CRÍTICA E OPINIÃO SOBRE CINEMA
Terça-feira, 30 de Setembro de 2008
ESPÓLIO


música:





dvds:




livros:




(em fase de pós-produção, a adaptação deste livro ao cinema será o próximo projecto de realização de Peter Jackson)



(cuja adaptação ao cinema deverá estrear ainda este ano pela mão de Mark Herman, realizador de “BRASSED OFF”)



(jornalista da série documental da BBC2 ‘WEIRD WEEKENDS’)




(autora do impactante ‘NO LOGO’)


(ex-director executivo da Revista ‘Premiere’)



ainda a faltar:







realizado por Rita às 01:40
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
In Bruges ***


 

Realização: Martin McDonagh. Elenco: Colin Farrell, Brendan Gleeson, Ralph Fiennes, Clémence Poésy, Eric Godon, Jordan Prentice. Nacionalidade: Reino Unido / Bélgica, 2006.



 



 

“In Bruges”, uma comédia negra com caminhos inesperados, marca a estreia do dramaturgo irlandês Martin McDonagh nas longas-metragens.


 

Dois assassinos irlandeses, Ken (Brendan Gleeson) e Ray (Colin Farrell), são enviados pelo seu patrão Harry (Ralph Fiennes) para um exílio forçado em Bruges (Bélgica), na consequência de um golpe que não correu como previsto. Mas enquanto Ken aproveita a viagem para passear pelos canais, visitar igrejas e contemplar as pinturas de Hieronymus Bosch, Ray queixa-se do aborrecimento de por estar no que para ele é um fim do mundo.


 

Ray não consegue sentir o entusiasmo e a curiosidade de Ken pela cidade medieval, mas, quando se depara com um set de filmagens no meio da rua, não consegue disfarçar o seu deslumbre. Aí, ele conhece Chloë (Clemence Poesy), uma bela fornecedora de droga e Jimmy (Jordan Prentice), um anão racista.


 

Rapidamente se percebe que a aversão de Ray pela História é também uma fuga ao passado que o tortura, e que Ken, do alto da sua posição de veterano, já aprendeu a contornar. Em vez que dois monstros frios, McDonagh dá-nos dois homens perseguidos e perturbados pelas coisas más que fizeram, mas também pelas coisas que fizeram mal.


 

Ainda que Bruges nunca assuma o “papel-personagem” que se esperaria dado o título do filme (mas felizmente também não se reduz à forma de postal-ilustrado), é ela que provoca a distância necessária para que Ken e Ray consigam ver-se a si mesmos, longe que estão de quem normalmente são.


 

O argumento de McDonagh oferece-nos bons diálogos para duas fortes interpretações. Gleeson não conseguiria despertar mais empatia nesta figura lúcida e paternal e Farrell, num ambiente onde se sente manifestamente confortável, é aquilo que Hollywood não o deixa ser: depressivo, nervoso e derrotista.


 

Em “In Bruges” o humor contido é rasgado por um certo horror, de uma forma desconcertante. Exactamente como nas pinturas de Bosch.



 




 

CITAÇÕES:


 

“Maybe that's what 'ell is, an entire eternity spent in fucking Bruges.”
COLIN FARRELL (Ray)


 

“Why do I have to climb up there to see down here? I'm already down here.”
COLIN FARRELL (Ray)




 



realizado por Rita às 00:56
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Paul Newman




(1925-2008)






realizado por Rita às 23:19
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
9ª FESTA DO CINEMA FRANCÊS




Durante um mês, a 9ª edição da Festa do Cinema Francês estender-se-á por Lisboa (2 a 12 de Outubro - Cinema São Jorge, Cinemateca Portuguesa e Instituto Franco-Português), Almada (8 a 12 Outubro - Auditório Fernando Lopes Graça), Coimbra (13 a 18 de Outubro - Teatro Académico Gil Vicente), Porto (21 a 26 de Outubro - Fundação Serralves, Cinemas Cidade do Porto) e Faro (29 de Outubro a 2 de Novembro - Teatro Municipal de Faro, Cinemas SBC).


Além do programa habitual, que inclui com 25 antestreias, este ano a Festa conta ainda com duas novas secções:

Paris-Lisboa – organizada em Lisboa com conjunto com a Cinemateca Portuguesa, conta com 10 obras rodadas em Lisboa e Paris. A abertura será feita com um cine-concerto.

Cannes em Portugal – homenageando a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, em Lisboa e no Porto serão exibidas 10 obras por estrear entre nós.


Uma programação especial da RTP2 de longas e curtas-metragens acompanhará este evento ao longo do mês.




