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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Reflexão 2006

30.12.06, Rita


ALIGN=JUSTIFY>De uma das boas surpresas de 2006, “Little Miss Sunshine”, chega a desculpa para reflectir na voz dos DeVotchka.

Porque só se pode construir sobre um passado.

Porque cada dia é um começo e um fim, em si mesmo.


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ALIGN=CENTER>COLOR=#E90909>HOW IT ENDS
SIZE=1>DeVotchka



Hold your grandmother's Bible to your breast.
Gonna put it to the test.
You want it to be blessed.
And in your heart,
You know it to be true,
You know what you gotta do.
They all depend on you.
And you already know.
Yeah, you already know how this will end.

There is no escape,
From the slave-catchers' songs.
For all of the loved ones gone.
Forever's not so long.
And in your soul,
They poked a million holes.
But you never lettem show.
C'mon it's time to go.

And
You
Already know.
Yeah, you already know
How this will end.

Now you've seen his face.
And you know that there's a place,
In the sun,
For all that you've done,
For you and your children.
No longer shall you need.
You always wanted to believe,
Just ask and you'll receive,
Beyond your wildest dreams.

And
You
Already know.
Yeah, you already know
How this will end.

You already know (You already know)
You already know (you already know)
You already love will end


























































Prendas

28.12.06, Rita


ALIGN=JUSTIFY> Expressamente pedidas ao Pai Natal. Quem disse que ele não existe?


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Fatias douradas

27.12.06, Rita


ALIGN=JUSTIFY>Para fugir aos filmes de natal, a tarde de ontem foi passada debaixo da manta na melhor das companhias. E mesmo entre o pecado da gula e o da preguiça, estes foram dias sem nenhuma culpa.



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O bigode

22.12.06, Rita



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ALIGN=JUSTIFY>E... se... de repente... alguém lhe disser que nunca teve bigode?

ALIGN=JUSTIFY>“La Moustache” estreou esta semana. Eu recomendo.



>







As melhores festas

21.12.06, Rita



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ALIGN=JUSTIFY>Ao contrário do ano passado, em que deixámos aqui umas sugestões cinematográficas (que, por sinal, continuam bastante válidas), este ano quero cingir-me a uma mensagem de paz.

ALIGN=JUSTIFY>Num mundo repleto de conflitos, de desrespeito (pela natureza e por outros seres), de arrogâncias e ânsias de poder, o Homem tende a perder a sua melhor qualidade: a compaixão. E compaixão não é, de todo, um sentimento que reforça a diferença entre pessoas com sortes distintas, colocando-as em posições comparativas. Compaixão é entender e aceitar que a vida não é justa, que aquele que está ao meu lado poderia ser eu, e vice-versa. Poderíamos ter sido nós a fazer as escolhas erradas, poderíamos até nem ter tido escolha, como muitos. Compaixão é perceber os sofrimentos, sem fechar os olhos. Porque o mundo é todo nosso, e é todo nós.

ALIGN=JUSTIFY>E se o natal é uma época de família, talvez devêssemos pensar mais nessa extensa família que povoa este planeta, e a qual não podemos nem devemos ignorar. É por esse motivo que aproveito este espaço para divulgar dois projectos, entre os muitos que existem, que me tocam de perto:


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ALIGN=JUSTIFY>“A Associação MIMAR é uma Instituição de Solidariedade Social que está a criar um novo Centro de Acolhimento Temporário para crianças em risco, na primeira infância, sem família natural conhecida ou que tenham sido por ela abandonadas ou retiradas por decisão judicial.”


ALIGN=JUSTIFY>E quem esteja stressado com compras, lembre-se que as verdadeiras prendas não dão para embrulhar, e as melhores festas são aquelas feitas directamente na alma.













