CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA
Terça-feira, 24 de Março de 2009
IndieLisboa’09




A 6ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema Independente terá lugar de 23 de Abril a 3 de Maio.


159 curtas-metragens e 91 longas, dos quais 40 animações, 66 documentários, 29 filmes experimentais e 115 ficções poderão ser visionados no Cinema São Jorge, Fórum Lisboa, Cinema Londres, Museu do Oriente e Cinema City Classic Alvalade.


Às já habituais secções de Competição Internacional e Nacional, Observatório, Herói Independente (onde este ano se destaca Werner Herzog e Jacques Nolot), IndieJúnior, IndieMusic, Antestreias e Sessões Especiais vêm juntar-se duas novas: Cinema Emergente e Pulsar do Mundo.


Os bilhetes estarão àirvenda a parte de 9 de Abril na Bilheteira do Fórum Lisboa e de 23 de Abril nos restantes locais (para as sessões respectivas). Os bilhetes normais custam 3,50 €, com a possibilidade de aquisição de um voucher de 10 entradas por 54,00 €, e as sessões especiais têm o preço único de 5,00 €.


Aguardo ansiosamente a disponibilização no site oficial da programação, sinopses e horários completos.






realizado por Rita às 01:09
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Segunda-feira, 23 de Março de 2009
Natasha Richardson




(11.05.1963 - 18.03.2009)






realizado por Rita às 08:32
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Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Che: El Argentino ***1/2

Realização: Steven Soderbergh. Elenco: Benicio Del Toro, Demián Bichir, Marc-André Grondin, Óscar Jaenada, Cristian Mercado, Jordi Mollà, Antonio Peredo, Jorge Perugórria, Franka Potente, Othello Rensoli, Armando Riesgo, Catalina Sandino Moreno, Rodrigo Santoro, Mark Umbers, Yul Vásquez, Julia Ormond, Santiago Cabrera. Nacionalidade: EUA, 2008.





Ernesto Guevara de la Serna, apodado de ‘Che’, era um médico argentino, um revolucionário da causa cubana contra o imperialismo, um líder, um defensor dos movimentos anti-colonialistas africanos, um ícone. Para uns foi um herói, para outros um assassino. Pelo meio, havia apenas um homem. É nisso que Steven Soderbergh está interessado, mais ainda, no homem como elemento definidor da História.


Poderá parecer estranho que um filme que se baseia no livro de memórias do próprio Guevara, "Pasajes de la Guerra Revolucionaria" (argumento da responsabilidade de Peter Buchman, “Eragon”), seja tão imparcial e distanciado como este. Mas isso é apenas reflexo da personalidade de um homem pragmático completamente dedicado a uma causa, e sem espaço para acessos sentimentais.


A acção de “Che: El Argentino” começa com a apresentação de Guevara (Benicio del Toro) ao movimento 26 de Julho no México, seguindo, em 1957, para o desembarque na costa oriental de Cuba a bordo do Granma acompanhado, entre outros, por Fidel (Demián Bichir) e Raúl Castro (Rodrigo Santoro) com o objectivo de derrubar a ditadura de Fulgencio Batista.


Sem perder tempo na vida pessoal de Guevara, ou o destacar do seu contexto, a câmara de Soderbergh prefere planos de grupo, limitando ao mínimo a subjectividade e os grandes planos. Sem nos dizer o que pensar ou sentir, Soderbergh não procura definir Guevara, nem como um santo da revolução nem como um carrasco sem misericórdia. Apresenta-nos antes um homem que é o resultado das suas escolhas e dos seus actos. Sem nos dizer tudo, “Che: El Argentino” encoraja-nos a procurar saber mais sobre a transformação de um médico que assiste os revolucionários feridos num líder que domina na perfeição as técnicas de guerrilha.


A determinação de Soderbergh com este filme assemelha-se à do próprio Che. Ele tem uma missão e dispensa monólogos explicativos ou desvios pela vida amorosa dos rebeldes, que poderiam captar um público mais alargado mas que diluiria certamente a força da narrativa central. Também Che não se dispersa em teorias ideológicas, o seu socialismo/comunismo (como lhe queiram chamar) é prático, dando voz ao ressentimento popular e fazendo do apoio da população a sua maior arma. Perante opositores desmoralizados e munidos de uma forte ideia, a revolução precisou de poucos, mas motivados, homens.