FILMES EM EXIBIÇÃO:



CARTOUCHES GAULOISES, de Mehdi Charef (2007, 1h32)

com Ali Hamada, Thomas Millet, Julien Amate, Tolga Cayir, Mohammed Medjahri, Sabrina Senoussi, Nassim Meziane


“Cartouches Gauloises” passa-se na Primavera de 1962, a última Primavera da guerra da Argélia. A Primavera antes da independência. Ali (Ali Hamada), onze anos, e o seu melhor amigo, Nico (Thomas Millet), vêem o mundo deles a mudar. E fingem acreditar que Nico nunca vai partir. Nunca?




CE QUE MES YEUX ONT VU, de Laurent de Bartillat (2007, 1h28)

com Sylvie Testud, Jean-Pierre Marielle, James Thiérrée, Agathe Dronne


Lucie, de 25 anos, é, além de uma jovem estudante de arte, uma investigadora fascinada pelas obras do pintor Watteau. Ela está convencida de que algumas de suas telas escondem segredos e sentimentos nunca antes revelados. Para esta estudante torna-se quase uma obsessão descobrir quem é a mulher que surge dissimulada em todas as obras do pintor durante um certo período. O seu encontro com o enigmático Vincent, surdo-mudo, irá perturbar a sua investigação e lançá-la na profundidade de uma história com mais de dois séculos de existência.




CHRYSALIS, de Julien Leclercq (2007, 1h34)

com Albert Dupontel, Marie Guillard, Marthe Keller, Mélanie Thierry, Alain Figlarz Argumento: Julien Leclercq, Franck Philippon


Paris, ano de 2020. David Hoffman (Albert Dupontel), um ex-tenente da força policial europeia, aceita regressar à polícia para perseguir um perigoso traficante, Dimitri Nicolov (Alain Figlarz), também acusado de ter assassinado a mulher de Hoffmann. A investigação conduzi-lo-á ao rasto de uma organização criminosa, que se dedica ao tráfico de órgãos e a uma misteriosa clínica. Esta clínica, dirigida pela Professora Brügen (Marthe Keller), está equipada com tecnologia de ponta e tem capacidade para restaurar e inserir memórias no cérebro. Mas…há memórias que não se podem perder…




DÉLICE PALOMA, de Nadir Moknèche (2006, 2h14)

com Biyouna, Aylin Prandi, Daniel Lundh, Nadia Kaci, Lyes Salem


Zineb é uma instituição em Argel a quem todos podem recorrer caso necessitem de “ajuda”, seja para uma licença de construção ou para conhecer uma rapariga atraente e disponível. Convencida de que é uma benfeitora nacional Madame Aldjeria tem cerca de cinquenta anos, uma ascendência modesta, um filho ilegítimo e uma vontade férrea de escalar a hierarquia social. E se sobreviver na Argel actual implica uma atitude inteligente e agressiva, subir a escada social irá conduzi-la a aceitar compromissos cada vez maiores. Tudo para concretizar o seu sonho de comprar os banhos de Caracalla, que lhe irão permitir melhorar de vida...




DEUX JOURS À TUER, de Jean Becker (2007, 1h25)

com Albert Dupontel, Pierre Vaneck, Marie-Josée Croze


Antoine (Albert Dupontel), 42 anos, é um publicitário de sucesso com uma vida perfeita. É casado com Cécile (Marie-Josée Croze), de quem tem dois filhos, vive numa boa casa, tem amigos e mantém com os vizinhos uma boa relação. Um dia, o equilíbrio da sua vida perfeita desfaz-se. Adoptando uma atitude de intransigência, começa a questionar tudo o que construiu nos últimos anos da sua vida – casamento, filhos, profissão, amizades... Perante o espanto daqueles que o rodeiam, destrói, no espaço de uma semana, toda a estrutura da sua vida...




LA DEUXIÈME SOUFFLE, de Alain Corneau (2007, 2h36)

com Daniel Auteuil, Monica Bellucci, Michel Blanc, Jacques Dutronc, Eric Cantona, Gilbert Melki, Daniel Duval


Gu (Daniel Auteuil), um perigoso e respeitado gangster francês condenado a prisão perpétua, consegue evadir-se da prisão no final dos anos cinquenta. Perseguido pela polícia, só pensa em fugir para fora do país com Manouche (Mónica Bellucci), a mulher que ama. Para o fazer precisa de dinheiro e aceita entrar num último assalto. Vítima de uma maquinação, acaba por ficar com fama de traidor e vai ter que limpar a sua honra…




