CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA
Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
Entre os Dedos *

Realização: Tiago Guedes e Frederico Serra. Elenco: Filipe Duarte, Isabel Abreu, Lavínia Moreira, Paula Sá Nogueira, Gonçalo Waddington, Fernanda Lapa, Luís Filipe Rocha, João Pedro Vaz. Nacionalidade: Portugal, 2008.





Após um acidente na obra onde trabalha e que motivou a morte de um colega, Paulo (Filipe Duarte) é despedido por ter feito uma queixa da segurança. Lúcia (Isabel Abreu), a mulher de Paulo, está farta de carregar a família aos ombros com o seu emprego em serviços de limpeza. Bela (Lavínia Moreira), a irmã de Paulo, duplica o seu trabalho de enfermeira, ao cuidar do pai reformado (Luís Filipe Rocha) e do doente terminal Nuno (Gonçalo Waddington), por sua vez incapaz de suportar o olhar dorido da mãe (Fernanda Lapa).


À semelhança do anterior filme deste duo de realizadores, “Coisa Ruim”, também “Entre os Dedos” conta com o argumento do irmão de Tiago Guedes, o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho.


A bela fotografia de Paulo Ares não chega para nos poupar a um tremendo aborrecimento, naquilo que parece ir pouco mais além de um exercício narcisista: o louvor ao miserabilismo envolvido em pretensiosismo estilístico.


Os ruídos são barulhentos, os diálogos abafados. A ausência de banda sonora deve ter um qualquer propósito, como seja captarmos a desolação que é a vida destas personagens. A mim fica-me apenas a parecer que não sabem usá-la.


O desperdício do talento (incluindo os brevíssimos Adriano Luz, Nuno Lopes e Eunice Muñoz) na vacuidade de uma narrativa sem vontade de ser contada.


Apregoar símbolos tem muito pouco valor quando aquilo que possibilita envolvermo-nos no universo de estranhos é a capacidade de quem está do lado de lá saber contar bem uma história. Não é esse o caso.


E mais uma vez o cinema português a deixar-me desconsolada.
Não me apetece dizer mais.






realizado por Rita às 22:37
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Blindness ***1/2

Realização: Fernando Meirelles. Elenco: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Alice Braga, Yusuke Iseya, Yoshino Kimura, Don McKellar, Danny Glover, Gael García Bernal, Susan Coyne, Mitchell Nye, Maury Chaykin, Sandra Oh. Nacionalidade: Canadá / Brasil / Japão, 2008.





Existem duas vantagens claras em não ter ainda lido o livro de 1995 de José Saramago ‘Ensaio Sobre a Cegueira’: a primeira, é poder ainda lê-lo pela primeira vez; a segunda, é ter podido apreciar a versão de Fernando Meirelles (“Cidade de Deus”, “The Constant Gardener”) sem a tentação imediata de comparar as duas obras.


Ainda que sejam duas linguagens distintas, Meirelles fez questão de se manter fiel ao espírito da obra de Saramago, e, caso houvesse dúvidas, a receptividade do Nobel português foi óbvia. Enquanto o argumento de Don McKellar transporta a essência metafórica num plano mais emocional que real, César Charlone concretiza o isolamento e a cegueira, lavando a fotografia das suas cores, queimando a imagem e ampliando os brancos.


Os habitantes de uma cidade não nomeada começam, subitamente, a ficar cegos, naquilo que parece uma epidemia altamente contagiosa. Depois do primeiro homem (Yusuke Iseya) perder a visão é a vez do médico que o atende (Mark Ruffalo), o homem que lhe rouba o carro (o argumentista Don McKellar). Por decreto da Ministra da Saúde (Sandra Oh), todos aqueles a quem foi diagnosticada a ‘doença branca’ são enviados de quarentena para as instalações de um antigo asilo mental sob vigilância militar. Apesar de não estar atacada por esta cegueira, a mulher do médico (Julianne Moore) acompanha-o. Com poucas condições e com a chegada de cada vez mais doentes, a sobrelotação, os escassos alimentos, e o abandono a que são votados pelo exterior começam a criar tensões entre as camaratas. O autonomeado rei da camarata três (Gael Garcia Bernal) assume o comando das operações, exigindo pagamentos pela comida, com consequências cada vez mais perniciosas.


Num contexto de pânico e paranóia o governo revela-se ineficaz em lidar com a crise, optando pela solução mais fácil: a desresponsabilização. Enquanto isso, no centro de quarentena vive-se uma crescente loucura (acentuada pela câmara de Charlone), apesar dos esforços do médico e especialmente da sua mulher para manterem a ordem e a democracia.


Não sabemos o nome de nenhuma destas personagens, porque elas não são nomeáveis. E se quando começa o filme é fácil colocar cada uma na sua caixa etiquetada, ao longo da história elas provando que são muito mais ou muito menos do que a nossa primeira impressão. O caso mais evidente é o da personagem de Moore (se tem de haver um protagonista), que vai crescendo com o desenrolar dos acontecimentos. Pela sua forma de lidar com eles a imagem que temos dela também se vai construindo. E se, aqui, ver lhe dá uma vantagem sobre os demais, dá-lhe também um maior sofrimento. Por não poder ignorar tudo o que é fétido, miserável e sujo.


