CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA
Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2008
How To Lose Friends & Alienate People *


 

Realização: Robert B. Weide. Elenco: Simon Pegg, Kirsten Dunst, Jeff Bridges, Danny Huston, Gillian Anderson, Megan Fox, Miriam Margolyes. Nacionalidade: Reino Unido, 2008.



 



 

Sidney Young (Simon Pegg) é um jornalista que, desde sua casa, gere a pequena revista Post-Modern Post, brandindo a espada da verdade sem medo das consequências, como se fosse um herói povo. Arranjando as mais diversas artimanhas, Sidney infiltra-se nas festas de celebridades, para logo a seguir as denegrir nas páginas da sua publicação. Incapaz de criar empatia com quem quer que seja e alvo de constantes humilhações, Sidney consegue, no entanto, impressionar o editor americano Clayton Harding (Jeff Bridges), que lhe oferece um emprego na sua famosa revista Sharp's. A personalidade agressiva de Sidney não se atenua do outro lado do oceano e a única pessoa capaz de o tolerar é a sua colega Alison (Kirsten Dunst). Profissionalmente, Sidney está decidido em manter a sua neutralidade e acidez, mas envergonhado até à submissão às mãos da poderosa publicista Eleanor Johnson (Gillian Anderson), rapidamente se dá conta de que o “sistema” tem aliciantes que nem ele consegue resistir. Um deles é a mais recente starlet Sophie (Megan Fox).


 

Baseado nas memórias do jornalista britânico Toby Young e na sua tumultuosa experiência laboral na revista Vanity Fair, “How to Lose Friends & Alienate People” incorpora a mesma superficialidade do mundo de celebridade que retrata. Linhas narrativas que vão surgindo vão sendo abruptamente abandonadas e um humor negro (só ocasionalmente cómico) ao qual o argumento de Peter Straughan não soube dar a necessária anarquia.


 

Simon Pegg beneficia de uma grande expressividade cómica, mas o dilema entre manter a sua dignidade e resignar-se a uma vida de pobreza ou vender-se por uma vida de luxos parece nunca surgir na mente da sua personagem.


 

Sem sequer abordar a raiz do fascínio da “celebridade” que nos faz querer olhar e aproximar, o realizador Robert B. Weide limitou-se a uma redundante previsibilidade. Num olhar que se gostaria crítico, “How to Lose Friends & Alienate People” é apenas inconsequente.




 



realizado por Rita às 00:12
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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008
Son of Rambow ****

Realização: Garth Jennings. Elenco: Bill Milner, Will Poulter, Jules Sitruk, Jessica Stevenson, Neil Dudgeon, Ed Westwick, Anna Wing, Tallulah Evans. Nacionalidade: França / Reino Unido / Alemanha, 2007.





Depois de “The Hitchhiker's Guide to the Galaxy”, Garth Jennings dá-nos um filme sobre a infância, onde a imaginação e o divertimento são os únicos escudos para fazer face às realidades do crescimento. “Son of Rambow” é uma viagem nostálgica ao Reino Unido dos anos 80, onde cada nova moda criava um novo ídolo e quando o cinema tinha a capacidade de criar revelações quase religiosas.


Will Proudfoot (Bill Milner) é um rapaz de 10 anos membro de uma seita religiosa evangelista que não vê com bons olhos a relação com membros fora da irmandade e proíbe todas as formas de entretenimento moderno, da música ao cinema. Will passa os dias refugiado na arrecadação do seu pai ausente, deixando a sua imaginação divagar em coloridos desenhos nas páginas da sua bíblia. Will é marginalizado na escola e, por outras razões, o mesmo acontece com o rebelde Lee Carter (Will Poulter), mais interessado em usar a câmara de filmar do irmão mais velho (Ed Westwick) para fazer uma versão do filme de Rambo “First Blood” e concorrer a um concurso de televisão do que em tomar atenção nas aulas. Depois de ter poupado Will a um castigo da directora, Lee cobra a ajuda de Will para realizar o filme. Quando, por acidente, Will vê a cópia pirata que Lee fez de “First Blood”, a sua imaginação galopante leva-o a assumir na pele a personagem do filho de Rambo (ou melhor, Rambow, com o sotaque americano). De repente, Lee e Will são dois rapazes com uma missão e nada se vai interpor no seu caminho.


Will usa o filme para escapar às regras restritas a que está sujeito, enquanto Lee o usa exactamente para o contrário, para se auto-impor a disciplina de que os seus pais abdicaram. Os desafios que a concretização do filme lhes coloca são enfrentados com limitados recursos mas inesgotável entusiasmo. Mas quando a aventura começa a sair do controlo de Lee e Will (dois excelentes protagonistas não profissionais) e novos elementos entram na equipa sob a liderança do estudante francês Didier (Jules Sitruk), a amizade dos dois jovens é posta à prova.


É ao crescer que se aprende a fazer escolhas, a abdicar. Com o seu filme caseiro, Lee e Will juntam-se, com responsabilidade, em torno do propósito comum de contar uma história, usando a sua paixão pela arte como motor (neste afecto “Son of Rambow” assemelha-se bastante ao filme “Be Kind Rewind” de Michel Gondry).


O argumentista-realizador Garth Jennings tem um olho clínico no que diz respeito à forma como as crianças se tratam umas às outras: a necessidade de identificação, a crueldade nessa busca. Com imensa criatividade e uma ingenuidade quase infantil ele explora as imensas possibilidades de um simples recinto abandonado, como se fosse ele parte também daquele grupo de crianças. Jennings tem também o mérito da contenção: os disparates destes jovens são tontos mas nunca ridículos. Jennings recorre ainda a excertos de animação em passagens oníricas. Porque só na infância os sonhos se mantêm ainda a salvo da poluição do cinismo.


Dificilmente “Son of Rambow” será um filme apreciado por crianças, pela sua excentricidade, mas sobretudo porque grande parte da sua riqueza vem de um universo com o qual eles não conseguirão identificar-se. Mas para muitos, onde eu me incluo, “Son of Rambow” é um tocante passeio às referências impolutas da infância.






CLOSE TO ME
The Cure

I've waited hours for this
I've made myself so sick
I wish i'd stayed asleep today
I never thought that this day would end
I never thought that tonight could ever be
This close to me
Just try to see in the dark
Just try to make it work
To feel the fear before you're here
I make the shapes come much too close
I pull my eyes out
Hold my breath
And wait until I shake

But if I had your faith
Then I could make it safe and clean
If only I was sure
That my head on the door was a dream

I've waited hours for this
I've made myself so sick
I wish I'd stayed asleep today
I never thought that this day would end
I never thought that tonight could ever be
This close to me

But if I had your face
I could make it safe and clean
If only I was sure
That my head on the door
Was a dream






realizado por Rita às 01:48
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Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
Caos Calmo ***1/2

Realização: Antonello Grimaldi. Elenco: Nanni Moretti, Valeria Golino, Isabella Ferrari, Alessandro Gassman, Hippolyte Girardot, Blu Yoshimi, Kasia Smutniak, Denis Podalydès, Charles Berling, Silvio Orlando. Nacionalidade: Itália / Reino Unido, 2008.





Pietro Paladini (Nanni Moretti) e o seu irmão mais novo Carlo (Alessandro Gassman) interrompem o seu jogo de raquetas na praia para salvar duas mulheres de se afogarem. Ao regressarem a casa, dissertam sobre a indiferença das outras pessoas ao incidente e ao salvamento. Ao chegar a casa, Pietro depara-se com a morte acidental da sua mulher e o terror da sua filha Claudia (Blu Yoshimi), de 10 anos. No primeiro dia do regresso às aulas de Claudia, Pietro decide esperar por ela até ao final do dia na praceta em frente à escola. A sua empresa depara-se com a perspectiva de uma grande fusão, mas Pietro prefere passar os dias sentado no banco com vista para a sala de aula de Claudia. Calmamente, ele vai observando os rituais da praceta, recebendo as visitas do seu irmão, da sua cunhada Marta (Valeria Golino) e dos seus colegas de trabalho (Hippolyte Girardot, Denis Podalydès, Charles Berling).


Em conjunto com Laura Paolucci e Francesco Piccolo (“Il Caimano”), Nanni Moretti adaptou o livro de Sandro Veronesi, preferindo desta vez abdicar da responsabilidade da realização para se poder dedicar despreocupadamente a uma personagem surpreendentemente adequada è persona a que Moretti nos tem habituado. Na cadeira de realizador, Antonello Grimaldi tem apenas a falha de um desnecessário flashback a Veneza.


