and_entering/jude_law/breaking2.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Apesar dos avisos em contrário, Will Francis (Jude Law, “The Holiday”), juntamente com o seu sócio Sandy (Martin Freeman, “Love Actually”), estabelecem a sua empresa de arquitectura paisagísticas, a Green Effect, em plena King’s Cross, uma área conhecida pela sua elevada taxa de crimes e prostituição, mas que é também o foco do seu projecto arquitectónico, que visa um rejuvenescimento da área através do redireccionamento de um canal. No plano pessoal, Will atravessa uma crise, marcada por um gradual afastamento da sua companheira, Liv (Robin Wright Penn, “A Home at the End of the World”), uma beleza escandinava que desistiu da sua carreira profissional para tomar conta da sua filha Bea (Poppy Rogers), uma adolescente autista obcecada por ginástica.

ALIGN=JUSTIFY>Pela quantidade de computadores e outro equipamento, o atelier de Will é a vítima perfeita para diversos assaltos. Primeiramente desconfia-se da equipa de limpeza do atelier, de origem africana, teoria que desagrada particularmente a Sandy, que se sente atraído por uma das empregadas. Numa noite de vigília, Will vê um adolescente, Miro (Rafi Gavron), a assaltar o atelier e segue-o até casa, onde ele vive com a mãe Amira (Juliette Binoche), uma costureira muçulmana de origem bósnia. No dia seguinte, na tentativa de obter informações sobre o adolescente, Will leva um casaco para Amira remendar. Entre os dois inicia-se uma relação marcada pelo engano.

ALIGN=JUSTIFY>“Breaking and Entering” poderia ser um filme sobre as relações inter-raciais, sobre o choque de classes, sobre a deslocalização, sobre o papel da arquitectura como reflexo do tecido social, sobre a fidelidade, sobre um sistema de justiça desigual, mas não chega a ser nada disso. É menos e, simultaneamente, é mais. “Breaking and Entering” é um filme sobre segundas oportunidades. A segunda oportunidade de um local, a segunda oportunidade de um país, a segunda oportunidade de um refugiado, a segunda oportunidade de o Ser Humano ser humano, a segunda oportunidade de um amor.

ALIGN=JUSTIFY>O argumento do próprio Minghella (“The English Patient” - 1996, “The Talented Mr. Ripley” - 1999, “Cold Mountain” - 2003) tenta gerir tudo isto, mas perde-se. Alguns detalhes que parecem de início ser importante acabam por revelar-se irrelevantes, as personagens que prometem complexidade acabam por revelar-se consideravelmente unidimensionais. Evitando a dificuldade da temática inter-cultural, ou o drama social sobre um bairro em transição, Minghella opta por se centrar no drama moral de um casal à beira da ruptura.

ALIGN=JUSTIFY>Will dá-se conta do vazia que é a sua vida, e do círculo entre mãe e filha do qual ele se sente sempre excluído. Esse desencanto contrasta com as emoções que ele reaviva com Amira, mas também ela tem um círculo ao qual ele não pertence. Juliette Binoche (que colaborou com Minghella em “The English Patient”) empresta à sua personagem a necessária gravidade, mas Jude Law parece incapaz de nos fazer entender a frieza de Will. Nos secundários destacam-se Ray Winstone no papel de detective e Vera Farmiga como uma filosófica prostituta (ambos colegas em “The Departed”). Num registo que lembra Heath Ledger, está o estreante Ravi Gavron, que sugiro manter debaixo de olho.

ALIGN=JUSTIFY>A fotografia em castanhos de Benoît Delhomme (“The Proposition”) embeleza demasiado um filme que se pedia mais arrojado. Mas Minghella parece optar pela simplificação.

ALIGN=JUSTIFY>Ainda assim, no campo das relações, são levantadas questões relevantes acerca do compromisso e do empenho, da vontade e da capacidade de combater a erosão provocada pelo quotidiano. Em “Breaking and Entering” os enganos são, sobretudo, emocionais. E o maior engano parece ser o de procurar o amor nos lugares errados. Ou seja, fora de nós mesmos.


WIDTH=70% COLOR=#E90909 SIZE=1>


ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“If you could measure how far we are from where we need to be, would you say we’re a long way?”
ROBIN WRIGHT PENN (Liv)


ALIGN=JUSTIFY>“There’s a part of me so dark that sees that circle as a cage.”
JUDE LAW (Will)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Will – I want you back!
Liv – Then win me back!
Will – How?
Liv – I don’t know...”
JUDE LAW (Will) e ROBIN WRIGHT PENN (Liv)
















Oscar® – nomeados

23.01.07, Rita


SRC=http://a.oscar.abc.com/media/2007/images/nominees/445x400_nominees_comingsoon.gif>


ALIGN=JUSTIFY>A Academy of Motion Picture Arts and Sciences anunciou hoje os nomeados para a 79ª edição dos Oscar, que terá lugar a 25 de Fevereiro.