ENTRE LES MURS, de Laurent Cantet (2008, 2h08)

com François Bégaudeau, Nassim Amrabt, Laura Baquela, Vincent Caire, Olivier Dupeyron


François (François Bégaudeau) é um jovem professor da disciplina de francês, de uma turma do 9º ano. Leccionando numa escola que está longe de ter o ambiente ideal, François investe num exercício em que provoca os seus alunos a entrarem em estimulantes debates, nos quais o uso da palavra é por si só um desafio. O professor procura desta forma superar um relacionamento nem sempre fácil com Esmeralda, Souleymane, Khoumba entre outros, ensinando-lhes ao mesmo tempo o poder da palavra na defesa dos direitos de cada um. Mas a aprendizagem da democracia por vezes também pode envolver alguns riscos...




FAUBOURG 36, de Christophe Barratier (2008, 2h00)

com Gérard Jugnot, Clovis Cornillac, Kad Merad, Nora Arnezeder, Pierre Richard, Bernard-Pierre Donnadieu, Maxence Perrin, François Morel, Élisabeth Vitali, Christophe Kourotchkine


Em 1936, com a vitória da Frente Popular, a esperança varre os bairros operários das grandes cidades francesas. Num bairro do nordeste de Paris, três operários ligados ao teatro estão desempregados desde que a sala de espectáculos onde trabalhavam fechou. É então que resolvem ocupar o teatro, abandonado e ameaçado de demolição, que até há poucos meses lhes dava trabalho. Reapropriam-se do Chansonia e tentam montar um novo “espectáculo de sucesso” com muita música à mistura, que volte a dar vida à sala…




FAUT QUE ÇA DANSE!, de Noémie Lvovsky (2007, 1h40)

com Jean Pierre Marielle, Valeria Bruni-Tedeschi, Sabine Azéma, Bulle Ogier, Bakary Sangaré, Arié Elmaleh


Na família Bellinsky há o pai, Salomon (Jean-Pierre Marielle), que com 80 anos refuta qualquer intenção de monotonia. Entre as coreografias de Fred Astaire, que ele tanto aprecia, e a busca incessante por uma companheira, vive cada momento com grande energia; A mãe, Geneviéve (Bulle Ogier), que progride no seu processo de infantilização, de acordo com as indicações dadas pelo mentor e companheiro de todas as horas, Mr Mootoosamy (Bakary Sangaré); E Sarah (Valeria Bruni-Tedeschi), a filha, que fica surpresa ao descobrir que está grávida, pois sempre se julgou estéril. Tem agora a responsabilidade de constituir uma nova família...




LA REINE SOLEIL, de Philippe Leclerc (2007, anim., 1h17)

vozes: Coralie Vanderlinden, David Scarpuzza, Arnaud Léonard, Catherine Coner, Philippe Allard


Antigo Egipto, 18ª dinastia. Akhesa é uma princesa linda, impetuosa e rebelde, filha do faraó Akhenaton. Recusando-se a viver confinada ao interior do palácio real, e ignorando a razão pela qual a sua mãe, a Rainha Nefertiti, se encontra exilada, foge com a ajuda do príncipe Thout na esperança de a encontrar. Inconscientes dos perigos de uma viagem destas, Akhesa e Tout navegam pelo Nilo e atravessam as dunas quentes do deserto, tendo como únicas armas a coragem e a inocência...




LADY JANE, de Robert Guédiguian (2007, 1h42)

com Ariane Ascaride, Jean-Pierre Darroussin, Gérard Meylan, Yann Tregouët, Frédérique Bonnal, Pascale Roberts, Jacques Boudet, Pascal Cervo, Giuseppe Selimo


Um grupo de amigos, Muriel (Ariane Ascaride), François (Jean-Pierre Darroussin) e René (Gérard Meylan), cresceram nos anos setenta ao som dos Rolling Stones. Distribuíam o produto dos seus roubos de justiceiros pelos operários do bairro popular de Marselha onde viviam. Separaram-se quando, num dos assaltos, mataram um joalheiro. Trinta anos depois reúnem-se de novo, porque o filho adolescente de Muriel foi raptado e é preciso juntar o dinheiro para pagar o resgate…




LES FEMMES DE L’OMBRE, de Jean Paul Salomé (2008, 1h58)

com Sophie Marceau, Julie Depardieu, Marie Gillain, Déborah François, Moritz Bleibtreu, Maya Sansa


França, 1944, II Guerra Mundial. Próxima da Resistência, Louise (Sophie Marceau) embarca para Londres após o assassinato do seu marido. Nessa altura, é recrutada pela Special Operations Executive (SOE), uma agência de informação secreta criada por Churchill, cujo objectivo é sabotar as acções do exército nazi. A sua primeira missão é resgatar um agente britânico detido pelo inimigo. Louise contará com o apoio de outras quatro mulheres, escolhidas especificamente para esta incumbência. Dependendo apenas da sua sorte, coragem e determinação, afrontam o seu próprio destino...