“Caos Calmo” define-se no próprio título: sob uma capa de tranquilidade aborda as mais borbulhantes questões associadas à perda e à dor. Como deve um homem reagir à morte da mulher? O que deve fazer para ajudar a sua filha a superar essa morte? O que é “normal”? As emoções que inundam “Caos Calmo” são tão subtis como avassaladoras. Os poderosos laços de afecto que Pietro estabelece com os habituais frequentadores da praça (o dono do café, uma rapariga que passeia o cão, um rapaz com síndroma de Down) poderão ser improváveis, mas não impossíveis. E é dessa imprevisibilidade e fragilidade humana de que se fala aqui.


São lançadas algumas questões sobre o passado da sua mulher, mas Pietro decide manter-se na ignorância, guardar a memória (parece-me a mim que por respeito à filha, mais do que qualquer outra coisa). À falta de conseguir encontrar uma ordem que o satisfaça, Pietro ordena itens em listas num acto de abstracção. Mas o que Pietro faz não é tanto ausentar-se do mundo, ele apenas escolhe a parte do mundo que mais lhe importa. Todos os que se aproximam de Pietro procuram sinais da dor, mas todos eles respeitam a sua forma de lidar com o esse caos.


Em “Caos Calmo” há um cuidado extremo com a correcta dimensão das personagens, dando densidade até às mais fugazes aparições . E se Moretti é mais uma vez de uma inegável competência, nem Valeria Golino nem Alessandro Gassman lhe ficam atrás, ela prestes a explodir em cada cena, ele de uma ternura quase incompatível com tanta testosterona.


Pietro volta a encontrar a mulher que o vimos salvar no início do filme, Eleonora (Isabella Ferrari). É entre eles que se desenrola a fogosa cena de sexo que tanto chocou o Vaticano. Se, por um lado, se pode questionar a dimensão da cena (cuja naturalidade é totalmente desarmante), por outro, é ela que marca o momento de libertação de Pietro, a passagem da dor à aceitação. Esteticamente, este acto sexual é idêntico ao acto do salvamento, com a diferença de que agora é Pietro que é salvo.


Não deveria ser precisa uma calamidade para nos fazer parar e olhar o mundo desde a perspectiva certa. As coisas mais simples são, não raras vezes, as mais importantes. Às vezes um abraço diz tudo.






CITAÇÕES:


“Io non sto fermo: io me muovo!”
NANNI MORETTI (Pietro)






realizado por Rita às 21:55
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Domingo, 28 de Dezembro de 2008
Frase do ano




“Religion is far more of a choice than homosexuality.”

JON STEWART



Frase do ano (ii)


“Semantics is cold comfort when it comes to humanity.”

ibidem






realizado por Rita às 19:28
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Sábado, 27 de Dezembro de 2008
I, Lucifer



Deus dá a Lúcifer uma última hipótese de redenção: durante um mês ele ocupará o corpo de Declan Gunn, um escritor suicida. Mas a oportunidade de experimentar todos os excessos ver-se-á frustrada por essa contingência tão humana que são os sentimentos.


Com um sarcasmo irresistível, Glen Duncan conta a História do ponto de vista do diabo.


Adaptado para o grande ecrã por Dan Harris e Michael Dougherty, “I, Lucifer” será protagonizado por Daniel Craig no papel de Lúcifer e Ewan McGregor no de Declan Gunn (um óbvio anagrama do nome do autor).


A estreia está prevista para 2009.






realizado por Rita às 12:04
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Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008
Prenda

este:




antes deste:







realizado por Rita às 20:10
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Terça-feira, 23 de Dezembro de 2008
Os melhores de 2008


Porque foi um ano cheio de coisas boas.





filmes


fevereiro
THE ASSASSINATION OF JESSE JAMES BY THE COWARD ROBERT FORD, de Andrew Dominik
THE DARJEELING LIMITED, de Wes Anderson
THERE WILL BE BLOOD, de Paul Thomas Anderson
JUNO, de Jason Reitman
MICHAEL CLAYTON, de Tony Gilroy

abril
I’M NOT THERE, de Tood Haynes
YOUTH WITHOUT YOUTH, de Francis Ford Coppola

junho
LA SCONOSCIUTA, de Giuseppe Tornatore

julho
TROPA DE ELITE, de José Padilha

agosto
THE DARK KNIGHT, de Christopher Nolan

outubro
DO OUTRO LADO, de Fatih Akin

novembro
ENTRE LES MURS, de Laurent Cantet

dezembro
HUNGER, de Steve McQueen




séries


drama
DEXTER
IN TREATMENT
LOST
BIG LOVE
HOUSE

comédia
ARRESTED DEVELOPMENT
30 ROCK
CALIFORNICATION



livros


THE SHOCK DOCTRINE, de Naomi Klein
THE CLOSED CIRCLE, de Jonathan Coe
THE LOVELY BONES, DE Alice Sebold
ESTA HISTÓRIA, de Alessandro Baricco
SOBREVIVENTE, de Chuck Palahniuk



álbuns


OKKERVIL RIVER - The Stand Ins (2008)
VAMPIRE WEEKEND - Vampire Weekend (2008)
CHRIS GARNEAU - Music For Tourists (2007)
THE LAST SHADOW PUPPETS - The Age of Understatement (2008)
NEIL HALSTEAD - Oh! Mighty Engine (2008)



concertos


RICHARD HAWLEY @Cine-Teatro António Lamoso, Santa Maria da Feira (23 de Fevereiro)
THE NATIONAL @Aula Magna, Lisboa (11 de Maio)
FEIST @Aula Magna, Lisboa (11 de Junho)
MAGNETIC FIELDS @Aula Magna, Lisboa (26 de Junho)
LEONARD COHEN @Passeio Marítimo de Algés, Lisboa (19 de Julho)






realizado por Rita às 00:22
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Domingo, 21 de Dezembro de 2008
wit for beauty?


Jon Stewart é substituído pelo actor Hugh Jackman na apresentação da próxima cerimónia dos Oscar®, que terá lugar a 22 de Fevereiro de 2009.





A beleza aguenta o primeiro respiro, resta saber se haverá fôlego para o resto.


Suspeito de que se trata de um medo corporativo de palavras. Dos mesmos cuja amoralidade não lhes permite avaliar os seus próprios actos.


Estaremos no sítio do costume para ver (crossing my fingers).






realizado por Rita às 12:30
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Sábado, 20 de Dezembro de 2008
2008: Balanços cá da casa...

 

Balanço audiovisual, pouco convencional e muito pessoal, do ano 08.

Muita coisa ficou de fora. Muitos ficaram no banco dos suplentes, danadinhos para entrarem e fazerem boa figura...

Mas, até ver, estes são os eleitos (sim, porque o ano ainda não acabou e as surpresas continuam a surgir):

 

 

FILMES

 
Hunger
(Nada indicado para anorécticos, recomendado para cinéfilos com C grande e estômago resistente.)
The Dark Knight
(Batman vintage para fanáticos da BD. E já não tem a insossa da Katie Holmes! YES!)
Do outro lado
(O título original é: Auf der anderen Seite. Coisas de alemães turcos! A surpresa do ano!)
Entre les murs
(Ou como os professores portugueses deviam ter levado os putos ao cinema para se reverem no ecrã…)
Be kind rewind
(Voltar a ser criança e sonhar de olhos abertos! Cinema puro!)
 
Em “stand-by” fica o The curious case of Benjamin Button, prontinho para entrar a qualquer momento na lista!
 
 
SÉRIES
 
Dexter
(Ele mata, ele corta, ele retalha, ele limpa, ele casa!)
Os Contemporâneos
(O que é nacional é bom e nem precisa de ser fedorento... A melhor criação televisiva lusitana dos últimos tempos…)
Californication
(25 minutos de gloriosas “tiradas” sobre sexo, amor e a vida)
South Park / Family Guy / American Dad
(Ah e tal, desenhos animados… Sim, mas ninguém tem a coragem de fazer as coisas que eles fazem e gozam!)
 
Há por aqui um House a espreitar, mas esta última temporada ainda não me convenceu totalmente...
 