Faites vos jeux!



COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTOR PRINCIPAL

LEONARDO DiCAPRIO por “Blood Diamond”, de Edward Zwick
RYAN GOSLING por “Half Nelson”, de Ryan Fleck
PETER O’TOOLE por “Venus”, de Roger Michell
WILL SMITH por “The Pursuit of Happiness”, de Gabriele Muccino
FOREST WHITAKER por “The Last King of Scotland”, de Kevin Macdonald

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTOR SECUNDÁRIO

ALAN ARKIN por “Little Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris
JACKIE EARLE HALEY por “Little Children”, de Todd Field
DJIMON HOUNSOU por “Blood Diamond”, de Edward Zwick
EDDIE MURPHY por “Dreamgirls”, de Bill Condon
MARK WAHLBERG por “The Departed”, de Martin Scorsese

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTRIZ PRINCIPAL

PENÉLOPE CRUZ por “Volver”, de Pedro Almodóvar
JUDI DENCH por “Notes on a Scandal”, de Richard Eyre
HELEN MIRREN por “The Queen”, de Stephen Frears
MERYL STREEP por “The Devil Wears Prada”, de David Frankel
KATE WINSLET por “Little Children”, de Todd Field

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ACTRIZ SECUNDÁRIA

ADRIANA BARRAZA por “Babel”, de Alejandro González Iñarritu
CATE BLANCHET por “Notes on a Scandal”, de Richard Eyre
ABIGAIL BRESLIN por “Little Miss Sunshine”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris
JENNIFER HUDSON por “Dreamgirls”, de Bill Condon
RINKO KIKUCHI por “Babel”, de Alejandro González Iñarritu

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

“CARS”, de John Lasseter e Joe Ranft
“HAPPY FEET”, de George Miller
“MONSTER HOUSE”, de Gil Kenan

COLOR=#AAAAAA>MELHOR DIRECÇÃO ARTÍSTICA

JOHN MYHRE (Art Direction), NANCY HAIGH (Set Decoration) – “Dreamgirls”
JEANNINE OPPEWALL (Art Direction), GRETCHEN RAU e LESLIE E. ROLLINS (Set Decoration) – “The Good Shepherd”
EUGENIO CABALLERO (Art Direction), PILAR REVUELTA (Set Decoration) – “El Laberinto del Fauno”
RICK HEINRICHS (Art Direction), CHERYL A. CARASIK (Set Decoration) – “Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest”
NATHAN CROWLEY (Art Direction), JULIE OCHIPINTI (Set Decoration) – “The Prestige”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FOTOGRAFIA

VILMOS ZSIGMOND – “The Black Dalia”
EMMANUEL LUBEZKI – “Children of Men”
DICK POPE - “The Illusionist”
GUILLERMO NAVARRO – “El Laberinto del Fauno”
WALLY PFISTER – “The Prestige”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR GUARDA-ROUPA

YEE CHUNG MAN – “Curse of the Golden Flower”
PATRICIA FIELD – “The Devil Wears Prada”
SHAREN DAVIS – “Dreamgirls”
MILENA CANONERO – “Marie Antoinette”
CONSOLATA BOYLE - “The Queen”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR REALIZADOR

ALEJANDRO GONZÁLEZ IÑARRITU por “Babel”
MARTIN SCORSESE por “The Departed”
CLINT EASTWOOD por “Letters From Iwo Jima”
STEPHEN FREARS por “The Queen”
PAUL GREENGRASS por “United 93”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR DOCUMENTÁRIO

“DELIVER US FROM EVIL”, de Amy Berg
“AN INCOVENIENT TRUTH”, de Davis Guggenheim
“IRAQ IN FRAGMENTS”, de James Longley
“JESUS CAMP”, de Heidi Ewing e Rachel Grady
“MY COUNTRY, MY COUNTRY”, de Laura Poitras

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CURTA-METRAGEM DOCUMENTAL

“THE BLOOD OF THE YINGZHOU DISTRICT”, de Ruby Yang e Thomas Lennon
“RECYCLED LIFE”, de Leslie Iwerks e Mike Glad
“REHEARSING A DREAM”, de Karen Goodman e Kirk Simon
“TWO HANDS”, de Nathaniel Kahn e Susan Rose Behr