Flushed Away ***

20.12.06, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: David Bowers e Sam Fell. Vozes: Hugh Jackman (Roddy), Kate Winslet (Rita), Ian McKellen (The Toad), Jean Reno (Le Frog), Bill Nighy (Whitey), Andy Serkis (Spike), Shane Richie (Sid). Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>Ronny St. James (Hugh Jackman) é um rato doméstico e mimado que vive no bairro de Kensington, em Londres, e que vê o seu reino invadido por um rato de esgoto, Sid (Shane Ritchie). Na tentativa de se ver livre de Sid, Ronny acaba por ser lançado para o mundo cruel dos esgotos. Aí ele vai cruzar o seu caminho com a voluntariosa Rita (Kate Winslet), que tem contas a ajustar com o poderoso The Toad (Ian McKellen) e os seus capangas, Spike (Andy Serkis) e Whitey (Bill Nighy).

ALIGN=JUSTIFY>Esta co-produção da americana DreamWorks Animation, donde saíram, por exemplo, “Shrek” ou “Madagascar”, e da inglesa Aardman Features, responsável pelos geniais Wallace & Gromit, está longe da mestria das suas referenciadas produções, sobretudo em termos de história, mas ainda assim consegue arrancar-nos umas fortes gargalhadas e deslumbrar-nos do ponto de vista técnico.

ALIGN=JUSTIFY>A grande quantidade de água existente em “Flushed Away” exigiu uma presença mais forte dos gráficos computorizados, em detrimento do barro e do stop motion da Aardman, cujo trabalho foi também prejudicado pelo incêndio ocorrido nos seus estúdios em 2005. A colaboração das duas empresas, que tinha trazido até nós “Chicken Run” (2000) e “Wallace and Gromit: The Curse of the Were-Rabbit” (2005), foi terminada após a finalização de “Flushed Away” devido a divergências criativas.

ALIGN=JUSTIFY>Fazendo lembrar um pouco o “Toy Story”, “Flushed Away” apresenta uma profunda atenção ao detalhe, com soluções criativas e técnicas bastante bem conseguidas. Tirando o melhor partido de estranhos personagens (os secundários, sobretudo) e de situações mirabolantes, mais do que chamar a atenção para o choque de classes, este filme aproveita para evidenciar as (cómicas) diferenças entre as culturas anglo-saxónica e francesa (representada por Le Frog e a voz de Jean Reno).

ALIGN=JUSTIFY>Uma última palavra para a banda sonora, que em filmes de animação assume um papel especialmente determinante. “Flushed Away” começa com "Dancing With Myself” na voz de Billy Idol e termina com "What's New Pussycat?” por Tom Jones. Pelo meio estão as mais recentes "Bohemian Like You” dos The Dandy Warhols e a fabulosa "Are You Gonna Be My Girl?” de Jet. Mas o ponto alto são, definitivamente, os interlúdios musicais de um surreal grupo de lesmas.

ALIGN=JUSTIFY>O Natal é quase tão deprimente quanto o Verão em termos de estreias. E bastante mais deprimente que o Verão em termos de temperatura. Numa época em que os afectos são medidos em euros e o ser humano se transforma num animal de consumo, prefiro fugir da realidade. E os esgotos londrinos de “Flushed Away” são bem mais atraentes que a disparatada e revoltantemente dispendiosa árvore de Natal da Praça do Comércio.


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“From up top, eh? I used to work at a lab up top. I tested shampoo. I used to be a lovely dark grey. My dandruff's gone, though.”
BILL NIGHY (Whitey)


ALIGN=JUSTIFY>“The Toad - You find my pain amusing?
Le Frog - I find everyone's pain amusing, except my own... I'm French!”
IAN McKELLEN (The Toad) e JEAN RENO (Le Frog)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“It’s just that curry you had last night, Spike. I’m the same, I’ve got a burn like the Japanese flag.”
BILL NIGHY (Whitey)


ALIGN=JUSTIFY>“Rita - It's impossible!
Roddy - England is winning! ANYTHING'S possible!”
KATE WINSLET (Rita) e HUGH JACKMAN (Roddy)















Fanny Ardant

19.12.06, Rita






Um final de tarde no Café dos Teatros, o cheiro a scones e a presença magnética mesmo ali ao pé da belíssima, fantástica e sublime Fanny Ardant.