 
ÁLBUNS
 
Midnight Juggernaughts - Midnight Juggernaughts
(Da terra dos cangurus o disco retro mais futurista do ano! Aahh yaaa!)
The Last Shadow Puppets - The Age Of The Understatement
(Scott Walker-John Barry-The Beatles misturados por 2 talentosos putos ingleses, com uma ajuda canadiana.)
Fleet Foxes - Fleet Foxes
(Miúdos de Seattle com talento de gente grande e clássica. E com a canção do ano: White Winter Hymnal.)
Vampire Weekend - Vampire Weekend
(Mais uns putos americanos, agora de Brooklyn, que foram a África buscar alma para baralhar o rock.)
The Walkmen - You & Me
(Ao quarto álbum, os tipos estão lá! Borrifaram-se para comparações e críticas… Até aprenderam a compor uma valsa!)
 
A tocar repetidamente também anda o Dear Science, dos TV on the Radio... Ah, e também menção honrosa para os MGMT
 
 
CONCERTOS
 
Richard Hawley Santa Maria da Feira
(300 quilómetros para ficar na fila da frente, cadeiras centrais! Concerto único, perfeito perfeitinho!)
Vampire Weekend Optimus Alive
(Mesmo sem me puder mexer muito, o corpo pulou que nem um doido!)
Leonard Cohen Passeio Marítimo de Algés
(É um senhor, carago! É O Senhor!)
The National Aula Magna
(Foi tão bom, tão bom, que acabei nas urgências…)
The Walkmen Teatro Tivoli
(Ele parece Walker, canta como Dylan, berra como se não houvesse amanhã… Eles tocam como ninguém.)
 
Quem também deu um excelente concerto (tendo sido destronado à úlima hora por The Walkmen), foram os Portishead, no Coliseu dos Recreios...

 

 



realizado por Nuno às 00:31
editado por Rita em 19/12/2008 às 23:22
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Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2008
Le Fils de L’Épicier **1/2

Realização: Éric Guirado. Elenco: Nicolas Cazalé, Clotilde Hesme, Daniel Duval, Jeanne Goupil, Stéphan Guérin-Tillié, Lilianne Rovère, Paul Crauchet, Chad Chenouga. Nacionalidade: França, 2007.





10 anos depois de ter saído da terra dos pais para tentar a sua sorte em Paris, Antoine (Nicolas Cazalé) está longe de se sentir realizado: com um emprego que detesta e a vizinha Claire (Clothilde Hesme) que se esquiva ao seu discreto interesse. Após o pai de Antoine (Daniel Duval) sofrer um ataque cardíaco, a mãe (Jeanne Goupil) e o irmão (Stéphan Guérin-Tillié) começam a pressioná-lo para tomar conta da mercearia da família na Provença. Antoine recusa voltar àquilo que abandonou, mas depois de emprestar o dinheiro que lhe restava a Claire, para que ela possa preparar o exame de admissão a uma universidade espanhola, ele fica sem alternativa. Antoine consegue convencer Claire a acompanhá-lo e aproveitar a paz do campo para estudar.


Com a carrinha do pai Antoine faz as rondas que ainda lembra de criança, pelo campo e pela serra. Mas a sua antipatia e falta de paciência para as particularidades dos idosos habitantes da zona revelam-se maus para o negócio. Será Claire, com o seu dom para as relações sociais, que o irá ajudar.


“Le Fils de L’Épicier” é uma viagem de redescoberta num regresso às origens, ao sentido de família e de comunidade. Antoine apercebe-se de que não conhece Claire assim tão bem, mas, sobretudo, dá-se conta de que a sua maior ignorância é para consigo mesmo. O segundo filme de Eric Guirado é guiado com a mesma placidez com que a carrinha vai contornando as encostas bucólicas. Adicionalmente, as honestas interpretações de Nicolas Cazalé e Clothilde Hesme (“Les Amants Réguliers”) transformam “Le Fils de L’Épicier” é um agradável coming of age.


Guirado revela um olhar sensível e sincero sobre as pequenas batalhas do dia-a-dia. Numa clara oposição às impessoais grandes superfícies, o comércio local é um marcado elemento de socialização, em especial num ambiente onde o isolamento e o envelhecimento populacional são crescentes.






realizado por Rita às 01:20
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Chaos Theory **

Realização: Marcos Siega. Elenco: Ryan Reynolds, Emily Mortimer, Stuart Townsend, Sarah Chalke, Mike Erwin. Nacionalidade: EUA, 2007.





Frank Allen (Ryan Reynolds) tem a vida cuidadosamente (ou melhor, obsessivamente) organizada em fichas e num rigoroso calendário que não lhe dá margem de manobra e lhe oferece a tranquilidade de não ter de lidar com o inesperado. Após ter escrito um livro sobre o uso eficiente do tempo, Frank dá palestras “evangélicas” sobre este modo de vida. Tudo corre na perfeição até ao dia em que a sua mulher Susan (Emily Mortimer), em vez de adiantar o relógio 10 minutos para que ele lhe possa fazer um recado, acaba por atrasá-lo 10 minutos, abalando por completo o estruturado dia de Frank.


Este é o começo do desmoronamento de Frank como ele sempre se conheceu. Mas, em vez de abdicar do seu hábito, Frank transforma-o, passando a usar as fichas para escrever as diversas opções que se lhe deparam e escolhendo uma aleatoriamente (nem sempre a melhor ou a mais racional). Decidido a assumir o acaso como um elemento inevitável, Frank ver-se-á obrigado a questionar muito da sua vida no caminho para a verdade última.


O argumento de Daniel Taplitz não é dos mais consistentes, apelando a uma série de coincidências e azares que recaem sobre Frank e que nada têm a ver com o referido atraso de 10 minutos. Além disso, os abundantes clichés (como a mota símbolo de “liberdade”) tiram bastante potencial à história. A realização de Marcos Siega não é particularmente surpreendente, sobretudo tendo em conta a sua mais recente participação na terceira temporada da série televisiva ‘Dexter’.


Existe, no entanto, o esforço de dimensionar correctamente as personagens, especialmente Frank cujo equilibrado papel de pai e marido contrasta com o seu lado mais obsessivo. Ryan Reynolds tem a sua veia cómica bem afinada, mas o seu lado dramático deixa algo a desejar. O mesmo não acontece com a versátil Emily Mortimer, que, de forma sustentada, contrapõe a sua Susan a Frank sem se transformar nunca no seu oposto.


“Chaos Theory” fica além da expectativa lançada pelo seu próprio título quando falha em mostrar a componente orgânica da transformação. O que seriam as consequências naturais da mudança, aqui não passam de uma série de situações forçadas. Fica a ideia de que a verdadeira liberdade é aquela que se alcança quando nos atrevemos a sair de dentro de nós mesmos.






CITAÇÕES:


“Do you have any idea how embarrassing it is to show up late to a lecture on the efficiency use of time?”
RYAN REYNOLDS (Frank)






realizado por Rita às 00:28
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Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
Le Tueur ***

Realização: Cédric Anger. Elenco: Gilbert Melki, Grégoire Colin, Mélanie Laurent, Sophie Cattani, Xavier Beauvois. Nacionalidade: França, 2007.





Dimitri Kopas (Grégoire Colin) é um assassino contratado para uma missão em Paris: matar o homem de negócios Léo Zimmermann (Gilbert Melki). Quando Dimitri visita Léo no seu escritório, ele percebe o que o espera e explica a Dimitri que está prestes a finalizar um investimento que assegurará a vida da sua filha de oito anos. Léo sabe que a Sylvia (Sophie Cattani), a sua mulher, tem um caso com o seu sócio Xavier Franzen (Xavier Beauvois), e não consegue suportar a ideia de Xavier educar a sua filha. Assim, Léo propõe que Dimitri o deixe vivo por mais dois dias para terminar o negócio em troca de colaborar com ele e ser uma vítima fácil. Dimitri aceita o acordo, colocando a filha de Léo sob ameaça, e aproveitando o tempo que lhe sobra para conhecer melhor a jovem modelo Stella (Melanie Laurent).


“Le Tueur” não é exactamente um thriller, é antes um character study sobre, por um lado, o que faz um homem nos seus últimos momentos de vida, e, por outro, o que faz um assassino para matar o tempo.