“Blindness” revela a dimensão complexa da natureza humana perante a catástrofe. A opção pela ordem ou pelo caos, pela decência ou pela violência, pelo sadismo ou pelo altruísmo, pelas normas ou pela anarquia. Perante o desespero e a fome surge o egoísmo, a indiferença e o oportunismo. Mas surge também a empatia, a compreensão, o sacrifício e o perdão. A organização social pode ser uma coisa frágil, mas assim que é eliminada torna-se urgente recuperá-la, mesmo que seja sob outra forma. Ambiguamente, a forma como cada um se deixa guiar pelo bem ou pelo mal mostra-se mais fruto do instinto de sobrevivência (a protecção do grupo e a direcção de um líder) do que de uma decisão moral. O caminho para um estado de selvajaria e brutalidade é, por norma, considerado uma ‘descida’. Por norma também, é mais fácil descer que subir. Mas como na beleza existe a surpresa da amoralidade, no pesadelo é a moralidade que nos deixa desconcertados.


Em “Blindness” os homens são seres que se acomodam, que se sujeitam, enquanto as mulheres aparecem como líderes da acção, assumindo as responsabilidades e as consequências das decisões. Destabilizados na sua relação de poder com os outros, os homens extraem o sexo do amor. No meio do terror, só as mulheres conseguem amar.


Mas se um livro, especialmente um escrito por Saramago, nos consegue fazer adentrar num mundo abstracto e simbólico, “Blindness” como filme perde alguma dessa capacidade. Porque precisávamos de mais tempo com a história, mais dureza talvez, para que o nosso pensamento pudesse chegar onde tem de chegar. Em vez disso, “Blindness” deixa-nos um pouco à deriva e depois tenta segurar-nos às suas conclusões com a dispensável narração de Danny Glover.


Esta não é a humanidade que queremos, mas é uma humanidade que existe por aí, longe dos nossos olhos, ou então perto e mantemo-los fechados. A cegueira é a prisão na qual nos deixamos colocar sem perguntas, onde nos dizem o que pensar e o que fazer.


“Blindness” tem início com a agitação do quotidiano actual, trânsito, multidões, barulho, actividade. Somos nós, hoje, activos. Mas isso não quer dizer que estejamos a fazer qualquer coisa. Andamos a correr de um lado para o outro, mas isso não quer dizer que estejamos a viver.






CITAÇÕES:


“I don't think we went blind; I think we always were...”
DANNY GLOVER (homem com a pala no olho)


“The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see.”
JULIANNE MOORE (mulher do médico)






realizado por Rita às 23:32
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Festa de Cinema Periférico




De 20 a 23 de Novembro tem lugar no Cinema São Jorge a Festa de Cinema Periférico, uma iniciativa da Periferia Filmes que pretende homenagear o cinema independente e a sua relação próxima com a música. Por isso, a par dos filmes, a maioria deles em estreia, todos os dias haverá um concerto especial.



OS FILMES

20 Nov., quinta-feira

17h30 | The Tile-Jail, Toilet-Tale, de João Rodrigues e Soetkin Verstein (5'); Corrente, de Rodrigo Areias (16'); Ciel Éteint, de F. J. Ossang (23'); Mãe Há Só Uma, de João Canijo (20')

19h15 | Arquitectura de Peso de Edgar Pêra (24'); Masquerade de Rodrigo Areias (24'); Life ain't Enough For You de Paulo Furtado (3'); Homens Que São Como Lugares Mal Situados de João Trabulo (21'); Nine Roses for Aisha de Okttober Last (13')

21h30 | Sombras, Um Filme Sonâmbulo de João Trabulo (85')


21 Nov, sexta-feira

17h30 | Arquitectura de Peso de Edgar Pêra (24'); Masquerade de Rodrigo Areias (24'); Life ain't Enough For You de Paulo Furtado (3'); Homens Que São Como Lugares Mal Situados de João Trabulo (21'); Nine Roses for Aisha de Okttober Last (13')

19h15 | The Tile-Jail, Toilet-Tale de João Rodrigues e Soetkin Verstein (5'); Corrente de Rodrigo Areias (16'); Ciel Éteint de F. J. Ossang (23'); Mãe Há Só Uma de João Canijo (20')

21h30 | Tebas de Rodrigo Areias (75')


22 Nov., sábado

17h30 | Arquitectura de Peso de Edgar Pêra (24'); Masquerade de Rodrigo Areias (24'); Life ain't Enough For You de Paulo Furtado (3'); Homens Que São Como Lugares Mal Situados de João Trabulo (21'); Nine Roses for Aisha de Okttober Last (13')

19h15 | Sombras, Um Filme Sonâmbulo de João Trabulo (85')

21h30 | The Tile-Jail, Toilet-Tale de João Rodrigues e Soetkin Verstein (5'); Corrente de Rodrigo Areias (16'); Ciel Éteint de F. J. Ossang (23'); Mãe Há Só Uma de João Canijo (20')


23 Nov., domingo

17h30 | Sombras, Um Filme Sonâmbulo de João Trabulo (85')

21h30 |15ª Pedra de Rita Azevedo Gomes (121')


OS CONCERTOS

20 Nov., quinta-feira

23h00 | Adolfo Luxúria Canibal + António Rafael "ESTILHAÇOS"
espectáculo de spoken word “Estilhaços”


21 Nov, sexta-feira

23h00 | The Legendary Tiger Man
banda sonora do filme Tebas


22 Nov., sábado

23h00 | Sean Riley & The Slowriders
banda sonora do filme Corrente


23 Nov., domingo

19h30 | Kubik
cine-concerto musicando a obra de cinema mudo A Felicidade (Schastyé, 1934) do russo Aleksandr Medvedkine


Sessões de cinema: 2,50 €
Concertos: 5,00 €






realizado por Rita às 22:33
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Entre Les Murs ****1/2

Realização: Laurent Cantet. Elenco: François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Franck Keita, Rachel Regulier, Esmeralda Ouertani, Wei Huang, Laura Baquela, Juliette Demaille, Rachedi Cherif Bounaïdja, Dalla Doucouré, Arthur Fogel, Damien Gomes, Louise Grinberg. Nacionalidade: França, 2008.