Paralelamente ao exército rebelde, Soderbergh coloca, a preto e branco, a passagem de Che por Nova Iorque em Dezembro de 1964 como representante de Cuba nas Nações Unidas, e onde deu também uma entrevista à jornalista Lisa Howard (Julia Ormond). Aqui vemos um outro lado de Guevara, feroz e quase evangelista. Depois de vários anos resumido a um papel burocrático como Ministério da Economia em Cuba, aqui ele é um “pregador”, apelando à luta armada dos povos oprimidos e aos movimentos independentistas, porque a luta contra o imperialismo não tem fronteiras.


“Che: El Argentino” é um filme feito de secundários. Além de Guevara, existem Fidel e Raúl, cujo protagonismo no filme tem mais a ver com a importância que lhes atribuiu a História do que com o tempo de ecrã, e um outro herói da revolução, Camilo Cienfuegos (Santiago Cabrera, “Heroes”), cujo sentido de humor o destaca de todos os demais. De resto, existe uma massa quase indefinida de combatentes, voluntários que vão sendo integrados nas colunas militares, mas que não são individualizados.


A preocupação de Che era não deixar para trás um único homem ferido, ignorando as suas próprias maleitas (Guevara padecia de asma e malária). Sem desenvolver qualquer relação emocional com os seus homens, são os seus valores sociais que impõem as rígidas regras da revolução. Apesar dessa ausência de simpatia, o carisma de Benicio Del Toro (também produtor), independentemente da extrema parecença física, contribui com um forte magnetismo para este complexo papel. Ainda de referir a genial recriação que Demián Bichir (“Weeds”) faz de Fidel Castro.


“Che: El Argentino” é a primeira parte do biopic sobre um dos arquitectos da revolução cubana, cuja acção termina no dia 1 de Janeiro de 1959, na estrada de Santa Clara para Havana. A segunda parte, “Che: Guerrilla”, que deverá estrear em Abril, acompanhará Guevara até à sua morte às mãos das autoridades bolivianas em 1967.


O filme de Soderbergh está irrepreensivelmente filmado em alta definição, com alguns planos verdadeiramente poéticos pelo meio de emboscadas e de trocas de tiros. O seu compasso é um escalar paralelo ao caminho feito por estes rebeldes. Até à imagem final, hasta la victoria.






CITAÇÕES:


“(...)
Cuba, señores delegados, libre y soberana, sin cadenas que la aten a nadie, sin inversiones extranjeras en su territorio, sin procónsules que orienten su política, puede hablar con la frente alta en esta Asamblea y demostrar la justeza de la frase con que la bautizaran: «Territorio Libre de América.
(...)
Porque esta gran humanidad ha dicho «¡Basta!» y ha echado a andar. Y su marcha, de gigantes, ya no se detendrá hasta conquistar la verdadera independencia, por la que ya han muerto más de una vez inútilmente. Ahora, en todo caso, los que mueran, morirán como los de Cuba, los de Playa Girón, morirán por su única, verdadera e irrenunciable independencia.

Todo eso, Señores Delegados, esta disposición nueva de un continente, de América, está plasmada y resumida en el grito que, día a día, nuestras masas proclaman como expresión irrefutable de su decisión de lucha, paralizando la mano armada del invasor. Proclama que cuenta con la comprensión y el apoyo de todos los pueblos del mundo y especialmente, del campo socialista, encabezado por la Unión Soviética.

Esa proclama es: Patria o muerte.”

BENICIO DEL TORO (Ernesto ‘Che’ Guevara)






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Segunda-feira, 16 de Março de 2009
Man On Wire ***1/2

Realização: James Marsh. Género: Documentário. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2008.





“Man on Wire”, vencedor do Oscar para Melhor Documentário, é um verdadeiro thriller. A 7 de Agosto de 1974, o funâmbulo francês Philippe Petit atravessou oito vezes um arame preso entre as duas torres do World Trade Center em Nova Iorque. Esta é a história de como isso foi possível.


Aos 17 anos, na sala de espera do consultório do dentista, Petit viu um recorte de jornal com o diagrama do projecto das torres e soube de imediato que estava destinado a conquistá-las. Com esse objectivo em fundo, Petit praticou primeiro entre as torres dos sinos da Catedral de Notre Dame em Paris e entre as torres da Ponte de Sydney Harbour na Austrália, ambas de forma clandestina. À medida que o World Trade Center ia crescendo, o mesmo acontecia com as suas ambições. Inspirado pela sua namorada Annie, Petit acaba por reunir um improvável grupo de ajudantes.


O filme de James Marsh alia imagens de arquivo a dramatizações dos acontecimentos, junto com entrevistas a alguns dos participantes, entre os quais Petit. Sabemos, pois, que ele sobreviveu à aventura, mas a forma como Marsh constrói “Man on Wire”, aliado à personalidade arrebatadora de Petit, que nos arrasta com ele num entusiasmo contagioso e apaixonado, conferem uma tensão improvável a este documentário.