O argumentista-realizador Cédric Anger, na sua estreia nas longas-metragens, filma com a calma necessária para que percebamos a complexidade das suas personagens, através de acções e decisões que os definem. Ao contrário do quem tem vindo a ser habitual, Paris está particularmente soturna e cinzenta, permitindo-nos concentrar nos indivíduos. Fazendo uso de alguns específicos momentos de humor, o desenrolar da narrativa consegue ser simultaneamente inesperado e inevitável. Nenhum final poderia ser mais satisfatório.


“Le Tueur” conta com duas excelentes interpretações. Gilbert Melki (“La Raison du Plus Faible”, “Très Bien, Merci”) é paranóico e dependente, nervoso e carinhoso, nunca perdendo a sua coerência interna. Grégoire Colin (“Sex is Comedy”, “Voleurs de Chevaux”) é um homem reduzido à sua profissão, tão condicionado a não deixar provas da sua presença que se torna praticamente invisível para si mesmo. É através do olhar de Stella que ele começa a ver a pessoa que quer ser.


Raramente quando olhamos para alguém estamos de facto a VER essa pessoa. A maioria das vezes estamos apenas a vermo-nos a nós mesmos. Os pre-conceitos que reflectimos no outro só são eliminados na presença de uma forte disponibilidade emocional. Por outro lado, é frequentemente preciso um outro olhar, de fora, para percebermos que o limite que nos impusemos não está fixo. É esse o olhar do afecto.






realizado por Rita às 00:25
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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008
Smart People ***

Realização: Noam Murro. Elenco: Dennis Quaid, Sarah Jessica Parker, Thomas Haden Church, Ellen Page, Ashton Holmes, Christine Lahti. Nacionalidade: EUA, 2008.





Lawrence Wetherhold (Dennis Quaid) é um misantropo professor catedrático que julga o mundo do alto do seu intelecto. Indiferente aos seus estudantes, ele vive fechado dentro da sua cabeça, sofrendo ainda a morte da sua mulher. A sua filha Vanessa (Ellen Page) é tão inteligente e infeliz quanto ele, tomando conta do pai para evitar ter de lidar com os seus próprios problemas. Quando Lawrence tem um acidente de carro e é impedido de conduzir durante seis meses, o seu irmão adoptivo Chuck (Thomas Haden Church) arranja maneira de se tornar indispensável assumindo o papel de seu motorista. Chuck é a ovelha negra da família, incapaz de manter um emprego, mas cuja forma de ver a vida vem destruir o status quo da família.


Sem ser brilhante “Smart People” é um filme bem pensado e ocasionalmente divertido sobre pessoas cuja superioridade intelectual está bem longe de ser sinónimo de sabedoria. Mas o argumento de Mark Poirier e a realização de Noam Murro evitam o facilitismo de fazer equivaler personagens inteligentes a indivíduos anti-sociais. Esta é uma família disfuncional, mas os seus elementos não são loucos. Mesmo a morte da mulher de Lawrence não é nunca usada para efeitos melodramáticos, ainda que esteja presente, como todo o sofrimento. E a sua tentativa de uma nova relação (Sarah Jessica Parker, finalmente descolada da irritante Carrie de “Sex and the City”) é feita com um receio realista.


Os actores entregam-se ao texto e subtexto das suas personagens assumindo a sua identidade em todos os detalhes. Ellen Page num registo menos excessivo que em “Juno”, Haden Church num regresso “Sideways”.


Assumir uma atitude de superioridade perante o mundo é meio caminho andado para nunca o conhecer verdadeiramente. Quem sente que tudo o que o rodeia está abaixo do seu merecimento só pode ver-se mergulhado numa imensa frustração. Ser bem sucedido na vida não é o mesmo que ser aclamado ou ganhar muito dinheiro. E saber coisas é, em última instância, menos importante que saber quem somos.






CITAÇÕES:


“Vanessa– How's it feel to be stupid?
Loira – How's it feel to eat lunch alone every day?
Vanessa – It fuckin' sucks.”
ELLEN PAGE (Vanessa)






realizado por Rita às 00:36
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Segunda-feira, 15 de Dezembro de 2008
Le Silence de Lorna **1/2

Realização: Jean-Pierre e Luc Dardenne. Elenco: Arta Dobroshi, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Alban Ukaj, Morgan Marinne, Olivier Gourmet, Anton Yakovlev, Grigori Manoukov. Nacionalidade: França, 2008.





O mais recente filme dos imãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, cujos “Rosetta” e “L’Enfant” receberam a Palma de Ouro em Cannes, é possivelmente o menos hermético de todos, mas é também o menos impactante.


“Le Silence de Lorna” começa por acompanhar o quotidiano de Lorna (Arta Dobroshi), uma jovem imigrante albanesa em Liège. Rapidamente percebemos que o seu casamento com Claudy (Jeremie Renier), viciado em heroína, não passou de uma troca comercial: a compra da nacionalidade. O esquema montado por Fabio (Fabrizio Rongione), tem, no entanto, outro propósito: matar Claudy para que Lorna possa casar com um russo, que adquirirá, por sua vez, a nacionalidade belga. Com o dinheiro do negócio, Lorna pensa abrir um snack bar com o seu namorado Sokol (Alban Ukaj). Claudy decide deixar a droga, tornando-se pesadamente dependente de Lorna nesse processo. Apesar de tentar desprezá-lo, Lorna tenta evitar a sua morte insistindo num divórcio, para que ninguém saia ferido. Bem, ninguém excepto ela.


Sem delongas, os irmãos Dardenne mergulham-nos na vida de Lorna. Diante dos nossos olhos, o puzzle da sua vida vai-se montando, numa cuidada gestão de informação que, mais do que um mecanismo de suspense, reflecte o despertar moral da personagem principal. É esta certa urgência, este desespero, aquilo que mais surpreende face à obra destes realizadores (que, para mim, têm o seu maior triunfo com “Le Fils”).


Mas à semelhanças dos seus outros filmes, também “Le Silence de Lorna” constitui um exame sério das relações humanas, da ética a elas inerente, do despertar para as necessidades do outro, da fragilidade do ser humano, da sua exploração como objecto último do capitalismo.


O que impede que “Le Silence de Lorna” se torne um drama criminal, é a indiferença que existe face ao crime em si. Não interessa saber se Claudy vive ou morre. O que importa é saber como Lorna pode viver consigo mesma e com as suas decisões. O “silêncio” de Lorna pode ser alvo de múltiplas leituras: o silêncio a que se vota o outro, despersonalizando-o, ou o silêncio a que se é votado, num mundo que insiste em ignorar o sofrimento do indivíduo.


Arta Dobroshi (uma parecença espantosa com a actriz Ellen Page) é de uma intensidade calma, quase glacial. Sujeita aos desejos de homens, protege-se com uma falsa dureza. Inescrutável, como é habitual nos protagonistas dos Dardenne. Também esteticamente, eles se mantêm fiéis a si mesmos: a luz natural, o som despido de efeitos, a imagem granulada.


A transformação tem os seus custos, mas os irmãos Dardenne asseguram-nos que é ainda possível acreditar na capacidade de mudança. Salvar o outro pode ser exactamente o mesmo que salvarmo-nos a nós próprios.






realizado por Rita às 01:29
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Sábado, 13 de Dezembro de 2008
o epítome das Boas Festas


faleceu na passada quinta-feira.




BETTIE PAGE
(22 Abril 1923 - 11 Dezembro 2008)




Por aqui, o filme foi directo para DVD.








realizado por Rita às 14:30
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Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2008
66th Golden Globe Awards - nomeados




São já conhecidos os nomeados para a 66ª edição dos Golden Globe Awards. Os vencedores serão divulgados a 11 de Janeiro próximo.