“Entre Les Murs”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes este ano, é um olhar cru e angustiante sobre os parâmetros de educação e disciplina, sobre a pedagogia e a desresponsabilização, a dificuldade de revestir a figura do professor das doses adequadas de autoridade e companheirismo que lhe permitam, por um lado, educar e impor limites, e, por outro, compreender e inspirar jovens em formação. Se se ficcionasse uma sequela para “Être et Avoir” talvez fosse esta.


Em conjunto com o realizador Laurent Cantet e Robin Campillo, responsável pela montagem, François Bégaudeau adaptou para o cinema o seu livro auto-biográfico. Assumindo a intimidade com este projecto colocou-se também em frente à câmara interpretando uma versão de si próprio. “Entre Les Murs” acompanha um professor de francês do 8º ano e os seus alunos durante um ano escolar num liceu em Paris, onde a multiculturalidade, apesar de quotidiana, consegue ainda criar alguns incómodos.


A câmara (ou melhor, as diversas câmaras) exclui deliberadamente a vida fora da escola, ainda que possamos vislumbrar, através das reuniões com os pais, por exemplo, alguma dessa outra realidade que molda e condiciona os alunos. São poucas as vezes que saímos da sala, e, quando o fazemos, é numa visão panorâmica do recreio e que se assemelha assustadoramente aos pátios de uma prisão, onde os detidos são autorizados a umas horas de passeio ou um jogo de futebol por dia.


A sala é um microcosmos de interacções humanas, um ecossistema onde a presa e os predadores está claramente identificados. Os limites são estados até ao ponto de ruptura. O professor tenta combater o aborrecimento e o desinteresse de alguns alunos estimulando as aptidões que eles nem sequer sabem que têm. Mas longe de ser um poço de virtudes, e apesar de algumas acções pedagógicas arrojadas (a par da interrogação socrática), este professor também comete equívocos, aos quais os alunos prontamente lhe chamam a atenção.


A adolescência é uma tempestade que quer levar tudo à frente. Na definição da identidade, formam-se grupos aos quais se quer pertencer ou dos quais se quer afastar. A saída da infância é marcada pela oposição ao adulto, anteriormente um aliado e agora um inimigo. A escola é a grande incubadora dessa definição, porque é a ela que se reduz o mundo do adolescente. E aquilo que para uns são desafios e oportunidades para outros são regras e obrigações sem sentido.


O elenco de “Entre Les Murs”, cujo casting se baseou em workshops em escolas, é de uma naturalidade surpreendente. Dos bem comportados, como o emigrante asiático Wei (Wei Huang) aos problemáticos, como a respondona Esmeralda (Esmeralda Ouertani), a temperamental Khoumba (Rachel Regulier), e o rebelde Souleymane (Franck Keita), indiferente às tentativas para melhorar o seu comportamento ou hábitos de estudo, são notórias as diferenças que, quer a nível intelectual quer a nível de objectivos, têm de ser geridas numa mesma sala de aula. Cada um deles usa as suas origens culturais como escudo social, mas a sua multidimensionalidade evita qualquer caricatura.


A colocação das câmaras permite uma captação quase documental dos rápidos diálogos, que são de uma credibilidade assombrosa. As conversas cruzam-se e sobrepõe-se, com a vivacidade e o ruído característicos do ambiente escolar. No cenário limitado da sala, existe uma encenação cuidada e um acumular de emoções, que quase sem notarmos, nos conduzem ao clímax final.


Quanto a Bégaudeau, é impossível não criarmos empatia por ele, com a sua figura de autoridade cheia de falhas, a sua confiança, mas também a sua sensibilidade e o seu empenho. Nesta dramatização de situações que ele eventualmente terá experienciado, Bégaudeau é irrepreensível na sua “interpretação”. Das duas uma: ou está de facto a reviver todas as situações/emoções originais ou então não fica atrás de qualquer outro actor profissional.


A semelhança dos anteriores filmes de Laurent Cantet (“Ressources Humaines”, “L’Emploi du Temps”, “Vers Le Sud”), este explora também as relações que se baseiam no poder e vive dos confrontos a si inerentes. Das entediantes reuniões com os pais à tensão de uma acção disciplinar. Numa dança de imposição e desafio à autoridade através insultos e recusas, do humor irónico à exasperação, este é um filme de pequenos trunfos e inumeráveis frustrações.








realizado por Rita às 00:14
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Domingo, 16 de Novembro de 2008
Coraline e Alice




Em 2009, Henry Selick, o criador de “The Nightmare Before Christmas” regressa ao grande ecrã com a adaptação do best-seller de Neil Gaiman “Coraline”.


Aborrecida da sua nova casa, Caroline (voz de Dakota Fanning) descobre uma porta secreta do outro da qual ela encontra uma versão alternativa da sua vida, mas onde tudo é muito mais perfeito.


Promete ser mais uma maravilha da ‘stop motion’ 3D. Estreia em Fevereiro de 2009 nos Estados Unidos.


(espreitem o teaser)






Enquanto isso, Tim Burton prossegue nas filmagens de “Alice in Wonderland”. Uma versão em CGI do clássico de Lewis Carrol, protagonizado por Mia Wasikowska, a jovem actriz australiana que descobri este Verão na belíssima série de televisão ‘In Treatment’.


Outros nomes associados ao projecto incluem os habituais Johnny Depp e Helena Bonham Carter e, mais recentemente, surgiram rumores mencionando Christopher Lee e Alan Rickman.


