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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Approaching Union Square ***

21.06.07, Rita

Realização: Marc Meyers. Elenco: Katie Kreisler, Darren Pettie, Jennifer Miranda Holmes, Bobby Pataki, Victoria Haas, Brent Crawford, Peter McCain, Christine Elise, Beth Manspeizer, Michael Goldstrom. Nacionalidade: EUA, 2006.





“Approaching Union Square” é a adaptação do realizador Marc Meyers da sua peça de teatro "Love & Sex: Tales From the Trenches". Construída à base de monólogos retrata diversas facetas da angústia urbana, através de onze passageiros de um mesmo autocarro em Nova Iorque.


O filme começa com Dyanne (Katie Kreisler) numa sessão de terapia tentando lidar com o que ela acha serem poderes psíquicos que a avisam de grandes tragédias. Depois da consulta, Dyanne entra num autocarro, onde se encontra uma dezena de passageiros. A câmara digital de Meyers vai espreitando um pormenor da vida de cada uma destas pessoas, contrastando a viagem colectiva com a confissão individual.


Entre eles, encontra-se Nathan (Darren Pettie), um homem viciado em sexo que assiste à sua primeira sessão de terapia de grupo. Stefani (Jennifer Miranda Holmes) conta ao seu grupo de amigas como conheceu o seu mais recente namorado. Brad (Brent Crawford) debate-se com o dilema de ir ver uma ex-namorada que se encontra hospitalizada em resultado de um cancro. Leonard (Michael Goldstrom) tenta terminar a sua actual relação amorosa. Silvio (Bobby Pataki) é um actor pouco conhecido que aproveita uma entrevista para demonstrar a sua falta de humildade. Adrianna (Christine Elise) conta à sua companheira de apartamento sobre um homem que quase conheceu. Heidi (Victoria Haas) decide terminar uma relação adúltera. Patricia Randell interpreta uma mulher que, fechada num estranho sonho, tenta perceber o que falhou na relação com os seus pais.


A solidão é a nota marcante em todas estas histórias. Um isolamento que se sente ser provocado pela própria cidade. Como crianças, todos tentam aprender a estabelecer ligações com os que os rodeiam, num mundo onde a comunicação (e o amor como a sua forma mais extrema) e a alienação convivem num estranho paradoxo.


Numa estrutura que lembra a de “Night on Earth” de Jim Jarmusch, Meyers mostra os mundos que se escondem atrás dos desconhecidos com que todos os dias nos cruzamos, com as suas tragédias e os seus amores, tão diferente e tão semelhantes aos nossos.


Uma nota para a banda sonora, que inclui, entre outros, Rachael Yamagata, Slow Runner, Goat, Eddie Tadross, Eliane Amherd, Stiffed e Preacher Boy, muitos deles descobertos por Meyers numa pesquisa de artistas nova iorquinos feita no myspace.com.
















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