Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Clássicos Pendentes III - EASY RIDER

12.12.05, Rita

EASY RIDER

Realização: Dennis Hopper. Elenco: Peter Fonda, Dennis Hopper, Jack Nicholson, Karen Black, Toni Basil. Nacionalidade: EUA, 1969.




Confesso que me aborreci de morte com este filme... Confesso que fiz fast-forward em quase todas as cenas de estrada... Confesso que não tomo drogas...


Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) - os nomes não podiam ser mais apropriados para estes cavaleiros do asfalto - ganham dinheiro como traficantes de droga e fazem-se à estrada porque querem estar em New Orleans a tempo do Mardi Gras. O objectivo, como objectivo, é um bom objectivo. Mas fica-se por aqui.


“Easy Rider” é um road movie sem belas paisagens (tirando o momento em que Karen Black se despe entre lápides num cemitério... eu sei, até isso é “creepy”!) e sem conversas entre os intervenientes que impliquem grandes crescimentos pessoais (as motas não são propriamente um veículo que motive a comunicação na estrada, especialmente entre criaturas tão pouco eloquentes como Wyatt e Billy). O conceito de viagem, que cinematograficamente deve equivaler a uma evolução dos heróis, passando por desafios colocados ao longo do caminho, é completamente frustrado. Sabemos pouco sobre eles, e, no final, ficamos a saber mais ou menos o mesmo.


Parece que a droga consumida pela geração que colocou este filme nos píncaros produziu graves efeitos nos seus filhos, e isso explica a sua total incapacidade de captar a essência de “Easy Rider” (não a minha, claro, que os meus pais são pessoas sérias). Como diria Dylan: “times they are a changing.”


Apesar de alguns planos imaginativos da parte de László Kovács, a montagem deste filme (da responsabilidade de Donn Cambern) é, no mímino, de uma presunção extrema, com cortes psicadélicos do mais enjoativo. De resto, “Easy Rider” pode ser resumido como um longo video-clip da música dos anos 60. E talvez essa seja, com efeito, a sua maior virtude.



RAZÕES PARA VER:
- A banda sonora (mas, para isso, basta o CD).
- Porque Jack Nicholson é sempre um bálsamo de génio.
- Porque passar o Carnaval em New Orleans deve ser um objectivo de vida para toda a gente.





CITAÇÕES:


“I mean, it's real hard to be free when you are bought and sold in the marketplace.”


“This used to be a helluva good country. I can't understand what's gone wrong with it.”


“They'll talk to you and talk to you and talk to you about individual freedom. But they see a free individual, it's gonna scare 'em.”

























Comentar:

Mais

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.