BEST MOTION PICTURE - DRAMA
The Curious Case Of Benjamin Button, de David Fincher
Frost/Nixon, de Ron Howard
The Reader, de Stephen Daldry
Revolutionary Road, de Sam Mendes
Slumdog Millionaire, de Danny Boyle

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - DRAMA
Anne Hathaway por “Rachel Getting Married”
Angelina Jolie por “Changeling”
Meryl Streep por “Doubt”
Kristin Scott Thomas por “I've Loved You So Long”
Kate Winslet por “Revolutionary Road”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - DRAMA
Leonardo DiCaprio por “Revolutionary Road”
Frank Langella por “Frost/Nixon“
Sean Penn por “Milk”
Brad Pitt por “The Curious Case Of Benjamin Button”
Mickey Rourke por “The Wrestler”

BEST MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
Burn After Reading, de Ethan e Joel Coen
Happy-Go-Lucky, de Mike Leigh
In Bruges, de Martin McDonagh
Mamma Mia! , de Phyllida Lloyd
Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
Rebecca Hall por “Vicky Cristina Barcelona”
Sally Hawkins por “Happy-Go-Lucky”
Frances McDormand por “Burn After Reading”
Meryl Streep por “Mamma Mia!”
Emma Thompson por “Last Chance Harvey”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE - MUSICAL OR COMEDY
Javier Bardem por “Vicky Cristina Barcelona”
Colin Farrell por “In Bruges”
James Franco por “Pineapple Express”
Brendan Gleeson por “In Bruges”
Dustin Hoffman por “Last Chance Harvey”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
Amy Adams por “Doubt”
Penélope Cruz por “Vicky Cristina Barcelona”
Viola Davis por “Doubt”
Marisa Tomei por “The Wrestler”
Kate Winslet por “The Reader”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
Tom Cruise por “Tropic Thunder”
Robert Downey Jr. por “Tropic Thunder”
Ralph Fiennes por “The Duchess”
Philip Seymour Hoffman por “Doubt”
Heath Ledger por “The Dark Knight”

BEST DIRECTOR - MOTION PICTURE
Danny Boyle por ”Slumdog Millionaire”
Stephen Daldry por “The Reader”
David Fincher por “The Curious Case Of Benjamin Button”
Ron Howard por “Frost/Nixon”
Sam Mendes por “Revolutionary Road”

BEST SCREENPLAY - MOTION PICTURE
Eric Roth e Robin Swicord por “The Curious Case of Benjamin Button”
John Patrick Shanley por “Doubt”
Peter Morgan por “Frost/Nixon”
David Hare por “The Reader”
Simon Beaufoy por ”Slumdog Millionaire”

BEST ORIGINAL SONG - MOTION PICTURE
I Thought I Lost You – “Bolt”
Once in a Lifetime – “Cadillac Records”
Gran Torino – “Gran Torino”
Down to Earth“WALL•E”
The Wrestler – “The Wrestler”

BEST ORIGINAL SCORE - MOTION PICTURE
Clint Eastwood – “Changeling”
Alexandre Desplat“The Curious Case of Benjamin Button”
James Newton Howard – “Defiance”
Hans Zimmer – “Frost/Nixon”
A.R. Rahman – “Slumdog Millionaire”

BEST ANIMATED FEATURE FILM
Bolt, de Byron Howard e Chris Williams
Kung Fu Panda, de Mark Osborne e John Stevenson
WALL•E, de Andrew Stanton

BEST FOREIGN LANGUAGE FILM
The Baader Meinhof Complex (Alemanha), de Uli Edel
Everlasting Moments (Suécia, Dinamarca), de Jan Troell
Gomorra (Itália), de Matteo Garrone
Il y a Longtemps Que Je T’Aime (França), de Philippe Claudel
Waltz With Bashir (Israel), de Ari Folman

BEST TELEVISION SERIES - DRAMA
Dexter
House M.D.
In Treatment
Mad Men
True Blood

BEST TELEVISION SERIES - MUSICAL OR COMEDY
Californication
Entourage
The Office
30 Rock
Weeds

BEST MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
Bernard and Doris
Cranford
John Adams
A Raisin in the Sun
Recount

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MINI-SERIES OR A MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
Ralph Fiennes por “Bernard and Doris”
Paul Giamatti por “John Adams”
Kevin Spacey por “Recount”
Kiefer Sutherland por “24: Redemption”
Tom Wilkinson por “Recount”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MINI-SERIES OR A MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
Judi Dench por “Cranford”
Catherine Keener por “An American Crime”
Laura Linney por “John Adams”
Shirley MacLaine por “Coco Chanel”
Susan Sarandon for “Bernard and Doris”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A TELEVISION SERIES - MUSICAL OR COMEDY
Alec Baldwin por “30 Rock”
Steve Carell por The “Office”
Kevin Connolly por “Entourage”
David Duchovny por “Californication”
Tony Shalhoub por “Monk”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A TELEVISION SERIES - MUSICAL OR COMEDY
Christina Applegate por “Samantha Who?”
America Ferrera por “Ugly Betty”
Tina Fey por “30 Rock”
Debra Messing por “The Starter Wife”
Mary-Louise Parker por “Weeds”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A TELEVISION SERIES - DRAMA
Gabriel Byrne por ”In Treatment”
Michael C. Hall por ”Dexter”
Jon Hamm por ”Mad Men”
Hugh Laurie por “House M.D.”
Jonathan Rhys Meyers por “The Tudors”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A TELEVISION SERIES - DRAMA
Sally Field por “Brothers & Sisters”
Mariska Hargitay por “Law & Order: Special Victims Unit”v January Jones por ”Mad Men”
Anna Paquin por “True Blood”
Kyra Sedgwick por “The Closer”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A SERIES, MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
Neil Patrick Harris por “How I Met Your Mother”
Denis Leary por “Recount”
Jeremy Piven por “Entourage”
Blair Underwood por “In Treatment”
Tom Wilkinson por “John Adams”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A SERIES, MINI-SERIES OR MOTION PICTURE MADE FOR TELEVISION
Eileen Atkins por “Cranford”
Laura Dern por “Recount”
Melissa George por “In Treatment”
Rachel Griffiths por “Brothers & Sisters”
Dianne Wiest por “In Treatment”




realizado por Rita às 20:16
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Hunger ****1/2

Realização: Steve McQueen. Elenco: Michael Fassbender, Stuart Graham, Liam Cunningham, Brian Milligan, Liam McMahon. Nacionalidade: Reino Unido / Irlanda, 2008.





A estreia na realização do artista plástico britânico Steve McQueen (nenhuma relação com o actor americano) é feita com um duro “murro no estômago”. Vencedor já de inúmero prémios, entre os quais o Caméra d'or em Cannes e Melhor Realizador Estreante nos British Independent Film Awards, “Hunger” é uma experiência visceral, graficamente violento, de uma beleza visual tão desarmante quanto o conteúdo traumático que retrata, um olhar claustrofóbico e arrojado, sem concessões.


O foco de “Hunger” é o relato (mais emocional que factual) dos últimos tempos de vida de Bobby Sands, um activista do IRA que foi preso aos 27 anos por posse de arma e condenado a 14 anos de prisão. Em 1981, iniciou uma greve de fome com o objectivo de melhorar as condições para os prisioneiros do IRA, entre as quais recuperar o estatuto de presos políticos, poderem livremente agrupar-se com outros prisioneiros, terem direito a visitas semanais e envio/recepção de correio e não serem forçados a usar a farda de reclusos. Ao final de 66 dias, a greve de fome reclamou-lhe a vida.


Apesar de ser este o centro e sentido do filme, Sands só surge como protagonista a meio da história. Antes disso, acompanhamos alguns detalhes do quotidiano de um guarda prisional (Stuart Graham), um homem cuja decência parece ficar fechada do lado de fora do estabelecimento prisional Maze em Belfast. Aí acaba de dar entrada um novo recluso, Davey (Brian Milligan), colocado numa cela mínima onde já se encontra Gerry (Liam McMahon), que veste na pele o empenhado no protesto de sujidade ("Blanket and No-Wash Protest") que teve início em 1976.


McQueen faz-nos sentir os odores fétidos dos dejectos, faz-nos escutar o rufar ensurdecedor dos bastões da polícia de intervenção nos escudos, para logo nos fazer sentir na carne as pancadas sobre os presos, quando os arranca brutalmente das celas para os lavar e revistar, violando-os sem misericórdia. McQueen move-se no limite do suportável, ao mesmo tempo que a câmara de Sean Bobbitt capta o abjecto e o belo, confundindo-os numa mesma “tela”. E, de repente, dou por mim a pensar em Guantanamo... O ser humano contra si mesmo. No meio destes guardas, McQueen tem a cuidado de observar um com atenção, acompanhando o seu choro escondido, numa explosão de humanidade. E com uma simples imagem, consegue captar a complexidade do conflito entre a responsabilidade individual e a responsabilidade colectiva.