Acalmem-se os impacientes, que este só chega em 2010.








realizado por Rita às 23:45
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Sábado, 15 de Novembro de 2008
IndieLisboa 2009 (e ainda o 2008)




Já se encontram abertas as inscrições para a 6ª edição do Festival Internacional de Cinema Independente, que terá lugar de 23 de Abril a 3 de Maio do próximo ano (quem esteja a pensar marcar férias fica já com a indicação).



Entretanto, o IndieLisboa 2008 dá continuidade aos seus ciclos. Desta vez o local é a Universidade de Lisboa. Entre curtas e longas-metragens, destaco o filme INTROSPECTIVE de Aram Garriga.





A entrada é livre e esta é a programação.






realizado por Rita às 12:28
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Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008
Robert McKee


“Writers are not people with answers, writers are people with questions.”



<


Este final de tarde na FNAC do Chiado. Uma inspiração.



Durante os próximos três dias terá lugar na Escola Superior de Comunicação Social o Seminário de Robert McKee, um especialista de renome mundial na área do guinonismo e autor da “bíblia” STORY.






realizado por Rita às 22:19
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a cegueira


para Ver com V








realizado por Rita às 00:19
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Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008
Cartouches Gauloises **1/2

Realização: Mehdi Charef. Elenco: Ali Hamada, Thomas Millet, Julien Amate, Tolga Cayir, Mohammed Medjahri, Sabrina Senoussi, Nassim Meziane. Nacionalidade: França, 2007.





É o último Verão da Guerra da Argélia. 1962. O mundo de Ali (Ali Hamada) e do seu melhor amigo Nico (Thomas Millet) ameaça mudar rápida e radicalmente. À medida que a França vai abandonando o país, multiplicam-se os actos de violência. E o grupo de amigos, que inclui ainda o judeu David (Julien Amate) e o italiano Gino (Tolga Cayir) vê-se separado pelos acontecimentos.


Se “Cartouches Gauloises” é marcado pela delicadeza e pela sinceridade é porque se trata de uma obra auto-biográfica. Através do olhar inocente mas não ingénuo de uma criança, Mehdi Charef (autor do segmento ‘Tanza’ do filme “All The Invisible Children”) mostra-nos uma versão parcial – porque apenas parte e porque tendenciosa.


Infelizmente, nestas recordações todas as personagens se tornam clichés, o soldado francês, a prostituta, o chefe da estação de comboios. Apenas Ali, numa interpretação de extrema naturalidade por parte de Hamada, parece ter densidade. Como vendedor de jornais Ali é ao mesmo tempo mensageiro e testemunha de tudo o que ocorre ao seu redor. A sua pureza impede-o de julgar, e o olhar de Mehdi Charef é o de quem ainda não compreendeu inteiramente muitos daqueles acontecimentos. Talvez porque o Homem, no limite, não pode ser desculpado.


O ritmo de “Cartouches Gauloises” é lento e, apesar da boa fotografia, parece andar um pouco à deriva. Tal como um país que tenta equilibrar-se pelos seus próprios pés, ao ser abandonado por uma mãe que nem sequer o tratou bem: algum alívio, muito receio e suficiente esperança.


Se assistimos aqui à formação de uma consciência nacional em pequenos cidadãos somos também confrontados com a mais clara das evidências na metáfora de um país (mundo?) que é a cabana construída por aquele grupo de amigos, indiferentes às suas “diferenças”.






CITAÇÕES:


“Cette cabane est aussi à moi, je l’ai construite aussi!”
THOMAS MILLET (Nico)






realizado por Rita às 01:11
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Domingo, 9 de Novembro de 2008
Bond psicadélico







realizado por Rita às 14:02
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Sábado, 8 de Novembro de 2008
Bond retro







realizado por Rita às 16:56
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Sexta-feira, 7 de Novembro de 2008
Quantum of Solace **1/2

Realização: Marc Forster. Elenco: Daniel Craig, Olga Kurylenko, Mathieu Amalric, Judi Dench, Jeffrey Wright, Gemma Arterton, Giancarlo Giannini, Anatole Taubman. Nacionalidade: Reino Unido /EUA, 2008.





Abaixo da surpreendernte qualidade de “Casino Royale”, “Quantum of Solace” revela-se, no entanto, como a única verdadeira sequela de um filme de James Bond. Pegando nas pontas soltas deixadas pelo filme de Martin Campbell, Marc Forster (“Finding Neverland”, “Stranger Than Fiction”) ata-as misturando uma nova missão.


Com a raiva e a tristeza pela traição de Vesper Lynd (Eva Green em “Casino Royale”), James Bond (Daniel Craig) fica obcecado com encontrar e vingar-se do homem que a matou. Quando Bond e M. (Judi Dench) interrogam Mr. White (Jesper Christensen) ele revela-lhes que a organização que chantageou Vesper é bem maior e mais perigosa do que eles possam imaginar. Seguindo uma pista do MI6, Bond vai para o Haiti à caça de um traidor. Numa troca de identidades, ele cruza-se com a bonita e voluntariosa Camille (Olga Kurylenko), também ela com o seu plano pessoal de vingança. Através de Camille, Bond conhece Dominic Greene (Mathieu Amalric), um implacável homem de negócios disposto a repor um antigo um general boliviano (Joaquin Cosio) no poder, em troca de um terreno aparentemente sem valor algum.


A acção vai-se desenrolando em diferentes locais, cada um indicado numa fonte tipográfica diferente e específica (pronto, gosto de pormenores, que fazer?), quase em forma de capítulos onde se estabelecem alianças frágeis, onde se trai e se engana, onde se mata e se luta pela sobrevivência. “Quantum of Solace” chega a insinuar uma preocupação ecológica que fica por explorar e os conflitos acabam por nunca se revestir de uma verdadeiro perigo para o herói.