São estas surpresas que me fazem adorar Lisboa!




The Holiday **

18.12.06, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Nancy Meyers. Elenco: Cameron Diaz, Kate Winslet, Jude Law, Jack Black, Eli Wallach, Rufus Sewell, Edward Burns. Nacionalidade: EUA, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>Iris (Kate Winslet) é jornalista em Londres, e vive numa pequena casa em Surrey, nos arredores. Arrasada pelo anunciado casamento de um colega por quem ela tem estado apaixonada nos últimos 3 anos (Rufus Sewell), ela concorda em fazer uma troca de casa durante o período das férias de Natal com Amanda (Cameron Diaz), uma workaholic que vive em Los Angeles e que acaba de terminar a sua relação com Ethan (Edward Burns). Em Surrey, Amanda conhece Graham (Jude Law), o irmão de Iris, enquanto em Los Angeles Iris inicia uma amizade com Miles (Jack Black), compositor de bandas sonoras e com namorada.

ALIGN=JUSTIFY>“The Holiday” tenta ser diferente, mas não consegue. Aflora a noção de relações doentias, onde uns se alimentam de afecto e outros de sofrimento, daqueles que se acomodam por julgar que aquilo é tudo o que podem ter, e fechando os olhos às imensas possibilidades que estão ao seu redor, mas acaba por ser não só previsível, como inclusivamente ridículo. O recurso da realizadora Nancy Meyers (“What Women Want” - 2000 e “Something's Gotta Give” - 2003) a soluções que ambicionam ser inovadoras (como o caso de Amanda que, sendo produtora de trailers, vê diversas vezes a sua vida como se fosse um), acabam igualmente por cair na redundância.

ALIGN=JUSTIFY>O par Winslet-Black funciona tão bem quanto o par Diaz-Law funciona mal. A relação entre Diaz e Law é tão pouco densa que é impossível acreditar que aquilo seja amor. Isto devido, sobretudo a Cameron Diaz e à superficialidade da sua personagem. Aliás, a grande fraqueza deste filme reside efectivamente no facto de ser um filme de actores com personagens bastante mal alinhavadas. Felizmente, Winslet e Black fazem maravilhas com o pouco que Meyers lhes dá.

ALIGN=JUSTIFY>“The Holiday” aproveita ainda a personagem de Eli Wallach, um argumentista reformado, para dar diversas piscadelas de olho ao mundo do cinema. Mas, ao contrário de tantos que permanecem no nosso imaginário, “The Holiday” é totalmente descartável - exactamente um daqueles 9 filmes que estreia todas as semanas e que rapidamente sairá (espera-se) de cartaz.

ALIGN=JUSTIFY>Em termos de entretenimento (porque até tem umas boas tiradas) é melhor não pensar muito na mensagem deste filme. Em resumo, duas mulheres que decidem que não querem saber de homens nos tempos mais próximos, agarram-se exactamente ao primeiro que se cruza no seu caminho. Eu entendo-as: trata-se do Jude Law e de Jack Black (sim, ele é tremendamente atraente!), e a probabilidade de aparecer algo melhor é reduzida. Mas, caramba, será mesmo isso que as mulheres querem? Nancy Meyers parece pensar que sim. Na minha opinião ela tem uma ideia tremendamente ilusória daquilo de que são feitas as relações, ou seja, de receitas. Ainda por cima tendo em conta que a realidade daria muitas vezes melhor material para filmes. Ok, talvez aí houvesse limite de idade devido à violência, ao terror psicológico e às cenas sexualmente explícitas.