COLOR=#AAAAAA>MELHOR MONTAGEM

STEPHEN MIRRIONE E DOUGLAS CRISE – “Babel”
STEVEN ROSENBLUM – “Blood Diamond”
ALEX RODRÍGUEZ e ALFONSO CUARÓN - “Children of Men”
THELMA SCHOONMAKER – “The Departed”
CLARE DOUGLAS, CHRISTOPHER ROUSE e RICHARD PEARSON – “United 93”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME DE LÍNGUA NÃO INGLESA

“EFTER BRYLLUPPET” (“AFTER THE WEDDING”), de Susanne Bier (Dinamarca)
“DAYS OF GLORY”, de Rachid Bouchareb (Argélia)
“DAS LEBEN DER ANDEREN” (“THE LIVES OF OTHERS”), de Florian Henckel von Donnersmarck (Alemanha)
“EL LABERINTO DEL FAUNO” (“PAN’S LABYRINTH”), de Guillermo del Toro (México)
“WATER”, de Deepa Mehta (Canadá)

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CARACTERIZAÇÃO

ALDO SIGNORETTI e VITTORIO SODANO – “Apocalypto”
KAZUHIRO TSUJI e BILL CORSO – “Click”
DAVID MARTI e MONTSE RIBE – “El Laberinto del Fauno”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR BANDA SONORA ORIGINAL

GUSTAVO SANTAOLALLA por “Babel”
THOMAS NEWMAN por “The Good German”
PHILIP GLASS por “Notes on a Scandal”
JAVIER NAVARRETE por “El Laberinto del Fauno”
ALEXANDRE DESPLAT por “The Queen”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CANÇÃO

I NEED TO WAKE UP“An Inconvenient Truth” (música e letra de Melissa Etheridge)
LISTEN“Dreamgirls” (música e letra de Beyoncé Knowles, Henry Krieger, Anne Preven e Scott Cutler)
LOVE YOU I DO“Dreamgirls” (música de Henry Krieger e letra de Siedah Garrett)
OUR TOWN – “Cars” (música e letra de Randy Newman)
PATIENCE“Dreamgirls” (música de Henry Krieger e letra de Willie Reale)

COLOR=#AAAAAA>MELHOR FILME

“BABEL”, de Alejandro González Iñarritu
“THE DEPARTED”, de Martin Scorsese
“LETTERS FROM IWO JIMA”, de Clint Eastwood
“LITTLE MISS SUNSHINE”, de Jonathan Dayton e Valerie Faris
“THE QUEEN”, de Stephen Frears

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

“THE DANISH POET”, de Torill Kove
“LIFTED”, de Gary Rydstrom
“THE LITTLE MATCHGIRL”, de Roger Allers e Don Hahn
“MAESTRO”, de Geza M. Toth
“NO TIME FOR NUTS”, de Chris Renaud and Michael Thurmeier

COLOR=#AAAAAA>MELHOR CURTA-METRAGEM

“BINTA Y LA GRAN IDEA”, de Javier Fesser (Espanha)
“ÉRAMOS POCOS”, de Borja Cobeaga (Espanha)
“HELMER & SON”, de Soren Pilmark e Kim Magnusson (Dinamarca)
“THE SAVIOUR”, de Peter Templeman (Australia)
“WEST BANK STORY”, de Ari Sandel (EUA)

COLOR=#AAAAAA>MELHOR EDIÇÃO DE SOM

SEAN McCORMACK e KAMI ASGAR – “Apocalypto”
LON BENDER – “Blood Diamond”
ALAN ROBERT MURRAY e BUB ASMAN – “Flags of Our Fathers”
ALAN ROBERT MURRAY – “Letters From Iwo Jima”
CHRISTOPHER BOYES e GEORGE WATTERS II – “Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR SONOPLASTIA

KEVIN O'CONNELL, GREG P. RUSSELL e FERNANDO CAMARA – “Apocalypto”
ANDY NELSON, ANNA BEHLMER e IVAN SHARROCK – “Blood Diamond”
MICHAEL MINKLER, BOB BEEMER e WILLIE BURTON – “Dreamgirls”
JOHN REITZ, DAVE CAMPBELL, GREGG RUDLOFF e WALT MARTIN – “Flags of Our Fathers”
PAUL MASSEY, CHRISTOPHER BOYES e LEE ORLOFF – “Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest”