Começamos por ver a construção das torres, as vigas de aço a serem içadas e colocadas como um puzzle gigantesco. Ao mesmo tempo, acompanhamos Petit na sua formação, caminhando, ajoelhando-se e deitando-se no arame. Os dois projectos são ligados visualmente pelo split-screen e tematicamente pela audácia e pelo engenho. Em nenhum momento do filme, há referência ao 11 de Setembro. Ainda bem. Não é preciso. A fragilidade da vida humana está lá, assim como o seu espírito conquistador.


Como preparação, Petit reproduziu a experiência das torres em França, com um arame do mesmo comprimento, e analisando um modelo à escala para determinar a melhor forma de prender o arame e os seus suportes, simulando a instabilidade e torção a que o arame estaria sujeito à altura de cerca de 411,5 metros. Mas faltava ainda um plano para conseguir subir ao mesmo tempo ao topo de cada uma das torres, acima do nível dos andares já finalizados, passando pela segurança com todo o material e sem levantar suspeitas e conseguir fazer atravessar o arame entre os dois edifícios. Como um assalto ao banco, foram precisas identificações falsas, conseguidas através de um executivo que trabalhava numa das torres e que – como nós durante o filme –, de deixou fascinar por este feito ambicioso e perigoso (mas se realizável, que glorioso!).


“Man on Wire” é um filme sobre os sonhos impossíveis. Como diz Petit: “Sabemos que é impossível, claro. Por isso vamos começar a trabalhar.”. No contexto do escândalo do Watergate e da Guerra do Vietname, este homem personificava a sede de viver, os riscos e as recompensas de investir com a força humana em algo belo. Petit sabia que se não o tentasse a sua vida seria um falhanço.


Contra todas as probabilidades, o plano funcionou. Aquele arame materializa, literalmente, a linha entre a vida e morte. Flutuando no espaço, é um momento belíssimo ("the artistic crime of the century”), um desafio quase divino suplantado pela coragem (ou pela falta de medo...) de um homem. Os assistentes de Petit puderam finalmente descansar do seu receio de serem acusados de homicídio involuntário. De cada um dos lados do arame, polícias aguardavam, estupefactos, perante um instante único. Philippe Petit foi detido e considerado culpado: por perturbar a paz.






CITAÇÕES:


“It's impossible, that's sure. So let's start working.”
PHILIPPE PETIT


“If I die, what a beautiful death!”
PHILIPPE PETIT


“There is no why.”
PHILIPPE PETIT


“To me, it's really so simple, that life should be lived on the edge. You have to exercise rebellion. To refuse to tape yourself to the rules, to refuse your own success, to refuse to repeat yourself, to see every day, every year, every idea as a true challenge. Then you will live your life on the tightrope.”
PHILIPPE PETIT






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Sexta-feira, 13 de Março de 2009
ansiedad



 




 



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Quarta-feira, 11 de Março de 2009
Religulous ***1/2

Realização: Larry Charles. Género: Documentário. Nacionalidade: EUA, 2008.





“Religulous” é, como o próprio nome indica (religious + ridiculous), um filme de opinião, parcial e desequilibrado. Mas nem por isso deixa de ser uma refrescante e incrédula viagem, mascarada de humor e sarcasmo, em busca da conhecimento. O anfitrião é Bill Maher, também argumentista, um comediante filho de mãe judia e pai católico, e que, tendo sido criado como católico até aos 13 anos, altura em que o seu pai deixou de ir à missa, é agora um dedicado advogado da “dúvida”.


Maher começa por salientar que 16% dos habitantes dos EUA são não-religiosos, uma percentagem superior a muitas outras minorias, mas que não se faz ouvir nem social nem politicamente. O objectivo de “Religulous” é, essencialmente, motivar estes 16% a assumirem-se antes que seja tarde de mais e o mundo se auto-destrua com base em disputas religiosas que fomentam a injustiça, a intolerância, o conflito e a violência.


Além da visita a locais santos em Itália e Israel, Maher viaja até ao Reino Unido, Flórida, Missouri e Utah e fala com cristãos, evangelistas, judeus, muçulmanos e mórmones (em Londres mascara-se de Cientologista para pregar no Speakers' Corner do Hyde Park). Maher não chega a abordar o hinduísmo ou budismo, mas certamente terá também muito a protestar sobre eles.