O título deste filme é extraído de um conto que integra a colecção ‘For Your Eyes Only’ e no qual James Bond e o Governador de Nassau discutem sobre o nível de amor/conforto (‘Quantum of Solace’) necessário para manter uma relação e qual a melhor altura para sair dela. “Quantum of Solace” funciona essencialmente para encerrar o ciclo emocional de Bond, porque como de per si é uma aventura apenas razoável. O argumento de Paul Haggis, Neal Purvis e Robert Wade está pleno de irrepreensíveis cenas de acção, perseguições por terra, céu e mar, numa acção visceral e frenética que tendemos a associar à personagem de Jason Bourne. Mas os locais de tirar a respiração (de Siena às pedreiras de mármore de Carrara, do deserto de Atacama à ópera de Bergenz na Áustria), as bond girls da praxe (além de Camille há ainda a Agente Fields, Strawberry Fields (sim!), interpretada por Gemma Atherton, numa mistura entre profissionalismo e vulnerabilidade) e, sobretudo, as presenças carismáticas de Daniel Craig e Judi Dench mantêm-nos situados.


“Quantum of Solace” continua a demarcação deste novo Bond face à sua imagem clássica. Neste processo são sacrificadas as tiradas cómicas, os gadgets e as sequências eróticas habituais. Nesse compromisso, “Casino Royale” conseguiu um equilíbrio bastante melhor. Apesar disso, existem alguns piscares de olhos à tradição Bond, nomeadamente ‘Goldfinger’.


É até um pouco estranho que, sendo Marc Forster conhecido por filmes tão fortes em termos de personagens, aqui tenha desperdiçado a oportunidade para fazer Bond ir um pouco mais além. Nota-se um investimento na personagem de Dench, que surge mais forte e cuja relação com Bond é a contra-cena mais interessante do filme. Mas outras, como é o caso da personagem de Jeffrey Wright, o agente da CIA Felix Leiter, é completamente desperdiçada. Mathieu Amalric é um vilão bastante menos icónico que outros, mas é precisamente a sua “normalidade” que torna a personagem ainda mais esquizofrénica, entre a timidez e a calma públicas e a implacável crueldade que revela em privada. Daniel Craig continua a provar que veio para ficar. A sua força como homem revoltado, um assassino frio, eficaz e longe da sua humanidade é tão credível como o seu lado mais sensível. A sua confiança e sexualidade exuberantes mascaram um animal ferido onde o conflito emocional apenas se vislumbra. E (caramba!) a sua presença é tão enigmática num smoking como num par de jeans.


Em termos gastronómicos, “Casino Royale” abriu-nos um apetite devorador. Infelizmente, “Quantum of Solace” não chegou para nos tirar a fome.



NOTA: Quem tiver a oportunidade, espreite a fantástica exposição FOR YOUR EYEY ONLY, patente até Março de 2009 no Imperial War Museum em Londres. Foi de lá que eu trouxe isto:







Seguindo a linha gráfica da reedição que a Penguin fez dos livros de Ian Fleming, esta foi a colecção de contos compilada sob o título do filme agora estreado (capa da edição americana):



From a View to a Kill
For Your Eyes Only
Quantum of Solace
Risico
The Hildebrand Rarity
Octopussy
The Living Daylights
The Property of a Lady
007 in New York






realizado por Rita às 22:45
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3ª Mostra de Cinema Brasileiro




Começa hoje a 3ª Mostra de Cinema Brasileiro, organizada pela Fundação Luso-Brasileira em colaboração com a EGEAC. Até dia 9 será possível assistir no Cinema São Jorge a 6 obras que vão da ficção ao documentário, do drama à comédia romântica.

Bilhetes a 3,50 euros.



PROGRAMA:


7 Nov., sexta-feira
21h30 | OS DESAFINADOS, de Walter Lima Jr. (2008,128’)

8 Nov., sábado
16h00 | A CASA DO TOM, de Ana Jobim (2007, 88’)
18h30 | OS DESAFINADOS, de Walter Lima Jr. (2008,128’)
20h30 | Mesa Redonda com Walter Lima Jr. e Ângelo Paes Leme
21h30 | CAIXA DOIS, de Bruno Barreto (2007, 83’)

9 Nov., domingo
16h00 | CARTOLA, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda (2006, 85’)
18h30 | A VIA LÁCTEA, de Lina Chamie (2007, 88’)
22h00 | NOME PRÓPRIO, de Murillo Sales (2008, 130’)



Mais pormenores no site da Fundação Luso-Brasileira.






realizado por Rita às 01:26
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Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
Les LIP, L’Imagination au Pouvoir ***

Realização: Christian Rouaud. Género: Documentário. Nacionalidade: França, 2007.





Em “Les LIP, L’Imagination au Pouvoir” o realizador Christian Rouaud acompanha minuciosamente os desenvolvimentos de um dos conflitos sociais mais emblemáticos da França pós-Maio 68. No Verão de 73 e perante o iminente encerramento da fábrica de relógios LIP, em Besançon, e a perspectiva de um despedimento colectivo, os trabalhadores mobilizaram-se de uma forma em tudo fora do vulgar.


Evitando a greve óbvia, optaram por uma redução de produção, que implicava paragens periódicas nas linhas de montagem. Seguiu-se a ocupação da fábrica e a apropriação do stock para venda. Até que chegaram à solução mais simples, manterem o seu local de trabalho trabalhando. Decidiram, pois, continuar a produção de relógios, fazendo uma venda directa numa loja da própria fábrica, sem intermediários e distribuindo o rendimento como salário no que eles chamavam o pagamento selvagem (”paye sauvage”).


