De Fatima a 23 de Julho de 2008 às 16:59
Referido filme apresenta uma excelente oportunidade de análise sob a ótica do embate entre Direito e Moral, além da análise de duas correntes filosóficas: O Utilitarismo e o Personalismo.

Relativamente à ótica jurídica, podemos considerar a questão atinente à proibição de duplo julgamento pelo mesmo crime. Caso notório é o do O.J.Simpson que, acusado de matar a esposa, foi julgado e inocentado e depois escreveu um livro no qual praticamente confessa o crime.

A lei é clara e proíbe um novo julgamento, mas ela acaba tornando-se injusta, se considerarmos que um criminoso escapou à punição.

Assim, se pregarmos o cumprimento da lei (seja ela justa ou injusta), à qualquer preço, podemos estar nos condenando a ter de aceitar os efeitos (muitas vezes funestos) de referido cumprimento.

Interessante notar o que foi muito bem salientado pelo jusfilósofo Leon L.Fuller (O Caso dos denunciantes invejosos): o exemplo dos soldados que ficavam guardando os muros alemães (e que tinham obrigação de atirar em quem tentasse transpô-los) estavam agindo segundo a lei, mas mesmo assim foram apenados nos Tribunais Penais Internacionais, sob o argumento que, para que uma lei tenha validade, há de existir um mínimo ético.

Concernentemente à dicotomia entre Utilitarismo e Personalismo, pela teoria do Utilitarismo, seria lícito que a personagem (do promotorzinho) permitisse a implantação de uma falsa prova para condenar o assassino, enquanto que pela teoria do Personalismo, isso seria inadmissível.

Boa postagem, parabéns!
Agradeço a oportunidade de manifestar minha opinião.
:)



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