Maher está pronto para um confronto argumentativo e não dá tréguas aos seus entrevistados. Inteligente, perspicaz e com sentido de humor, ele não engana os seus “adversários”. As suas perguntas são directas, mas ele não os deixa fugir dos argumentos lógicos, interrompendo-os se for preciso. Respostas conduzem a novas perguntas e Maher conduz os seus entrevistados exactamente para onde quer: o silêncio. A todo o momento espera-se que alguém lhe bata pelas coisas que ele diz ou pela forma como põe em causa as suas mais profundas crenças. Alguns deles zangam-se, mas a maioria cala-se, educadamente, recusando seguir em frente quando Maher os obriga a um olhar objectivo sobre a sua fé.


Para dar mais força à sua tese, Maher não procurou extremistas, preferiu focar pessoas normais e inteligentes que diferem dele por acreditarem em algo que Maher pensa ser uma loucura fantasiosa. Maher é irónico, mas se algumas das pessoas que ele entrevista acaba por sair ridicularizada, a sua quota de culpa é pequena.


Do outro lado da câmara está Larry Charles (“Borat”), colando legendas nalgumas conversas e inserindo imagens que, não manipulando, servem – na mouche – o propósito de comic relief. A ágil montagem vai num crescendo de episódios caricatos, onde o factor surpresa funciona como amplificador. Saliento apenas a lucidez dos dois padres católicos americanos que vivem no Vaticano, os primeiros a defender que a Bíblia e os Evangelhos são escritos pejados de metáforas, por um lado, e localizados num tempo e num espaço devido, por outro.


Pena é que a essência universal das mensagens religiosas, independentemente da religião esta pode ser resumida à caridade e ao amor pelo próximo, seja posta em perigo simplesmente porque as instituições que as regem se recusam a acompanhar a evolução desse mesmo Homem. Em vez disso, na prática do dia-a-dia os valores religiosos apregoados parecem esquecidos. É essa injustiça e intolerância que preocupam Maher (com uma leve passagem pela temática do terrorismo).


Tartamudeando e sem argumentos, a religião não suporta a discussão racional que Maher pretende. Porque a religião está para além do concreto, é abstracta e emocional. “Religulous” poderá criar alguma controvérsia, mas não conversões. Os fiéis continuarão a sê-lo, seja por devoção seja pela aceitação inquestionada do dogma. Os não-crentes, a quem o filme é dirigido, verão as suas ideias reforçadas. Haverá também aqueles que, querendo acreditar num deus justo, com compaixão e amor, parecem não ter grandes hipóteses.


Com momentos verdadeiramente arrojados, outros totalmente bizarros, “Religulous” é um dos filmes mais divertidos dos últimos tempos. O mau comportamento de Maher pode até ser criticável, mas mentiria se dissesse que não me arrancou uma boa dose de gargalhadas.






CITAÇÕES:


“Faith means making a virtue out of not thinking. It's nothing to brag about. And those who preach faith and enable and elevate it are intellectual slave holders, keeping mankind in a bondage to fantasy and nonsense that has spawned and justified so much lunacy and destruction.”
BILL MAHER


“Religion is dangerous because it allows human beings who don't have all the answers to think that they do. Most people would think it's wonderful when someone says, 'I'm willing Lord, I'll do whatever you want me to do.' Except that since there are no gods actually talking to us, that void is filled in by people with their own corruptions and limitations and agendas.”
BILL MAHER


“Gay Muslim activists. That is a very rare job description. You guys have big ones.”
BILL MAHER


“You don't have to pass an IQ test to be in the Senate.”
MARK PRYOR


“The only appropriate attitude for man to have about the big questions, is not the arrogant certitude that is the hallmark of religion, but doubt. Doubt is humble and that is what man needs to be, considering that human history is just a litany of getting shit dead wrong.”
BILL MAHER


“Anyone who tells you that they know, they just know what happens when you die, I promise you, you don't. How can I be so sure? Because I don't know and you do not possess mental powers that I do not.”
BILL MAHER


“Rev. Jeremiah Cummings – The people want you to live well.
Bill Maher – That's what pimps say about their women.”

“We learned to precipitate mass death before we got over the neurological disorder of wishing for it.”
BILL MAHER


“Rational people, anti-religious, must end their timidity and come out of the closet and assert themselves. And those who consider themselves only moderately religious really need to look in the mirror and realize that the solace and comfort that religion brings you actually comes at a terrible price.”
BILL MAHER


“If you belonged to a political party or a social club that was tied to as much bigotry, misogyny, homophobia, violence and sheer ignorance as religion is, you'd resign in protest. To do otherwise is to be an enabler...”
BILL MAHER






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Terça-feira, 10 de Março de 2009
Watchmen ***

Realização: Zack Snyder. Elenco: Malin Akerman, Billy Crudup, Matthew Goode, Jackie Earle Haley, Jeffrey Dean Morgan, Patrick Wilson, Carla Gugino, Matt Frewer, Stephen McHattie. Nacionalidade: Reino Unido / EUA / Canadá, 2009.