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“I need some peace and quiet... or whatever it is people go away for.”
CAMERON DIAZ (Amanda)


ALIGN=JUSTIFY>“You know what I want to do? I want to eat carbs without wanting to kill myself. I want to read a book - not a magazine, an actual book.”
CAMERON DIAZ (Amanda)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Iris, in the movies, we have leading ladies and we have the best friend. You, I can tell, are a leading lady, but for some reason, you're behaving like the best friend.”
ELI WALLACH (Arthur Abbott)


ALIGN=JUSTIFY>“Graham - Long distance relationships can work, you know.
Amanda - Really? I can't make one work when I live in the same house with someone.”
JUDE LAW (Graham) e CAMERON DIAZ (Amanda)



ALIGN=CENTER>Weekly guilty pleasure:


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Um Mundo Catita

16.12.06, Rita



Este é o nome do novo projecto da equipa que trouxe até nós o filme de terror “I’ll See You In My Dreams”. Inspirado em séries como “The Office” ou “Curb Your Enthusiasm”, “Um Mundo Catita” será uma série de ficção em 6 episódios protagonizada por Manuel João Vieira e baseada na vida e obra deste artista, conhecido mentor dos grupos Ena Pá 2000, Irmãos Catita e Corações de Atum, persistente pseudo-candidato à Presidência da República e autor do livro ‘Só Desisto Se For Eleito’.


Este projecto fará uso integrado de película 16mm e vídeo digital, estando a direcção de fotografia nas mãos de Daniel Neves e Tony Costa. Co-produzida por O Pato Profissional Produções Audiovisuais Lda. e Indivídeos, e com a realização a cargo de Filipe Melo e João Leitão, “Um Mundo Catita” tem estreia prevista para o Verão de 2007.


Mais detalhes em www.mundocatita.com.




Casino Royale ****

15.12.06, Rita

ALIGN=JUSTIFY>Realização: Martin Campbell. Elenco: Daniel Craig, Eva Green, Mads Mikkelsen, Judi Dench, Jeffrey Wright, Giancarlo Giannini, Caterina Murino, Simon Abkarian, Isaach De Bankolé, Jesper Christensen, Ivana Milicevic. Nacionalidade: EUA / Alemanha / Reino Unido / República Checa, 2006.


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ALIGN=JUSTIFY>“Casino Royale”, o primeiro livro da série 007 escrita por Ian Fleming, é sobre a primeira missão do agente James Bond após a sua promoção a 007. Le Chiffre é um banqueiro de terroristas, que aplica o dinheiro dos seus clientes, sem o conhecimento deles, para ganho próprio. Depois de um azar na bolsa e com a vida em risco, Le Chiffre decide organizar um jogo de poker de apostas astronómicas no Casino Royale no Montenegro.

ALIGN=JUSTIFY>O objectivo da missão atribuída por M (Judi Dench, “Mrs Henderson Presents”) a Bond (Daniel Craig) é ganhar a Le Chiffre (Mads Mikkelsen) no seu próprio jogo e levá-lo à falência. Uma oficial do tesouro britânico, Vesper Lynd (Eva Green, “The Dreamers”, “Arsène Lupin”) acompanha Bond nesta missão para controlar o dinheiro disponibilizado pela coroa.

ALIGN=JUSTIFY>Daniel Craig é uma delícia! O seu Bond foge aos clichés, inclusivamente o do “shaken not stirred” do seu vodka martini. E desta vez não existe nenhuma Ursulla Andress em bikini, desta vez temos direito ao próprio Bond a sair do mar, molhado e tremendamente sexy. “Casino Royale” funciona para Bond como “Batman Begins” funcionou para o herói alado de Gotham City, recuando à sua origem e aproveitando para o reinventar. Este será talvez o mais físico de todos os Bond, o mais frio e o mais violento. Mas também tremendamente romântico. À medida que o filme avança, ele vai-se tornando mais sofisticado, e é quase visível a sua transformação num charmoso Sean Connery.