Dando a todos a palavra perante a câmara, responsáveis sindicais, trabalhadores, patrões e até um ex-ministro, Christian Rouaud tenta perceber como este movimento captou e tocou todo um país, e como esta organização laboral que se resumia em autogestão se manteve durante alguns anos, numa resistência pacífica às leis de mercado. Os testemunhos em primeira mão são acompanhados de imagens de arquivo, num conjunto coerentemente composto e onde Rouaud deliberadamente evita o voice-over. O seu fervor estende-se à pessoa de Claude Neuschwander enviado pela facção de esquerda do patronato para assumir a direcção da fábrica após este período e que, mais tarde, acabou traído por outras vontades políticas.


“Les LIP, L’Imagination au Pouvoir” é simultaneamente uma pequena lição de história e uma utopia que parece nunca ter acontecido. A plataforma de entendimento e compromisso que teve de existir entre os dois sindicatos presentes na fábrica (CFDT e CGT) teve como base a determinação de não deixar ninguém pelo caminho, com o único e simples objectivo de salvaguardar o trabalho, evidenciando-o como um valor essencial no processo produtivo.


Este filme atesta o trabalho como um direito e a luta colectiva como um meio privilegiado na sua defesa. Sob a insígnia ON FABRIQUE, ON VEND, ON SE PAIE (“fabricamos, vendemos, pagamo-nos”) estava uma noção de solidariedade de que o mundo de hoje bem precisa de ver renovada.






CITAÇÕES:


“En tant que patron, je ne peux pas laisser dire que les syndicats de Lip avaient des exigences anormales. Il est sûr qu’ils négociaient durement, et ils ne m’ont pas épargné, mais ils ont toujours eu un sens de la responsabilité par rapport à la survie de l’entreprise auquel je rends hommage, car si les actionnaires avaient eu le même, l’entreprise vivrait encore.”
CLAUDE NEUSCHWANDER






realizado por Rita às 23:15
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Obrigada!



 



 

espectadores




 



realizado por Rita às 08:27
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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008
VISÕES DO SUL




Tem início hoje a primeira edição de VISÕES DO SUL - Mostra Internacional de Cinema de Portimão. Esta iniciativa, resultante da colaboração entre a Associação Zero em Comportamento e a Câmara Municipal de Portimão, inspira-se na personalidade do político e escritor Manuel Teixeira Gomes.


Sob o tema de “itinerâncias e viagens”, ao longo de cinco dias será possível assistir a 13 obras, da ficção ao documentário e passando pela animação. As sessões terão lugar no Museu de Portimão ao preço de 2,00 euros.


Eis a programação:


4 Nov., terça-feira
21h30 | O ADEUS À BRISA, de Possidónio Cachapa (doc., Portugal, 2008,52’)

5 Nov., quarta-feira
19h00 | JELLYFISH, de Etgar Keret e Shira Geffen (Israel, 2007, 75’)
21h30 | VOYAGE IN G MAJOR, de Georgi Lazarevski (doc., França, 2006, 54’); seguido de AS THE SUN BEGINS TO SET, de Julie Moggan (doc., Reino Unido, 2006, 60’)

6 Nov., quinta-feira
19h00 | MY MARLON AND BRANDO, de Hüseyin Karabey (Turquia/Holanda/Reino Unido, 2008, 92’)
21h30 | WWW-WHAT A WONDERFUL WORLD, de Faouzi Bensaidi (Marrocos/França/Alemanha, 99’)

7 Nov., sexta-feira
19h00 | YO, de Rafa Cortés (Espanha, 2007,98’)
21h30 | TAXI WALA, de Lola Frederich (Espanha, 2007,98’); seguido de OFFSIDE, Jafar PAnahi (Irão, 2006, 99’)

8 Nov., sábado
16h00 | AN ARMY OF ANTS, de Wissam Charaf (França, 2007, 23’); seguido de SOUS LES BOMBES, de Philippe Aractingi (França/Líbano, 2007,98’) 19h00 | BAB SEBTA, de Frederico Lobo e Pedro Pinho (doc., Portugal, 2008,90’)
21h30 | THE YACOUBIAN BUILDING, de Marwan Hamed (Egipto, 2006,165’)



Mais pormenores aqui.






realizado por Rita às 00:39
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
estoril film festival ’ 08




O Estoril Film Festival regressa este mês para a sua segunda edição. Sob a direcção de Paulo Branco, este festival trará a concurso 14 obras, entre as quais “4 Copas” de Manuel Mozos (Portugal), “35 Rhums” de Claire Denis (França) ou “El Cant dels Ocells” de Albert Serra (Espanha). Do júri farão parte a actriz Catherine Deneuve, a escultora basca Cristina Iglesias, o artista plástico Julião Sarmento, e os escritores Paul Auster e J.M. Coetzee.


Entre os dias 14 e 22 de Novembro será também possível assistir, fora de competição, a filmes como “Vicky Cristina Barcelona” de Woody Allen (EUA), “Nuit de Chien” de Werner Schroeter (França/Portugal), “Redbelt” de David Mamet EUA), “Les Plages de Agnès” de Agnès Varda (França) ou “Rachel Getting Married” de Jonathan Demme (EUA).


A sessão de abertura, a ter lugar dia 14 no Centro de Congressos do Estoril, fica a cargo de “Mesrine: L’Instinct de Mort”, um filme de Jean- François Richet, em antestreia, que contará com a presença do actor Vincent Cassel.


A obra do realizador Tim Burton será objecto de um retrospectiva e o recentemente falecido Paul Newman será também homenageado no festival, a par do realizador Bernardo Bertolucci. A secção Active Criticism (15 e 16 de Novembro) reunirá um conjunto de críticos internacionais num encontro que visa discutir o papel da critica de cinema. E, à semelhança do ano passado, as distribuidoras terão também o seu espaço com o Encontro Europa Distribution.