Deixem-me adiantar que não li a banda desenhada de Dave Gibbons e Alan Moore, mas tenho-a lá em casa, em conjunto com um fã que me está a instigar a tratar disso o mais brevemente possível.


“Watchmen”, o filme, é necessariamente uma experiência visual, que o argumento de David Hayter e Alex Tse e a realização de Zack Snyder (“300”) consideraram com grande seriedade.


Em 1985, numa América alternativa, a guerra do Vietname é ganha pelos americanos, Richard Nixon cumpre um hipotético terceiro mandato e a guerra fria parece não ter fim à vista. Uma directiva governamental vem tornar ilegal a actividade dos super-heróis. Não que o grupo de vingadores mascarados conhecido como Watchmen seja um perigo para a sociedade, uma vez que todos os seus elementos se encontram retirados da sua actividade de combate ao crime.


Até ao momento em que um seu antigo membro, The Comedian ou Edward Blake (Jeffrey Dean Morgan), é assassinado, levantando uma ameaça sobre todos os outros que preocupa especialmente Rorshach ou Walter Kovacs (Jackie Earl Haley), um homem dedicado à sua missão sem compromissos nem cedências. Decidido a descobrir o assassino, ele começa por avisar os seus anteriores companheiros, Nite Owl ou Dan Dreiberg (Patrick Wilson), um homem isolado do mundo pela mestria com a tecnologia, e Ozymandias ou Adrian Veidt (Matthew Goode), o homem mais inteligente do mundo que montou um enorme negócio em torno da sua identidade de super-herói.


Do antigo grupo faz ainda parte o Dr. Manhattan (Billy Crudup), um homem que vive fora do espaço e do tempo, empregado pelo governo americano para, através da manipulação de partículas conter a cada vez mais provável ameaça de destruição nuclear. Num processo de distanciamento cada vez maior, a sua única ligação à humanidade, seu lado está Silk Spectre II ou Laurie Jupiter (Malin Akerman) que vive na sombra da herança familiar – a sua mãe era a original Silk Spectre (Carla Gugino) dos idos anos 40.


Desconstruindo o super-herói, “Watchmen” está preocupado com o ser humano. Estes são simples homens e mulheres que, apesar de se verem impotentes perante a maldade e sujidade do mundo, se mascaram para combater o crime. À excepção do Dr. Manhattan, o único com super-poderes, todos eles fazem uso dos seus talentos naturais, que trazem consigo qualidades, falhas e contradições humanas. Numa sociedade sem esperança e no seio de uma falência moral, eles estão destinados a ajudar a humanidade, ainda que cada um deles tenha uma visão diferente sob a forma correcta de o fazer.


Apesar da sua longa duração, “Watchmen” parece apenas aflorar estes universos individuais, já para não falar nas narrativas que tiveram de ser descartadas. No entanto, a história mantém-se consistente até ao final (tremo de pensar na tentação da sequela, ainda que o final não deixe clara – certamente não necessária – essa eventualidade).


Do ponto de vista visual, “Watchmen” tem uma extrema atenção ao detalhe. Dos fatos de capas, botas, luvas e máscaras (a de Rorschach – a sua identidade – é simplesmente maravilhosa), ao som e aos planos soberbamente construídos, é evocada a experiência de ler uma banda desenhada, chegando mesmo a haver uma fiel reprodução de algumas vinhetas. Surpreende, pois, que a caracterização seja tão fraca, prejudicando o papel de Carla Gugino e tornando ridículo o enorme nariz de Nixon.


“Watchmen” é uma obra ambiciosa e arriscada, porque parte de uma fonte densa e complexa. Através de flashbacks, o quadro de cada personagem vai-se alargando, percebemos de onde vêm e o que os motiva. Conseguimos ligar-nos a Dan e à sua falta de propósito e direcção desde que se “reformou”, à insatisfação afectiva de Laurie, sofremos com a dura perda de humanidade de Dr. Manhattan e revoltamo-nos perante as coisas que Rorschach viu e sofreu. São estas personagens, cuja força é correspondida com muito competentes interpretações (destaco Jackie Earle Haley como Rorschach), e os seus impossíveis dilemas que tornam “Watchmen” uma fábula brutal e filosófica.


