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CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

CINERAMA

CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA

Orgulho e Preconceito ***

24.01.06, Rita

T.O.: Pride & Prejudice. Realização: Joe Wright. Elenco: Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Donald Sutherland, Brenda Blethyn, Judi Dench, Simon Woods, Kelly Reilly, Rosamund Pike, Talulah Riley, Jena Malone, Carey Mulligan, Tom Hollander. Nacionalidade: França / EUA / Reino Unido, 2005.





COMÉDIA ROMÂNTICA - def. duas pessoas, obviamente atraídas uma pela outra são mantidas separadas por uma série de contratempos durante umas duas horas, para que no final as barreiras entre eles se desmanchem e terminem nos braços um do outro.


Indo à fonte de todas as comédias românticas, o livro “Orgulho e Preconceito” de Jane Austen, Joe Wright (na sua primeira longa-metragem) vem provar que quando ela é tratada, ainda que não com total fidelidade, mas pelo menos com respeito essa pode ser uma boa aposta. Com efeito, esta adaptação do livro de 1813, é uma boa peça de entretenimento, bem representada, bem realizada e bem produzida.


Na sua essência, este filme fala desse desporto milenar que é a “caça de marido”. Pelo meio faz um agudo comentário social ao sistema de classes prevalecente na Inglaterra do final do século XVIII. A família Bennet não detém uma posição relevante na hierarquia social e está quase sem dinheiro. A sua única esperança é casar as cinco filhas com maridos ricos. Elizabeth Bennet (Keira Knightley) é demasiado orgulhosa para aceitar o sistema sem o questionar, criticando a hipocrisia da sociedade com comentários sarcásticos e muita condescendência. E quando o rico Mr. Bingley (Simon Woods) parte o coração à sua irmã Jane (uma radiante Rosamund Pike), Elizabeth não duvida em culpar o rico e arrogante Mr. Darcy (Matthew Macfadyen), por quem ela sente igualmente uma (contrariada) atracção, que terá de se debater com uma série de mal-entendidos.


O argumento de Deborah Moggach (limado por uma não creditada Emma Thompson) mantém-se fiel ao espírito da época, e o design de produção de Sarah Greenwood, aliado a uma belíssima fotografia de Roman Osin, são essenciais para este êxito. Os actores principais são competentes, sobretudo no lado mais agressivo das suas personagens, Keira Knightley adopta na perfeição todos os trejeitos clássicos da mística de Jane Austen, entre a audácia e melancolia. Mas a memória foge facilmente para Kelly Reilly, como a super-protectora irmã de Mr. Bingley, e Tom Hollander, hilariante como Mr.Collins. Brenda Blethyn dá o seu contributo como a mãe stressada da família Bennet, atingido os píncaros da irritação, e Judi Dench como uma desprezível pedante, enche, como sempre, o ecrã. Mas quem se destaca com vantagem neste elenco é, sem dúvida, Donald Sutherland como pai de família, um prazer constante entre a sabedoria e o humor.


Deslizando com a câmara por campos intermináveis e dançando inebriantemente pelos interiores das casas, podem passar-se bem duas horas. Sem orgulho ou preconceitos.






CITAÇÕES:


“Not all of us can afford to be romantic.”
CLAUDIE BLAKLEY (Charlotte Lucas)

















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