COLOR=#AAAAAA>MELHORES EFEITOS ESPECIAIS

JOHN KNOLL, HAL HICKEL, CHARLES GIBSON e ALLEN HALL – “Pirates of the Caribbean: Dead Man's Chest”
BOYD SHERMIS, KIM LIBRERI, CHAZ JARRETT e JOHN FRAZIER – “Poseidon”
MARK STETSON, NEIL CORBOULD, RICHARD R. HOOVER e JON THUM – “Superman Returns”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ARGUMENTO ADAPTADO

Argumento de SACHA BARON COHEN, ANTHONTY HINES, PETER BAYNHAM e DAN MAZER, História de SACHA BARON COHEN, PETER BAYNHAM, ANTHONTY HINES e TODD PHILLIPS – “Borat: Cultural Learnings Of America For Make Benefit Glorious Nation Of Kazakhstan”
ALFONSO CUARÓN, TIMOTHY J. SEXTON, DAVID ARATA, MARK FERGUS e HAWK OSTBY – “Children of Men”
WILLIAM MONAHAN por “The Departed”
TOOD FIELD e TOM PERROTTA por “Little Children”
PATRICK MARBER por “Notes on a Scandal”

COLOR=#AAAAAA>MELHOR ARGUMENTO ORIGINAL

GUILLERMO ARRIAGA por “Babel”
Argumento de IRIS YAMASHITA, História de IRIS YAMASHITA e PAUL HAGGIS por “Letters From Iwo Jima”
MICHAEL ARNDT por “Little Miss Sunshine”
GUILLERMO DEL TORO por “El Laberinto del Fauno”
PETER MORGAN por “The Queen”

















































































































































Lilith

21.01.07, Rita


O amor como caminho para a loucura. O amor como caminho de regresso. O amor como única forma de nos relacionarmos com os outros.



“If I died tonight, would it have been enough? Then I'll live forever.”





LILITH, de Robert Rossen (1964)



Fast Food Nation ***

19.01.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Richard Linklater. Elenco: Patricia Arquette, Bobby Cannavale, Paul Dano, Luis Guzmán, Ethan Hawke, Ashley Johnson, Greg Kinnear, Kris Kristofferson, Avril Lavigne, Esai Morales, Catalina Sandino Moreno, Lou Taylor Pucci, Ana Claudia Talancón, Wilmer Valderrama, Bruce Willis. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2006.


SRC=http://images.starpulse.com/Photos/Previews/Fast-Food-Nation-mv08.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Mickey's é uma cadeia de fast food (ficcional) que ambiciona ser maior do que as reais McDonald's e Burger King. Don Anderson (Greg Kinnear, “Little Miss Sunshine”) é o vice-presidente de marketing da empresa, encarregue de investigar o que se passa nas instalações da empresa Uniglobe, no Colorado, de onde vem a carne do seu produto de primeira linha – o Big One –, e cujas análises indicam uma elevada quantidade de coliformes fecais, isto é, fezes.

ALIGN=JUSTIFY>Os trabalhadores da Uniglobe são, na sua maioria, emigrantes mexicanos. Sylvia (Catalina Sandino Moreno, “Maria Cheia de Graça”), o seu marido Raul (Wilmer Valderrama) e a sua irmã Coco (Ana Claudia Talancón) acabaram de atravessar ilegalmente a fronteira e a Uniglobe e o seu abusivo supervisor (Bobby Cannavale) parecem ser a sua única alternativa.

ALIGN=JUSTIFY>Amber (Ashley Johnson) trabalha numa loja Mickey's. O seu convívio com um grupo de jovens revoltados e uma séria conversa com o seu tio Pete (Ethan Hawke, “Before Sunrise”, “Before Sunset”), levanta-lhe questões éticas e fá-la pôr em causa o seu emprego.

ALIGN=JUSTIFY>Fazendo uso da ficção, Linklater e Schlosser relatam uma perturbante realidade sobre a indústria de fast food. A uma velocidade semelhante à de atendimento dos clientes deste tipo de estabelecimentos, o foco vai passando entre personagens que representam muitos dos que são afectados pela hegemonia de poderosas indústrias, do executivo de marketing ao emigrante sem documentos nem formação, chamam a atenção para as trágicas repercussões sociais de uma gestão económica completamente autista.