Venha o livro!








CITAÇÕES:


“Adrian Veidt — It doesn't take a genius to see the world has problems.
Edward Blake — No, but it takes a room full of morons to think they're small enough for them to handle.”
MATTHEW GOODE (Adrian Veidt) e JEFFREY DEAN MORGAN (Edward Blake)


“You people don't understand. I'm not locked in here with you, you're locked in here with me!”
JACKIE EARLE HALEY (Rorschach)


“What, in life, does not deserve celebrating?”
MATTHEW GOODE (Adrian Veidt)






realizado por Rita às 22:26
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Domingo, 8 de Março de 2009
Valkyrie **1/2

Realização: Bryan Singer. Elenco: Tom Cruise, Kenneth Branagh, Bill Nighy, Tom Wilkinson, Carice van Houten, Thomas Kretschmann, Terence Stamp, Eddie Izzard, Kevin McNally, Christian Berkel. Nacionalidade: EUA / Alemanha, 2008.





A 20 de Julho de 1944, Hitler sofreu um atentado à bomba do qual saiu ileso. “Valkyrie” é a história da conspiração de um grupo de oficiais alemães em profundo desacordo com o caminho que o III Reich estava a levar. Convencidos de que, após a invasão da Normandia a guerra estava definitivamente perdida para os Aliados, esta seria a única forma de poupar vidas civis e militares e limpar a cara de uma Alemanha que seria alvo das maiores repressões internacionais. Conscientes de estarem a praticar alta traição e com elevado risco de morte, a possibilidade de insucesso era de diminuta importância perante a necessidade de fazer saber ao mundo que nem todos os alemães apoiavam Hitler.


No centro deste golpe estava o Coronel Claus von Stauffenberg (Tom Cruise), introduzido pelo Major-General Henning von Tresckow (Kenneth Branagh) – perpetrador de um anterior e falhado atentado – a um círculo de objectores de consciência onde se incluía o General Friedrich Olbricht (Bill Nighy) e o reformado General Ludwig Beck (Terence Stamp).


A operação de conspiração aproveitava o Plano Valkyrie de defesa de Berlim em caso de ataque pelos Aliados. Para defesa da cidade em caso de invasão era mantido um Exército de Reserva. A ideia era assassinar Hitler ao mesmo tempo que se accionava este Exército, ordenando a imobilização das SS para manter a estabilidade. Em resultado, seria estabelecido um novo governo encabeçado por estes oficiais e poderia dar-se início a uma conversação com os Aliados. Um plano que quase resultou: até ser recebida a notícia de que Hitler afinal tinha escapado do ataque e estava vivo. Deste fracasso resultaram 700 detenções e 200 execuções.


Uma vez que é do conhecimento público a sobrevivência de Hitler, o importante em “Valkyrie” é ilustrar o planeamento e a execução a do golpe, bem como as motivações de quem nele esteve envolvido. O argumento de Christopher McQuarrie e Nathan Alexander tem o cuidado de nos apresentar aos principais intervenientes, distingui-los e explicar os seus papéis no âmbito do plano. Mas a realização de Bryan Singer torna esta apresentação demasiado rápida, contingência que é compensada pelo facto de a maioria deles serem actores de renome, tornando, por isso, relativamente fácil a sua diferenciação.


“Valkyrie” é um filme muito bem compassado, com toda a tensão e suspense exigíveis de um thriller. A mão de Singer (“The Usual Suspects”, “X-Men”), aqui num registo menos “especial”, faz-se notar em alguns planos muito bons e sequências muito bem construídas.


No campo das interpretações Tom Cruise está bem, mas, sem se fundir com o papel, está longe de excepcional. Quer ele, quer o bom conjunto de secundários (com a particularidade de todos manterem os seus respectivos sotaques) incorporam as qualidades reservadas e estóicas que se supõe destes homens. O que torna algo estranha a falta de subtileza na expressão do seu desprezo por Hitler.


“Valkyrie” peca por alguma dispersão, nomeadamente as cenas entre Stauffenberg e a sua mulher (Carice van Houten), motivadas possivelmente pela construção de carácter mas totalmente dispensáveis. A própria personagem de Kenneth Branagh que surge no início de filme, desaparece subitamente e volta a reaparecer no final parece evidenciar grandes compromissos da sala de montagem.


A quase não referência ao genocídio dos judeus, faz-nos questionar os motivos deste homens para a sua acção contra o Führer. Independentemente disso, eles deram a vida para livrarem o mundo de um monstro. “Valkyrie” mostra-nos esses outros alemães, por muitos desconhecidos. E este permanece como mais um “e se...” da História.