É então que suavemente e sem alarido, o que quer dizer com violência e sangue, somos apresentados a um Bobby Sands (Michael Fassbender) de límpido e resoluto. O filme, que até aí tinha sido parco em diálogos, privilegiando o aspecto visual, é “interrompido” por um take único de 20 minutos de uma densa conversa entre Sands e um padre (Liam Cunningham). Depois da montagem ritmada que o antecedeu, este é o tempo de respiro e contextualização, do que passou e do que está para vir. Sands está disposto a usar o corpo como a última fortaleza, comprometendo-se com a sua causa como mártir, mas não como vítima. Este diálogo parece continuar muitos outros anteriores, e os dois discutem religião, família e nacionalismo. Apesar do entendimento e respeito mútuo, a recusa do padre em aceitar a greve da fome como uma arma, reduzindo-a a um simples suicídio, abre entre eles um fosso inultrapassável. Este tempo e este espaço, filmado a contra luz, é absorvente e esgotante, ao mesmo tempo.


A terceira parte de “Hunger” centra-se na degradação física de Sands, cujo impacto é tão forte como a resistência do seu espírito é inabalável. E McQueen não pestaneja um único segundo, mostrando-nos tudo sem pudor (temo em pensar naquilo que fica por ver).


McQueen não está interessado nos crimes que Sands terá cometido em nome da causa republicana. Aliás, num outro pequeno detalhe o IRA (Irish Republican Army) é posto num contraponto de equilíbrio com o seu equivalente unionista, o UDA (Ulster Defence Association). Apesar dos apontamentos em voice over de discursos de Margareth Thatcher, “Hunger” não é um filme político, o que interessa a McQueen é a motivação de Sands, a determinação de acreditar em algo até às últimas consequências.


Michael Fassbender entrega-se a este papel da mesma forma que Sands: com um compromisso total. A sua interpretação vai muito além da perda de peso, é sobretudo o seu olhar lúcido e crente que nos ataca e nos comove. Também Liam Cunningham e Stuart Graham estão particularmente fortes, este último misturando iguais doses de inquietude e resignação. É dele o gesto mais pesadamente simbólico deste filme.


A cuidada a encenação deste filme não está desligada da colaboração do dramaturgo irlandês Enda Walsh na escrita do argumento. E se “Hunger” não é de todo um documento histórico, é sem dúvida um documento emocional vestido de imagens poéticas e belíssimas composições. Insuportavelmente bonito.






realizado por Rita às 23:24
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
21st European Film Awards




A European Film Academy premiou no passado dia 6 em Copenhaga os melhores filmes deste ano, naquela que foi a 21ª edição dos European Film Awards.


De entre os galardoados, o filme “Gomorra” foi o grande vencedor:



EUROPEAN FILM 2008
GOMORRA, de Matteo Garrone

EUROPEAN DIRECTOR 2008
Matteo Garrone por GOMORRA

EUROPEAN ACTOR 2008
Toni Servillo por IL DIVO e GOMORRA

EUROPEAN ACTRESS 2008
Kristin Scott Thomas por IL Y A LONGTEMPS QUE JE T’AIME

EUROPEAN SCREENWRITER 2008
Maurizio Braucci, Ugo Chiti, Gianni di Gregorio, Matteo Garrone, Massimo Gaudioso & Roberto Saviano por GOMORRA

CARLO DI PALMA EUROPEAN CINEMATOGRAPHER AWARD 2008
Marco Onorato por GOMORRA

EUROPEAN FILM ACADEMY PRIX D’EXCELLENCE 2008
Magdalena Biedrzycka pelo guarda-roupa do filme KATYN

EUROPEAN COMPOSER 2008
Max Richter por WALTZ WITH BASHIR

EUROPEAN DISCOVERY 2008
HUNGER, de Steve McQueen

EUROPEAN FILM ACADEMY CRITICS’ AWARD 2008 - Prix FIPRESCI
Abdellatif Kechiche por LA GRAINE ET LE MULET

EUROPEAN FILM ACADEMY DOCUMENTARY 2008 - Prix ARTE
RENÉ, de Helena Trestikova

EUROPEAN FILM ACADEMY SHORT FILM 2008 - Prix UIP
FRANKIE, de Darren Thornton

EUROPEAN FILM ACADEMY LIFETIME ACHIEVEMENT AWARD
Dame Judi Dench

EUROPEAN ACHIEVEMENT IN WORLD CINEMA 2008
Søren Kragh-Jacobsen, Kristian Levring, Lars von Trier e Thomas Vinterberg

PEOPLE’S CHOICE AWARD 2008
HARRY POTTER AND THE ORDER OF THE PHOENIX, de David Yates






realizado por Rita às 22:09
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Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Body of Lies **1/2

Realização: Ridley Scott. Elenco: Leonardo DiCaprio, Russell Crowe, Mark Strong, Golshifteh Farahani, Oscar Isaac, Ali Suliman, Alon Aboutboul, Vince Colosimo, Mehdi Nebbou, Kais Nashif, Lubna Azabal. Nacionalidade: EUA, 2008.





Roger Ferris (Leonardo DiCaprio) é um agente de campo da CIA especializado no Médio Oriente e cujas missões se centram na recolha de informação para o desmantelamento de células terroristas. Ferris presta contas a Ed Hoffman (Russell Crowe,), o seu fervoroso superior sediado em Washington D.C. Com início no Iraque, a acção de “Body of Lies” passa também pela Jordânia, onde os americanos conseguem a colaboração do chefe dos serviços secretos Hani Salaam (Mark Strong), para a captura de Al-Saleem (Alon Aboutboul), responsável por uma série de atentados. Hani Salaam apenas exige que a CIA não guarde segredos dele, mas a verdade parece ser a arma mais inútil na guerra ao terror.


A adaptação do livro de David Ignatius é feita por William Monahan, argumentista de “The Departed” que, à semelhança desse filme, conta com DiCaprio numa interpretação potente, mas que corre o risco de selar numa embalagem (“Blood Diamond” é um outro exemplo). Russel Crowe (cujo trabalho, em geral, eu não aprecio particularmente) está bastante capaz, tendo em conta a detestável personagem. Mas a presença mais marcante é a de Mark Strong, um actor inglês cuja fisionomia a la Andy Garcia é, no mínimo, hipnotizante.


“Body of Lies” é um thriller competente, mas à semelhança do contexto geopolítico que pretende retratar, caiu vítima da sua própria ganância. Quer ser um filme esclarecido, e por isso começa com uma citação de W.H. Auden. Quer ser um filme de acção, e por isso tem as explosões nos lugares e momentos devidos. Quer ser um duelo entre o heroísmo e o cinismo, e por isso coloca Ferris em oposição a Hoffman. Quer ser um romance, e por isso põe Ferris a apaixonar-se por uma enfermeira iraniana (Golshifteh Farahani).


E depois temos a incrível capacidade de estabelecer ligações telefónicas móveis em qualquer sítio, sem o mínimo de interferências. Enquanto Ferris corre pela sua vida (ou para terminar com a vida de outros), Hoffman prepara os filhos para a escola. E a vigilância aérea é surpreendente, com imagens de satélite tão estáveis, nítidas e detalhadas que nos faz questionar como é possível confundir escolas com armazéns de armas de destruição maciça.


Tentar fazer filmes que agradam a todo o tipo de espectadores acaba, muitas vezes, por resultar em filmes que não satisfazem plenamente nenhum deles. “Body of Lies” nada acrescenta sobre a guerra ao terror e o terror da guerra ao terror. Sem a complexidade moral de um “Syriana”, insinua (sem se comprometer demasiado) a ambiguidade moral dos “defensores” da democracia.


Não sei se os espectadores de “Body of Lies” se sentirão tentados a saber mais, ou se acharão que a manipulação da verdade e a duplicidade de critérios é simplesmente um recurso dramático para uma história ficcional.


Mas vejo algum paralelismo com a genial tirada da personagem de Alec Baldwin na (soberba) série ’30 Rock’: "We can go into any nation, impose our values, and make things better. It's what Bush is doing all over the globe!". Infelizmente, é mais ou menos isso.






CITAÇÕES:


“I and the public know
what all school children learn:
those to whom evil is done
do evil in return.”

W.H. AUDEN






realizado por Rita às 20:48
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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2008
BIFAs 2008




No passado dia 30 de Novembro teve lugar a 11ª edição dos British Independent Film Awards, da qual o grande vencedor foi o último fílme de Danny Boyle, realizador de “Shallow Grave”, “Trainspotting” e “28 Days Later...”.