As sessões distribuir-se-ão pelo Casino do Estoril, Teatro Mirita Casimiro e Centro de Congressos do Estoril, sendo que neste último estará também patente uma exposição de fotografia François-Marie Banier.


Os bilhetes avulso custarão 3,00 euros, estando também disponível um passe que dá acesso a todas as sessões.


Todos os detalhes aqui.






realizado por Rita às 00:42
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Sábado, 1 de Novembro de 2008
Ciclo “A GUERRA FRIA NO ECRÔ




A década de 60. Os EUA de um lado e a União Soviética do outro. E um jantar pelo meio. Esta é a proposta do Bacalhoeiro para o mês de Novembro. Todas as terças-feiras entre as 21h e as 24h, com a sessão a decorrer às 22h30.


É este o programa (retirado daqui):



4 Novembro

“As Sombras dos Antepassados Esquecidos” (TENI ZABYTYCH PREDKOV), de Serguei Paradžanov (URSS, 1965, 97’), V.O. ucraniano, legendas português.

Numa aldeia perdida nos Cárpatos, consuma-se a história de amor-paixão entre Ivan e Maricka. Baseado num conto do escritor ucraniano Kocjiubinskji, este filme revelou o talento visionário do arménio Paradžanov. Ao longo do filme o amor entre os dois jovens converte-se numa paixão mórbida: somente depois de inúmeras peripécias conseguem unir-se na morte. Dividido em 12 capítulos, o filme investiga o folclore nacional transfigurando-o com uma espantosa força visual.



11 Novembro

“A Infância de Ivan” (IVANOVO DETSTVO), de Andrej Tarkovskij (URSS, 1962, 90', p/b), V.O. russo, legendas português.

Durante a II Guerra Mundial, Ivan, um rapaz de doze anos órfão de guerra, dividido entre o ódio e a necessidade de protecção, afeiçoa-se a três soldados da Armada Vermelha que o utilizam como estafeta na frente de combate. Na sua última missão o rapaz assiste à morte dos seus três amigos. O filme, afastando-se dos cânones formais do realismo soviético, foi duramente criticado pelo estabilishment russo na época da sua estreia, por não exaltar o espírito patriótico dos soldados russos.



18 Novembro

“Sombras” (Shadows), de John Cassavetes (USA, 1959, p/b, 81'), V.O. Inglês, legendas português.

Acompanhado pelas notas jazz de Charles Mingus, o filme estreia de Cassavetes conta a história de três irmãos negros, Hugh, Bem e Leila, e da sua relação com o mundo dos brancos. O filme foca a atenção no paradoxo da diferença racial entre os três irmãos e nas suas aspirações artísticas e intelectuais cujo fracasso será inevitável devido à mediocridade do ambiente nova-iorquino que frequentam.



25 Novembro

“América, América”, de Elia Kazan (USA, 1963, p/b, 174'), V.O. Inglês, legendas português.

Anatólia (Turquia) 1896: as minorias gregas e arménias são oprimidas pelo regime turco. O jovem grego Stavros, contra a vontade da família e das autoridades e depois de inumeráveis aventuras em Constantinopla, consegue desembarcar em Nova Iorque perseguindo o seu sonho americano. Baseado no romance da autoria do próprio realizador, “América, América” é um retrato dos imigrantes no final do século XIX.






realizado por Rita às 17:35
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Cinefools
RITA, MIGUEL, SÉRGIO, NUNO,
VASCO, LUÍS,
efeitos visuais por S.
Citação

“When morals decline and good men do nothing evil flourishes.”
LEONARDO DICAPRIO (J. Edgar Hoover) in J. EDGAR, de Clitn Eastwood
Banda sonora

PILEDRIVER WALTZ – Alex Turner
in “Submarine” de Richard Ayoade (2010)
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5x2
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À Tout de Suite
Aaltra
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Banquet, The
Barney’s Version
Basic Instinct 2
Batman Begins
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Be Kind Rewind
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Before Sunset
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Beginners
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Bocca del Lupo, Las
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Bourne Ultimatum, The
Box, The
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Boy in the Striped Pyjamas, The
Boys are Back, The
Brave One, The
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Brothers Grimm, The
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Brüno
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C
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Candy
Canino - Kynodontas
Capitalism: A Love Story
Capote
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Carlos
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Carne Fresca, Procura-se
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C’est Pas Tout à Fait la Vie Dont J’avais Rêvé
Chamada Perdida, Uma
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Chaos
Chaos Theory
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Charlie Wilson's War
Che: El Argentino
Che: Guerrilla
Chefe Disto Tudo, O - Direktøren for det Hele
Chico & Rita
Children of Men
Chloe
Choke
City of Life and Death
Client 9: The Rise and Fall of Eliot Spitzer
Climas - Iklimer
Closer - Perto Demais
Cloudy With A Chance Of Meatballs
Coco Avant Chanel
Cœurs
Coffee and Cigarettes
Coisa Ruim
Cold Souls
Collateral
Collector, The
Combien Tu M’Aimes?
Comme une Image
Concert, Le
Condemned, The
Constant Gardener, The
Control
Copying Beethoven
Corpse Bride
Couperet, Le
Couples Retreat
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Crónicas
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Don’t Come Knocking
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Drawing Restraint 9
Dreamgirls
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E
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Educación de las Hadas, La
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Ensemble, C’est Tout
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Entre os Dedos
Entre Ses Mains
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Eu Servi o Rei de Inglaterra
Evening
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F
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Fille Coupée en Deux, La
Fille du Juge, La
Fils de L’Épicier, Le
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Flores de Otro Mundo
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Good German, The
Good Night, And Good Luck
Good Shepherd, The
Good Year, A
Graduate, The
Graine et le Mulet, La
Gran Torino
Grande Silêncio, O
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Grbavica