ALIGN=JUSTIFY>O estilizado genérico inicial, à base dos quatro naipes de cartas em tons de preto e vermelho (e abdicando das silhuetas femininas - há quem considera esta inovação uma heresia), da responsabilidade de Daniel Kleinman é acompanhado pelo tema original “You Know My Name”, interpretado por Chris Cornell (membro dos extintos Soundgarden e dos Audioslave).

ALIGN=JUSTIFY>A fotografia de Phil Meheux, colaborador regular de Martin Campbell (“Beyond Borders” - 2003, “The Legend of Zorro” - 2005) realça toda a beleza das maravilhosas paisagens por onde “Casino Royale” passa, de Praga às Bahamas, de Karlovy Vary a Veneza. O mesmo se passa com ex-libris do herói de Fleming: os carros fabulosos (quando crescer quero um Aston Martin!!!) e as bond girls Caterina Murino e Eva Green.

ALIGN=JUSTIFY>O argumento de Neal Purvis e Robert Wade (“Die Another Day”, “The World Is Not Enough” e “Johnny English”) e Paul Haggis (“Crash”, “Million Dollar Baby”), constrói-se entre o tradicional e o moderno. O humor irónico mantém-se, em especial entre o par Bond e Lynd, num típico jogo de atracção-aversão que todos sabemos como termina. Mas a inovação surge logo na cena inicial, como aviso de que este é um Bond da nova geração, numa perseguição ao estilo Parkour ou Freerun – uma actividade em que o praticante (traceur) usa o seu corpo para passar obstáculos de uma forma rápida, directa e fluida.

ALIGN=JUSTIFY>O único senão de “Casino Royale” é a sua duração. A partir das 2 horas, somos, por diversas vezes, levados a pensar que chegou o momento do desfecho. Mas depois ainda vem Veneza, e só por isso vale a pena. O final acaba por ser exactamente aquele que aponta para o futuro (já conhecido) deste herói.

ALIGN=JUSTIFY>No campo das interpretações, confesso que adorei o vilão dinamarquês Mads Mikkelsen (“Carne Fresca, Procura-se”, “King Arthur”), num equilibrado duelo de talento com o versátil e encantador Daniel Craig. E para quem tem estado distraído da carreira deste grande actor – “Road To Perdition”, “The Mother”, “Sylvia”, “Layer Cake”, “The Jacket”, “Munique”, “Infamous”) – fixe bem:

O nome é CRAIG, Daniel CRAIG.


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ALIGN=JUSTIFY>CITAÇÕES:

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“You don't have to be alive to be helpful.”
GIANCARLO GIANNINI (Mathis)


ALIGN=JUSTIFY> “Vesper Lynd - I'm the money.
James Bond - Every penny of it.”
EVA GREEN (Vesper Lynd) e DANIEL CRAIG (James Bond)

ALIGN=JUSTIFY>COLOR=#AAAAAA>“Christ, I miss the Cold War.”
JUDI DENCH (M)


ALIGN=JUSTIFY> “James Bond - Vodka-martini.
Empregado - Shaken or stirred?
James Bond - Does it look like I give a damn?”



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ALIGN=CENTER >COLOR=E90909>YOU KNOW MY NAME


(...)

Arm yourself because no-one else here will save you
The odds will betray you
And I will replace you
You can't deny the prize it may never fulfill you
It longs to kill you
Are you ready to die?

The coldest blood runs through my veins
You know my name

(...)



ALIGN=JUSTIFY>Just for my own guilty pleasure...



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ALIGN=JUSTIFY>E um bónus para os meninos que se portaram bem este ano:



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ALIGN=CENTER>SIZE=1>(Eva Green)




SRC=http://us.movies1.yimg.com/movies.yahoo.com/images/hv/photo/movie_pix/mgm/casino_royale/caterina_murino/royale2.jpg>

ALIGN=CENTER>SIZE=1>(Caterina Murino)

















































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