ALIGN=JUSTIFY>“Fast Food Nation” é um filme impregnado de sátira, que ambiciona ser intervencionista e subversivo. À semelhança de Michael Moore, Linklater é totalmente parcial. E se eu não tinha pensado nisso ao longo de todo o filme, com as violentas e perturbantes imagens do matadouro na parte final, eu seria capaz de jurar que Linklater é vegetariano. Mas, ao contrário de Moore, a Linklater falta-lhe a raiva. Enquanto, por um lado, isso lhe pode retirar algum impacto junto do público, por outro, faz-nos olhar com mais atenção para os detalhes.

ALIGN=JUSTIFY>Richard Linklater adaptou, em conjunto com Eric Schlosser, o livro "Fast Food Nation: The Dark Side of the All-American Meal", da autoria deste último. Mantendo um visual documental, as opções de “Fast Food Nation” são totalmente diferentes das de “Super Size Me” (2004), sobretudo porque os efeitos deste tipo de alimentação na saúde são relegados para um plano secundário (afinal de contas já todos sabemos isso, mesmo quem é cliente habitual destas cadeias).

ALIGN=JUSTIFY>“Fast Food Nation” centra-se nos dilemas e limites da acção humana nos espectros económico e social. Fazer com que a nossa vida faça alguma diferença e lutar pelos valores em que acreditamos não é um caminho suave e pode exigir opções difíceis. A circularidade da personagem de Kinnear representa a cegueira face à realidade, aquela cegueira voluntária que lhe permite ir trabalhar todos os dias. Esta trágica desesperança é marcada pela frieza de um dos muitos elementos da maléfica engrenagem, Harry Rydell (Bruce Willis num grande momento), e por uma derrota moral da personagem de Sandino Moreno (de uma beleza dolorosamente inocente), porque nem todos se podem dar ao luxo de ser virtuosos.

ALIGN=JUSTIFY>Numa cena profundamente metafórica, os consumidores são devorados pela própria indústria. O menu está à nossa frente, é só escolher. “Do you want lies with that?”


WIDTH=70% COLOR=#E90909 SIZE=1>


SRC=http://www.goveg.com/feat/fastfoodnation/images/ffn_main_06.jpg WIDTH=500>












Flags Of Our Fathers ***

18.01.07, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Clint Eastwood. Elenco: Ryan Phillippe, Jesse Bradford, Adam Beach, John Benjamin Hickey, John Slattery, Barry Pepper, Jamie Bell, Paul Walker, Robert Patrick, Neal McDonough, Melanie Lynskey, Tom McCarthy. Nacionalidade: EUA, 2006.


SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/dreamworks_skg/flags_of_our_fathers/iwojima.jpg>


ALIGN=JUSTIFY>Baseando-se no livro de James Bradley e Ron Powers, o realizador Clint Eastwood e o argumentista Paul Haggis (equipa responsável por “Million Dollar Baby”) e a quem se juntou William Broyles Jr., trazem-nos em “Flags Of Our Fathers” uma desconstrução do heroísmo e da propaganda de guerra.

ALIGN=JUSTIFY>23 de Fevereiro de 1945 era o 5º dia de uma batalha que iria durar 5 semanas pela conquista da estratégica ilha japonesa de Iwo Jima. Cinco marines e um médico da marinha içam a bandeira americana no cimo do Monte Suribachi. A sua foi a segunda a ser içada naquele dia, depois da primeira ter sido cobiçada por um oficial de outra companhia. O fotógrafo Joe Rosenthal captou na sua objectiva esse momento, sem saber que este se iria tornar um ícone da história americana e granjear-lhe o Prémio Pulitzer.

ALIGN=JUSTIFY>Reproduzida em todo o mundo, aquela fotografia deu um novo alento aos desiludidos americanos e transformou instantaneamente os seus protagonistas em heróis. Mas a verdade da sua história era bastante mais dura. Apenas três desses homens sobreviveram. Feitos regressar imediatamente ao seu país, foram utilizados como meio de propaganda política, obrigados a efectuar uma tournée pelo país - onde têm também que dramatizar o evento de Suribachi - para promover o financiamento da guerra através de títulos (esta campanha conseguiu angariar cerca de 23,3 mil milhões de dólares).

ALIGN=JUSTIFY>James Bradley, o autor do livro, é filho de John “Doc” Bradley, o médico na foto de Rosenthal, aqui interpretado por um sereno e abismado Ryan Phillipe. Os outros dois protagonistas desta história são Rene Gagnon (Jesse Bradford), aquele que melhor assume o papel de herói e que espera retirar dividendos de toda a exposição, e Ira Hayes (um poderoso Adam Beach), descendente de índios Pima, que nunca consegue efectivamente entender toda aquela manipulação e que acaba por cair no alcoolismo. Uma fama que é tanto mais chocante quando o futuro pouco glorioso - no sentido mediático do termo - que os espera a todos.

