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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Fresh Air ***

29.04.07, Rita

T.O.: Friss Levegö. Realização: Ágnes Kocsis. Elenco: Izabella Hegyi, Júlia Nyakó, Anita Turóczi, Zoltán Kiss. Nacionalidade: Hungria, 2006.





Viola (Júlia Nyakó) trabalha como supervisora numa casa de banho pública no metro de Budapeste. Os seus dias passam-se entre a limpeza da casa de banho e os bailes de solteiros. Cada dia, quando chega a casa, Viola assiste à sua filha Angéla (Izabella Hegyi), de 17 anos, abrindo todas as portas e janelas para que o cheiro que a sua mãe traz do trabalho não permaneça pela casa. Cedo se percebe que este acto, mais do que derivar da necessidade é uma afronta pessoal. Viola e Angéla apenas partilham um programa de televisão. As refeições são feitas em separado e os recados são escritos e colados na porta do quarto de Angéla, que ela faz questão de fechar à chave.


Viola respeita o espaço e o silêncio da sua filha. Enquanto isso, decora o seu local de trabalho de forma semelhante â sua própria casa, um empenho profissional (quase obsessivo) que a sua filha desconhece. Angéla tem vergonha da mãe e a sua arrogância aumenta ainda com a oportunidade aberta por um concurso de estilismo, que Angéla acredita ser uma oportunidade de fugir ao padrão genético.


Um filme feito de rotinas e rituais, onde a barreira de comuicação é reforçada pelo guarda-roupa: Viola veste em tons de vermelho e Angéla de verde. A atenção ao detalhe por parte de Ágnes Kocsis é extensiva às suas personagens, quem ela trata com extremo afecto, numa história tocante sobre a aproximaçao entre dois seres que mal se conhecem, mas que inevitavelmente estão condenados ao amor.













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