Fica aqui a lista de premiados e o trailer de “Slumdog Millionaire” para abrir o apetite:





BEST BRITISH INDEPENDENT FILM
“Slumdog Millionaire”, de Danny Boyle

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A BRITISH INDEPENDENT FILM
Vera Farmiga por “The Boy in the Striped Pyjamas”

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A BRITISH INDEPENDENT FILM
Michael Fassbender por “Hunger”

BEST PERFORMANCE BY A SUPPORTING ACTRESS IN A BRITISH INDEPENDENT FILM
Alexis Zegerman por “Happy-Go-Lucky”

BEST PERFORMANCE BY A SUPPORTING ACTOR IN A BRITISH INDEPENDENT FILM
Eddie Marsan por “Happy-Go-Lucky”

MOST PROMISING NEWCOMER
Dev Patel por “Slumdog Millionaire”

BEST SCREENPLAY
Martin McDonagh por “In Bruges”

BEST DIRECTOR OF A BRITISH INDEPENDENT FILM
Danny Boyle por “Slumdog Millionaire”

BEST ACHIEVEMENT IN PRODUCTION
“The Escapist”, de Rupert Wyatt

THE DOUGLAS HICKOX AWARD (BEST DEBUT DIRECTOR)
Steve McQueen por “Hunger”

BEST BRITISH DOCUMENTARY
“Man on Wire”, de James Marsh

BEST TECHNICAL ACHIEVEMENT
Sean Bobbitt por “Hunger”

BEST BRITISH SHORT FILM
“Soft”, de Simon Ellis

BEST FOREIGN INDEPENDENT FILM
“Waltz With Bashir”, de Ari Folman

THE RAINDANCE AWARD
“Zebra Crossings”, de Sam Holland

SPECIAL AWARDS
THE RICHARD HARRIS AWARD: David Thewlis
THE VARIETY AWARD: Michael Sheen
THE SPECIAL JURY PRIZE: Joe Dunton






realizado por Rita às 22:47
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Cinefools
RITA, MIGUEL, SÉRGIO, NUNO,
VASCO, LUÍS,
efeitos visuais por S.
Citação

“When morals decline and good men do nothing evil flourishes.”
LEONARDO DICAPRIO (J. Edgar Hoover) in J. EDGAR, de Clitn Eastwood
Banda sonora

PILEDRIVER WALTZ – Alex Turner
in “Submarine” de Richard Ayoade (2010)
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Alexander
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American, The
American Gangster
American Splendor
Amor Idiota
Amours Imaginaires, Les
An Education
An Obsession
Ana Y Los Otros
Anche Libero Va Bene
Angel-A
Anges Exterminateurs, Les
Answer Man, The
Anthony Zimmer
Antichrist
Apocalypto
Approaching Union Square
Après Vous...
Arnacoeur, L’
Arsène Lupin
Artist, The
Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford, The
Assassination of Richard Nixon, The
Astronaut Farmer, The
Asylum
Atonement
Ausentes
Aventures Extraordinaires d'Adèle Blanc-Sec, Les
Aviator, The
Away We Go
Azuloscurocasinegro

B
Baader-Meinhof Komplex, Der
Babel
Babies
Backstage
Ballad of Jack and Rose, The
Banquet, The
Barney’s Version
Basic Instinct 2
Batman Begins
Battle in Seattle
Be Kind Rewind
Bee Movie
Before Sunset
Before the Devil Knows You’re Dead
Beginners
Being Julia
Belle Bête, La
Belleville Rendez-Vous
Big Bang Love, Juvenile A
Big Fish
Birth - O Mistério
Black Swan
Blade Runner
Blindness
Blood Diamond
Blue Valentine
Boat That Rocked, The
Bobby
Body of Lies
Bocca del Lupo, Las
Borat
Born Into Brothels
Bourne Ultimatum, The
Box, The
Boxing Day
Boy in the Striped Pyjamas, The
Boys are Back, The
Brave One, The
Breach
Breakfast on Pluto
Breaking and Entering
Brick
Brokeback Mountain
Broken Flowers
Brothers Bloom, The
Brothers Grimm, The
Brüna Surfistinha
Brüno
Burn After Reading
Butterfly Effect

C
Caché
Caimano, Il
Camping Sauvage
Candy
Canino - Kynodontas
Capitalism: A Love Story
Capote
Caramel
Carandiru
Carlos
Carnage
Carne Fresca, Procura-se
Cartouches Gauloises
Casanova
Casino Jack
Casino Royale
Caos Calmo
Castro
C’est Pas Tout à Fait la Vie Dont J’avais Rêvé
Chamada Perdida, Uma
Changeling
Chansons d’Amour
Chaos
Chaos Theory
Charlie and the Chocolate Factory
Charlie Wilson's War
Che: El Argentino
Che: Guerrilla
Chefe Disto Tudo, O - Direktøren for det Hele
Chico & Rita
Children of Men
Chloe
Choke
City of Life and Death
Client 9: The Rise and Fall of Eliot Spitzer
Climas - Iklimer
Closer - Perto Demais
Cloudy With A Chance Of Meatballs
Coco Avant Chanel
Cœurs
Coffee and Cigarettes
Coisa Ruim
Cold Souls
Collateral
Collector, The
Combien Tu M’Aimes?
Comme une Image
Concert, Le
Condemned, The
Constant Gardener, The
Control
Copying Beethoven
Corpse Bride
Couperet, Le
Couples Retreat
Crash
Crazy, Stupid, Love.
Crimen Ferpecto
Crimson Gold
Crónicas
Crónicas de Narnia, As
Curious Case of Benjamin Button, The
Curse of the Golden Flower

D
Da Vinci Code, The
Dangerous Method, A
Dans Paris
Darjeeling Limited, The
Dark Knight, The
De Tanto Bater o Meu Coração Parou
Dead Girl, The
Dear Wendy
Death of Mr. Lazarescu, The
Death Proof (S), Death Proof (R)
Debt, The
Deixa-me Entrar
Déjà Vu
Delirious
Departed, The
Descendants, The
Despicable Me
Derailed
Destricted
Dialogue Avec Mon Jardinier
Diarios de Motocicleta
Die Hard 4.0
Disturbia
Do Outro Lado
Don’t Come Knocking
Dorian Gray
Doublure, La
Drama/Mex
Drawing Restraint 9
Dreamgirls
Dreams on Spec
Drive

E
Eamon
Eastern Promises
Easy Rider
Edge of Love, The
Educación de las Hadas, La
Edukadores, Os
Elegy
Elizabeth: The Golden Age
Elizabethtown
En la Cama
Enfant, L’
Ensemble, C’est Tout
Enter The Void
Entre Les Murs
Entre os Dedos
Entre Ses Mains
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Être et Avoir
Eu Servi o Rei de Inglaterra
Evening
Everything is Illuminated
Exit Through the Gift Shop
Extremely Loud & Incredibly Close

F
Factory Girl
Fahrenheit 9-11
Family Stone, The
Fantastic Mr. Fox
Fast Food Nation
Faute à Fidel, La
Ferro 3
Fighter, The
Fille Coupée en Deux, La
Fille du Juge, La
Fils de L’Épicier, Le
Final Cut, The
Find Me Guilty
Finding Neverland
Fish Tank
Five Minutes of Heaven
Flags Of Our Fathers
Flores de Otro Mundo
Flushed Away
Fountain, The
Forgotten, The
Fracture
Frágeis
Frank Zappa - A Pioneer of the Future of Music Part I & II
Frankie
Freedomland
Fresh Air
Frost/Nixon
Frozen Land

G
Gabrielle
Gainsbourg (Vie Héroïque)
Garden State
Géminis
Genesis
Gentille
George Harrison: Living in the Material World
Get Smart
Gigantic
Ghost Dog - O Método do Samurai
Ghost Town
Ghost Writer, The
Girl From Monday, The
Girl With a Pearl Earring
Girlfriend Experience, The
Go Go Tales
Gomorra
Gone Baby Gone
Good German, The
Good Night, And Good Luck
Good Shepherd, The
Good Year, A
Graduate, The
Graine et le Mulet, La
Gran Torino
Grande Silêncio, O
Gravehopping
Green Lantern
Grbavica