ALIGN=JUSTIFY>A narrativa de “Flags Of Our Fathers” move-se entre os momentos da batalha, o regresso a casa e a actualidade, onde James Bradley (Tom McCarthy) recupera a história através das memórias dos intervenientes. Uma estrutura que adiciona um considerável peso a este filme. Um dos pontos verdadeiramente fortes são interpretações complexas e sólidas que Eastwood retira dos seus actores.

ALIGN=JUSTIFY>A presença de Steven Spielberg na produção torna inevitável ler algumas semelhanças estéticas com “Saving Private Ryan”, sobretudo ao nível do detalhe e da intensidade. Os efeitos visuais fundem-se no filme sem chamar a atenção, ao mesmo tempo que a fotografia de Tom Stern, trabalhando a paisagem de Sandvík, Islândia, em cinzentos, azuis e castanhos, se cola às fotografias reais da batalha que acompanham todo o genérico final.

ALIGN=JUSTIFY>Através do símbolo de unidade, empenho, e sacrifício por uma causa comum que aquela fotografia constitui, esta história foca a dualidade entre a “venda” da guerra e a sua realidade, entre a máquina que está por detrás e os indivíduos que estão na linha da frente. Estes homens, partilhando a culpa dos sobreviventes, ficam presos entre a lenda e os factos (houve inclusivamente acusações de que a foto teria sido encenada), entre aquilo que os outros esperam deles e aquilo que tiveram de suportar em nome de outros.

ALIGN=JUSTIFY>“Flags Of Our Fathers” é simultanea e equilibradamente uma mensagem anti-guerra e um tributo ao valor dos seus soldados. Como é mostrado no filme, a guerra é sobretudo uma questão de lealdade para com os companheiros no campo de batalha, não é nem política nem patriotismo. Hayes recusa o título de herói pelo simples facto de apenas ter tentado não ser atingido. Mas em casa eram outras armas que o agrediam, armas das quais não se conseguiu proteger.

ALIGN=JUSTIFY>“Flags Of Our Fathers” tem uma visão dura e abrangente sobre o custo humano da guerra. Em Iwo Jima morreram cerca de 7 000 americanos e 22 000 japoneses. O ponto de vista destes últimos será relatado por Clint Eastwood numa segunda parte, intitulada “Letters From Iwo Jima”, protagonizada por Ken Watanabe e que deverá chegar à Europa em Fevereiro deste ano.


WIDTH=70% COLOR=#E90909 SIZE=1>


ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“We like things nice and simple. Good and evil. Heroes and villains. Most of the time, they’re not who we think they are.”
THOMAS McCARTHY (James Bradley)


ALIGN=JUSTIFY> “I can't take them calling me a hero. All I did was try not to get shot.”
ADAM BEACH (Ira Hayes)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“I finally came to the conclusion that maybe he was right, maybe there are no such things as heroes maybe there are just people like my dad, I finally came to understand why they were so uncomfortable being called heroes. Heroes are something we create, something we need. It's a way for us to understand what is almost incomprehensible, how people could sacrifice so much for us, but for my dad and these men the risks they took, the wounds they suffered, they did that for their buddies, they may have fought for there country but they died for there friends. For the man in front for the man beside him, and if we wish to truly honor these men we should remember them the way they really were the way my dad remembered them.”
THOMAS McCARTHY (James Bradley)













Persona

17.01.07, Rita


ALIGN=JUSTIFY>Detrás da sinuosa fila dos que deixaram a exposição de Amadeo de Souza-Cardoso para o último dia, no passado domingo, outro tipo de espectadores instalava-se no Grande Auditório da Gulbenkian para assistir a mais uma sessão do ciclo Como o Cinema é Belo.


ALIGN=JUSTIFY>Um poema visual sobre a identidade, sobre o vampirismo do pensamento sobre o sentimento, da dualidade entre a consciência e a alma, entre a máscara que usamos e quem somos na realidade, entre a empatia e a repulsa do conhecimento profundo. Um filme sobre o distanciamento entre a arte e o indivíduo, entre o artista e a sua obra, e até que ponto aquilo que fazemos nos define como pessoas.


SRC=https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ne207a596/10289389_FkWN1.jpeg>


SIZE=1>Bibi Andersson e Liv Ullmann em PERSONA, de Ingmar Bergman (1966)











Pág. 1/2