H
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Habitación de Fermat, La
Half Nelson
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Hedwig - A Origem do Amor
Héctor
Hellboy
Hellboy II: The Golden Army
Help, The
Herbes Folles, Les
Hereafter
History of Violence, A
Hoax, The
Holiday, The
Home at the End of the World, A
Host, The
Hostel
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Hottest State, The
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How To Lose Friends & Alienate People
Howl
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Hunger
Hurt Locker, The
Hustle & Flow
I
I Am Legend
I Could Never Be Your Woman
I Don’t Want To Sleep Alone
I Heart Huckabees
I Love You Phillip Morris
I’m Not There
I’m Still Here
Ice Age - The Meltdown
Ice Harvest, The
Ides of March, The
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Illusionist, The
Illusioniste, L’
Ils Ne Mouraient Pas Tous Mais Tous Étaient Frappés
Imaginarium of Doctor Parnassus, The
Immortel (ad vitam)
In a Better World - Hævnen
In Bruges
In Good Company
In Her Shoes
In The Loop
In the Valley of Elah
In Time
Inception
Inconvenient Truth, An
Incredible Hulk, The
Incredibles, The
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
Indigènes - Dias de Glória
Infamous
Informant!, The
Informers, The
Inglourious Basterds
Inland Empire
Inner Life of Martin Frost, The
Inside Man
Intermission
Interpreter, The
Interview
Into the Wild
Introspective
Io Sono L’Amore
Iron Lady, The
Iron Man
Island, The
It Happened Just Before
It Might Get Loud
Ivresse du Pouvoir, L’

J
J. Edgar
Jacket, The
Japanese Story
Jarhead
Je Ne Suis Pas La Pour Être Aimé
Je Préfère Qu’on Reste Amis
Jeux d’Enfants
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Julie & Julia
Juno
Just Like Heaven
Juventude em Marcha

K
Kids Are All Right, The
Kill List
King Kong
King’s Speech, The
Kiss Kiss Bang Bang
Klimt
Knight and DayKovak Box, The

L
Laberinto del Fauno, El
Lady in the Water
Lake House, The
Land of Plenty
Lars and the Real Girl
Last King of Scotland, The
Last Kiss, The
Last Night
Last Station, The
Leatherheads
Letters From Iwo Jima
Levity
Libertine, The
Lie With Me
Life Aquatic with Steve Zissou, The
Life During Wartime
Life is a Miracle
Lions For Lambs
LIP, L’Imagination au Pouvoir, Les
Lisboetas
Little Children
Little Miss Sunshine
Livro Negro - Zwartboek
Left Ear
Lonely Hearts
Long Dimanche de Fiançailles, Un
Lost in Translation
Lou Reed's Berlin
Louise-Michel
Love Conquers All
Love and Other Drugs
Love in the Time of Cholera
Love Song for Bobby Long, A
Lovebirds, The
Lovely Bones, The
Lucky Number Slevin
Luna de Avellaneda
Lust, Caution

M
Machete
Madagascar
Made in Dagenham
Mala Educación, La
Malas Temporadas
Mammuth
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Man On Wire
Management
Manuale d’Amore
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Mar Adentro
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Maria Cheia de Graça
Marie Antoinette
Martha Marcy May Marlene
Mary
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Memórias de uma Geisha
Men Who Stare at Goats, The
Método, El
Mi Vida Sin Mí
Michael Clayton
Micmacs à Tire Larigot
Midnight in Paris
Milk
Million Dollar Baby
Mio Fratello è Figlio Unico
Moine, Le
Momma’a Man
Moneyball
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Mother, The
Moustache, La
Mozart and the Whale
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My Week With Marilyn
My Son, My Son, What Have Ye Done
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N
Nana, La
Nathalie
Ne Le Dis À Personne
Ne Te Retourne Pas
NEDS
New World, The
Ni pour, ni contre (bien au contraire)
Niña Santa, La
Night Listener, The
Night on Earth
Nightmare Before Christmas, The
Ninguém Sabe
No Country For Old Men
No Reservations
No Sos Vos, Soy Yo
Nombres de Alicia, Los
North Country
Notes on a Scandal
Number 23, The

O
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Odore del Sangue L’
Offside
Old Joy
Oldboy
Oliver Twist
Once
Onda, A - Die Welle
Ondine
Orgulho e Preconceito
Orly

P
Pa Negre (Pan Negro)
Painted Veil, The
Palais Royal!
Para Que No Me Olvides
Paradise Now
Paranoid Park
Parapalos
Paris
Paris, Je T’Aime
Passager, Le
Passenger, The (Professione: Reporter)
Patti Smith - Dream of Life
Perder Es Cuestión de Método
Perfume: The Story of a Murderer
Persépolis
Personal Velocity
Petite Lili, La
Piel Que Habito, La
Pink
Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest
Planet Terror
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Post Mortem
Poupées Russes, Les
Prairie Home Companion, A
Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire
Prestige, The
Presunto Culpable
Pretty In The Face
Prophète, Un
Promeneur du Champ de Mars, Le
Promotion, The
Proof
Proposition, The
Prud'Hommes
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Quelques Jours en Septembre
Qui M’Aime Me Suive

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Science des Rêves, La
Sconosciuta, La
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Selon Charlie
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Señora Beba
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Séptimo Día, El
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Soeurs Fâchées, Les
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