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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Trust the Man **

19.05.07, Rita

Realização: Bart Freundlich. Elenco: David Duchovny, Julianne Moore, Billy Crudup, Maggie Gyllenhaal, Eva Mendes. Nacionalidade: EUA, 2005.





Rebecca (Julianne Moore) é uma famosa actriz prestes a estrear uma peça de teatro. Tom (David Duchovny), o seu marido, é um ex-publicitário que desistiu da sua carreira para tomar conta da casa e dos seus dois filhos. Entre os dois existem problemas de natureza sexual (ele parecendo querer muito e ela pouco) que as sessões anuais de terapia não parecem resolver. O irmão mais novo de Rebecca e melhor amigo de Tom, Tobey (Billy Crudup) tem uma relação de sete anos com Elaine (Gyllenhaal), que parece estar a caminhar para sítio nenhum. No cerne deste conflito está a vontade dela de casar e ter filhos e imaturidade dele.


Antes demais espero que este filme não seja espelho de nenhuma realidade. Primeiro, porque resume os homens a irritantes idiotas. Segundo, porque resume as mulheres a irritantes idiotas. Enquanto uns se tentam redimir de uma culpa das qual as outras parecem estar totalmente isentas, as tentações dos homens (materializadas nas bombásticas Eva Mendes e Dagmara Dominczyk) são muito mais interessantes que as das mulheres (os entediantes Justin Bartha, James LeGros e Glenn Fitzgerald), o que as faz parecer mais fortes e as coloca do lado bom.


Apesar da boa química entre os actores, o argumento de Bart Freundlich (marido da sempre linda Julianne Moore) coloca personagens caricaturais em situações artificiais, rodeando todo o filme de uma atmosfera de falsidade que é preciso aceitar desde início, sob pena de dar o tempo por mal empregue. “Trust the Man” refugia-se no humor fácil (incluindo dispensáveis piadas escatológicas) para lidar com as crises de vida das suas personagens, sem nunca as enfrentar com seriedade (o que poderia ser feito satiricamente). Na base existem as dúvidas naturais que, mais cedo ou mais tarde, nos assaltam a todos, e projectos de vida que é necessário assumir ou então deixar definitivamente para trás. Como sucede aqui, o amor poderá ser a solução – desde que se escolha esquecer (a recuperação da confiança é uma questão habilmente evitada).


Dois esclarecimentos quanto ao moralismo subjacente ao happy ending: (1) ser adulto não quer dizer que se queira casar e ter filhos, nem a recusa desse caminho significa obrigatoriamente imaturidade; (2) descobrir quem somos pode (deve?) ser um caminho feito em conjunto com as pessoas que amamos, não necessariamente longe (ou afastando-nos) delas.


Vá lá, depois de um petisco de caracóis, já com sabor a Verão, um inofensivo feel good movie não é assim tão chocante.






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Could you? Would you? Should you?




EVERYTHING
Ben Harper

Behind all of your tears
There's a smile
There's a smile
Behind all of the rain
There's a sunshine
For miles and miles

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

The colors of your garden
They're yellow, blue and green
And the sound of your sweet voice
It's better than all my dreams

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

Your my first thought in the morning
When I rise
Oh- when I rise
You're my last thought in the evening
When I rest my head at night

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me

Oh- Everything
Everything
You mean everything
You mean everything
Everything to me
Everything to me
Everything to me
Everything to me






































































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