H
Habana Blues
Habemus Papam
Habitación de Fermat, La
Half Nelson
Hallam Foe
Hanna
Happening, The
Happy Endings
Happy-Go-Lucky
Hard Candy
Harsh Times
He Was a Quiet Man
Hedwig - A Origem do Amor
Héctor
Hellboy
Hellboy II: The Golden Army
Help, The
Herbes Folles, Les
Hereafter
History of Violence, A
Hoax, The
Holiday, The
Home at the End of the World, A
Host, The
Hostel
Hotel Rwanda
Hottest State, The
House of the Flying Daggers
How To Lose Friends & Alienate People
Howl
Humpday
Hunger
Hurt Locker, The
Hustle & Flow
I
I Am Legend
I Could Never Be Your Woman
I Don’t Want To Sleep Alone
I Heart Huckabees
I Love You Phillip Morris
I’m Not There
I’m Still Here
Ice Age - The Meltdown
Ice Harvest, The
Ides of March, The
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Illusionist, The
Illusioniste, L’
Ils Ne Mouraient Pas Tous Mais Tous Étaient Frappés
Imaginarium of Doctor Parnassus, The
Immortel (ad vitam)
In a Better World - Hævnen
In Bruges
In Good Company
In Her Shoes
In The Loop
In the Valley of Elah
In Time
Inception
Inconvenient Truth, An
Incredible Hulk, The
Incredibles, The
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
Indigènes - Dias de Glória
Infamous
Informant!, The
Informers, The
Inglourious Basterds
Inland Empire
Inner Life of Martin Frost, The
Inside Man
Intermission
Interpreter, The
Interview
Into the Wild
Introspective
Io Sono L’Amore
Iron Lady, The
Iron Man
Island, The
It Happened Just Before
It Might Get Loud
Ivresse du Pouvoir, L’

J
J. Edgar
Jacket, The
Japanese Story
Jarhead
Je Ne Suis Pas La Pour Être Aimé
Je Préfère Qu’on Reste Amis
Jeux d’Enfants
Jindabyne
Julie & Julia
Juno
Just Like Heaven
Juventude em Marcha

K
Kids Are All Right, The
Kill List
King Kong
King’s Speech, The
Kiss Kiss Bang Bang
Klimt
Knight and DayKovak Box, The

L
Laberinto del Fauno, El
Lady in the Water
Lake House, The
Land of Plenty
Lars and the Real Girl
Last King of Scotland, The
Last Kiss, The
Last Night
Last Station, The
Leatherheads
Letters From Iwo Jima
Levity
Libertine, The
Lie With Me
Life Aquatic with Steve Zissou, The
Life During Wartime
Life is a Miracle
Lions For Lambs
LIP, L’Imagination au Pouvoir, Les
Lisboetas
Little Children
Little Miss Sunshine
Livro Negro - Zwartboek
Left Ear
Lonely Hearts
Long Dimanche de Fiançailles, Un
Lost in Translation
Lou Reed's Berlin
Louise-Michel
Love Conquers All
Love and Other Drugs
Love in the Time of Cholera
Love Song for Bobby Long, A
Lovebirds, The
Lovely Bones, The
Lucky Number Slevin
Luna de Avellaneda
Lust, Caution

M
Machete
Madagascar
Made in Dagenham
Mala Educación, La
Malas Temporadas
Mammuth
Man About Town
Man On Wire
Management
Manuale d’Amore
Maquinista, O
Mar Adentro
Margin Call
Margot at the Wedding
Maria Cheia de Graça
Marie Antoinette
Martha Marcy May Marlene
Mary
Match Point
Me And You And Everyone We Know
Meek's Cutoff
Melancholia
Melinda and Melinda
Memórias de uma Geisha
Men Who Stare at Goats, The
Método, El
Mi Vida Sin Mí
Michael Clayton
Micmacs à Tire Larigot
Midnight in Paris
Milk
Million Dollar Baby
Mio Fratello è Figlio Unico
Moine, Le
Momma’a Man
Moneyball
Monster
Moon
Morning Glory
Mother (Madeo)
Mother, The
Moustache, La
Mozart and the Whale
Mrs Henderson Presents
Mujer Sin Cabeza, La
Munique
Music & Lyrics
My Blueberry Nights
My Week With Marilyn
My Son, My Son, What Have Ye Done
Mysterious Skin

N
Nana, La
Nathalie
Ne Le Dis À Personne
Ne Te Retourne Pas
NEDS
New World, The
Ni pour, ni contre (bien au contraire)
Niña Santa, La
Night Listener, The
Night on Earth
Nightmare Before Christmas, The
Ninguém Sabe
No Country For Old Men
No Reservations
No Sos Vos, Soy Yo
Nombres de Alicia, Los
North Country
Notes on a Scandal
Number 23, The

O
Ocean’s Thirteen
Odore del Sangue L’
Offside
Old Joy
Oldboy
Oliver Twist
Once
Onda, A - Die Welle
Ondine
Orgulho e Preconceito
Orly

P
Pa Negre (Pan Negro)
Painted Veil, The
Palais Royal!
Para Que No Me Olvides
Paradise Now
Paranoid Park
Parapalos
Paris
Paris, Je T’Aime
Passager, Le
Passenger, The (Professione: Reporter)
Patti Smith - Dream of Life
Perder Es Cuestión de Método
Perfume: The Story of a Murderer
Persépolis
Personal Velocity
Petite Lili, La
Piel Que Habito, La
Pink
Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest
Planet Terror
Playtime
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Post Mortem
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Prairie Home Companion, A
Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire
Prestige, The
Presunto Culpable
Pretty In The Face
Prophète, Un
Promeneur du Champ de Mars, Le
Promotion, The
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Prud'Hommes
Public Enemies

Q
Quantum of Solace
Quatro Noites Com Anna
Queen, The
Quelques Jours en Septembre
Qui M’Aime Me Suive

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Rachel Getting Married
Raison du Plus Faible, La
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Red Eye
Red Road
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Revenants, Les
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Ring Two, The
Road, The
Road To Guantanamo, The
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Rôle de sa Vie, Le
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Rum Diary, The
S
Sabor da Melancia, O
Safety of Objects, The
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Salvador (Puig Antich)
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Sauf Le Respect Que Je Vous Dois
Savages, The
Saw
Saw II
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Scaphandre et le Papillon, Le
Scanner Darkly, A
Science des Rêves, La
Sconosciuta, La
Scoop
Scott Pilgrim vs. The World
Secret Window
Secreto de Sus Ojos, El
Selon Charlie
Sem Ela...
Semana Solos, Una
Señora Beba
Sentinel, The
Separação, Uma - Jodaeiye Nader az Simin
Séptimo Día, El
Séraphine
Seres Queridos
Serious Man, A
Sex is Comedy
Sexualidades - En Soap
S&Man
Shady Grove
Shame
Shattered Glass - Verdade ou Mentira
She Hate Me
Shooting Dogs
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Shortbus
Shrek 2
Shrek The Third
Shrink
Shutter Island
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Sideways
Silence de Lorna, Le
Silk
Simpsons Movie, The
Sin City
Single Man, A
Sky Captain and the World of Tomorrow
Slumdog Millionaire
Smart People
Social Network, The
Soeurs Fâchées, Les
Soledad, La
Solitudine dei Numeri Primi, La
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Son of Rambow
Sonny
Snow
Snow Cake
Spanglish
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Squid and the Whale, The
Star Trek
Still Life
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Stranger Than Fiction
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Sunshine
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Sweeney Todd
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T
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Tartarugas Também Voam, As
Taxidermia
Te Doy Mis Ojos
Temps du Loup, Le
Temps Qui Changent, Les
Temps Qui Reste, Le
Temporada de Patos
Teta Asustada, La
Thank You For Smoking
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This Movie Is Broken
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Thor
Three Burials of Melquiades Estrada, The
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Tigre e la Neve, La
Time Traveler's Wife, The
Tinker, Tailor, Soldier, Spy
To Take A Wife
Todos os Outros – Alle Anderen
Tonite Let's All Make Love in London
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Toy Story 3
Transamerica
Transsiberian
Travaux, On Sait Quand Ça Commence
Tree of Life, The
Très Bien, Merci
Três Macacos, Os
Trilogia Lucas Belvaux
Triple Agent
Tristram Shandy: A Cock and Bull Story
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Unknown
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Vida Secreta de las Palabras, La
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Walk the Line
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What a Wonderful Place
What the #$*! Do We (K)now!?
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Weisse Band, Das – O Laço Branco
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