CITAÇÕES:


“I'm a soldier, but in serving my country, I have betrayed my conscience.”
TOM CRUISE (Cor. Claus von Stauffenberg)






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Quinta-feira, 5 de Março de 2009
anxiety







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Quarta-feira, 4 de Março de 2009
The Boy in the Striped Pyjamas **1/2

Realização: Mark Herman. Elenco: Asa Butterfield, Jack Scanlon, Amber Beattie, David Thewlis, Vera Farmiga, Richard Johnson, Sheila Hancock, Rupert Friend, David Hayman. Jim Norton, Cara Horgan. Nacionalidade: Reino Unido / EUA, 2008.





Não canso de me perguntar porque é que o livro de 2006 de John Boyne é vendido na secção juvenil das livrarias. Se a escrita é acessível, a temática é das mais duras. A leitura, na minha opinião um dos incontornáveis dos últimos tempos a par d’O Leitor e de Reservation Road, deverá ser feita na versão inglesa, para devido desfrute, sabendo o menos possível sobre a história (por isso, se tenciona ler o livro, pare de ler aqui).


Bruno (Asa Butterfield) é um rapaz de 9 anos, forçado a deixar Berlim e os seus melhores amigos, em resultado de uma promoção do seu pai (David Thewlis), um comandante alemão, que força toda a família a deslocar-se para o campo. Do lado de fora da nova casa, Bruno vê uma grande quinta gradeada onde todos os camponeses usam pijamas às riscas. É com inveja que ele vê outras crianças com quem poderia brincar, se a mãe (Vera Farmiga) não o tivesse restringido ao pequeno jardim da casa e à companhia da irmã mais velha Gretel (Amber Beattie). Impelido pelo aborrecimento e curiosidade, um dia Bruno acaba por se afastar até ao gradeamento, onde encontra Shmuel (Jack Scanlon), um rapaz também da sua idade vestindo o tal pijama às riscas. Entre os dois rapazes forma-se uma improvável amizade, motivada por diferentes necessidades, nenhum dos dois com uma compreensão real da situação que estão a viver.


A contra-capa do livro oculta deliberadamente o seu conteúdo, baseado na sugestão e em mecanismos literários impossíveis de replicar no cinema. Felizmente, o argumento de Mark Herman não tenta recorrer aos mesmos truques, porque falharia redondamente. Dessa forma, o filme não pode deixar de revelar muito mais cedo do que o livro a dimensão real da história. Talvez movido por um propósito comercial e de público-alvo, alguns episódios e algum do diálogo entre os dois rapazes são eliminados. O ponto de vista de Bruno é reforçado, em contraponto a um narrador, e a personagem do pai de Bruno vê a sua autoridade atenuada.


“The Boy in the Striped Pyjamas” (filme e livro) está marcado por uma ingenuidade alarmante. A ironia apenas enfatizando a atrocidade. Entre o dever militar e o dever familiar, Bruno tenta conjugar duas imagens opostas do seu pai. Entre a inocência e a violência, imergido em confusão e a dúvida, Bruno terá de conjugar duas imagens de si mesmo: a do amigo e a do cobarde que nega essa mesma amizade.


“The Boy in the Striped Pyjamas” conta com interpretações genuínas por parte dos dois jovens e inexperientes protagonistas. E, comparações à parte, “The Boy in the Striped Pyjamas” está competentemente realizado, ainda que não possua nenhum particular rasgo de originalidade.


Pergunto-me se “The Boy in the Striped Pyjamas” (filme e livro) servirá o propósito de ajudar os pais a explicarem aos filhos um dos momentos mais trágicos da História. Mas não posso deixar de apreciar a subtileza com que prova a impossibilidade do ódio quando o indivíduo concreto se sobrepõe a uma ridícula e abstracta categorização.






realizado por Rita às 00:26
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009
The Wrestler ****1/2

Realização: Darren Aronofsky. Elenco: Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Mark Margolis, Todd Barry, Wass Stevens, Judah Friedlander, Ernest Miller. Nacionalidade: EUA / França, 2008.





Sem o experimentalismo visual que marca a obra de Darren Aronofsky – “Pi”, “Requiem For A Dream”, “The Fountain”“The Wrestler” tem toda a sua característica complexidade emocional, reforçada por uma extrema simplicidade e crueza.


Randy Robinson (Mickey Rourke) está longe da glória dos nos 80, quando a sua alcunha 'The Ram' enchia ringues no circuito profissional de wrestling. Hoje ele está limitado a encontros mal pagos em pequenos centros comunitários, sessões de autógrafos em ginásio de escolas, ou à compra de utensílios para o seu número em lojas dos 300. O seu trabalho a tempo parcial num supermercado mal lhe dando para pagar a renda do atrelado onde vive.


Tirando a camaradagem superficial dos seus colegas de profissão, Randy é um homem solitário, cuja dedicação profissional destruiu tudo e todas as relações ao seu redor. O seu corpo é um espelho da sua derrota. O ringue é o único sítio onde ele não se sente perdido e sozinho. Numa mistura de necessidade e orgulho, ele não tem outra saída se não continuar a fazer a única coisa que sabe fazer. Quando um ataque cardíaco vem colocar a sua vida sob uma nova perspectiva, Randy tenta recuperar a sua relação com a filha Stephanie (Evan Rachel Wood) e, pelo caminho, construir uma nova relação com a stripper Cassidy (Marisa Tomei).


Aronofsky está enfeitiçado pela personagem, pelo actor ou, muito possivelmente, por ambos e consegue de Rourke uma interpretação mágica de força e de intimismo. Mickey Rourke É Randy "The Ram" Robinson, física e emocionalmente. A sua realidade (de ruína e tentativa de redenção, com uma passagem pelo mundo do boxe profissional) confundindo-se com a ficção do argumento de Robert D. Siegel. Apesar da sua aparição em “Sin City”, este é o seu regresso. E, para que não fiquemos com dúvidas, neste papel sobre um regresso ele é físico e visceral, e simultaneamente, calmo e poderosamente triste.


Num mundo onde o sexo e a violência são bens comerciáveis, Randy e Cassidy dão aos “espectadores” o que eles querem, no ringue ou no palco. Na pele carregam as suas memórias e os seus erros, ele nas cicatrizes, ela nas tatuagens. Mas quando se fala de corpo, o tempo não tem misericórdia (as feições de Rourke, deturpadas já pelo botox e que tais é reflexo disso mesmo).


Marisa Tomei contraria esta tendência, melhorando a cada novo filme e com cada peça de roupa de a menos. Uma nota (muito) especial para Evan Rachel Wood que, sem contexto à frente do ecrã, consegue conferir uma intensidade impressionante às suas cenas.


“The Wrestler” é um olhar desde dentro para o mundo do wrestling nos circuitos de menor calibre (haverá quem diga que isso era antes e não agora, mas eu mantenho algum cepticismo). O planeamento a que as lutas estão sujeitas não impede nem a dor nem o sangue, faz apenas com que os lutadores se magoem de uma forma esperada. E, no mundo do espectáculo, vale tudo.


Randy é um homem que compreende os seus erros, mas que não sabe como corrigi-los. Um novo trabalho é a possibilidade de alguma forma de futuro. E talvez consiga ser o pai que nunca foi e talvez possa, finalmente, ser amado. Para ilustrar essa janela de oportunidade, Aronofsky oferece-nos uma das cenas mais belas dos últimos tempos: Randy desloca-se do balneário para a sua nova tarefa na charcutaria do supermercado, em fundo ouve-se a multidão e, de repente, é como se estivesse a entrar num ringue.


Desengane-se quem pensa que este filme é sobre wrestling. A condição humana é transversal. E, por entre murros, cabeçadas e golpes acrobáticos, este filme sussurra-nos ao ouvido o próximo movimento da luta.






CITAÇÕES:


“I just want to say to you all tonight I'm very grateful to be here. A lot of people told me that I'd never wrestle again and that's all I do. You know, if you live hard and play hard and you burn the candle at both ends, you pay the price for it. You know in this life you can loose everything you love, everything that loves you. Now I don't hear as good as I used to and I forget stuff and I aint as pretty as I used to be but god damn it I'm still standing here and I'm The Ram. As times goes by, as times goes by, they say "he's washed up", "he's finished" , "he's a loser", "he's all through". You know what? The only one that's going to tell me when I'm through doing my thing is you people here.”
MICKEY ROURKE (Randy 'The Ram' Robinson)






realizado por Rita às 23:08
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Cinefools
RITA, MIGUEL, SÉRGIO, NUNO,
VASCO, LUÍS,
efeitos visuais por S.
Citação

“When morals decline and good men do nothing evil flourishes.”
LEONARDO DICAPRIO (J. Edgar Hoover) in J. EDGAR, de Clitn Eastwood
Banda sonora

PILEDRIVER WALTZ – Alex Turner
in “Submarine” de Richard Ayoade (2010)
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