LE FILS DE L’ÉPICIER, de Éric Guirado (2007, 1h36)

com Nicolas Cazalé, Clotilde Hesme, Daniel Duval, Jeanne Goupil, Lilianne Rovère


Quando Antoine (Nicolas Cazalé) propõe a Claire (Clothilde Hesme), sua melhor amiga, emprestar-lhe dinheiro para que ela possa prosseguir os estudos, está muito longe de imaginar onde o levará a sua promessa. O Verão chegou e o jovem deixa a cidade de Paris para ir ajudar os pais, numa vila rural do sul de França. O pai, merceeiro ambulante, adoeceu e Antoine, embora contrariado, mas com a sua promessa para cumprir, aceita substitui-lo no abastecimento de mercearias aos povoados mais isolados. Aquilo que começou por ser uma contrariedade transforma-se numa riquíssima (re)descoberta, num retorno à alegria de viver e, quem sabe, ao amor...




LES LIP, L’IMAGINATION AU POUVOIR, de Christian Rouaud (2007, doc., 1h58)


A história começa a 17 de Abril de 1973, na fábrica de relógios LIP, em Palente, na periferia de Besançon. Outrora uma empresa próspera, a LIP encontrava-se então nas mãos de novos proprietários que planeavam um plano de despedimentos dramático para os operários. A resistência organizada pelos trabalhadores deu origem a um movimento de luta incrível, que durou vários anos, mobilizou multidões em França e na Europa, multiplicou as acções ilegais sem ceder à tentação da violência, apoiando-se na democracia directa e numa imaginação incandescente!




LE PREMIER CRI, de Gilles de Maistre (2006, doc., 1h40)


Durante a ocorrência de um eclipse total do sol pela lua, avistado em todo o mundo, o destino de várias personagens reais cruza-se num momento único e universal: o nascimento de um bebé. Esta é a emocionante e verdadeira história sobre o nosso primeiro grito da vida, aquele que emitimos quando nascemos e que anuncia a nossa chegada ao mundo. Das areias quentes do Sahara às planícies brancas da Sibéria, da beleza sagrada do Ganges ao Japão tradicional, este é um filme com imagens únicas, onde o cenário é a própria Terra. Um contraste de terras, de pessoas e de culturas, na mais bela e insólita das viagens. O nascimento no grande ecrã, visto à escala do planeta.




LE SILENCE DE LORNA, de Jean-Pierre e Luc Dardenne (2007, 1h45)

com Arta Dobroshi, Jérémie Renier, Fabrizio Rongione, Alban Ukaj, Morgan Marinne, Olivier Gourmet, Anton Yakovlev, Grigori Manoukov


Lorna (Arta Dobroshi), uma jovem albanesa que vive na Bélgica, sonha em ter o seu namorado Sokol perto dela e ter dinheiro para abrir um café.É preciso obter a nacionalidade e o dinheiro. Lorna tenta encontrar uma saída tornando-se cúmplice de Fabio (Fabrizio Rongione), um homem dos meios do crime de Liège.Este arranja-lhe um casamento falso com um toxicodependente belga, Claudy (Jérémie Renier) para em seguida poder casar com um mafioso russo disposto a pagar muito para se naturalizar. Para que esse segundo casamento aconteça, Fabio decide matar Claudy... Lorna tem que manter o silêncio.




LE TUEUR, de Cédric Anger (2007, 1h30)

com Gilbert Melki, Grégoire Colin, Mélanie Laurent


Paris, época de Natal. Léo Zimmerman é um homem de negócios, aparentemente exemplar, que vive sobretudo para a filha. Os investimentos que faz na bolsa, trazem-lhe ganhos avultados, mas sente-se espiado. É um homem stressado que já não sonha. Um dia é visitado no seu escritório por Dimitri Kopas que se apresenta como um cliente normal. Contudo, o empresário percebe que Kopas está ali para o matar. Desvairado pela paranóia e pela ansiedade, Leo Zimmerman decide confrontar o seu executor e propor-lhe um pacto…




PARIS, de Cédric Klapisch (2007, 2h10)

com Juliette Binoche, Romain Duris, Fabrice Luchini, Albert Dupontel, François Cluzet, Mélanie Laurent, Zinedine Soualem


Pierre (Romain Duris), um jovem bailarino parisiense, descobre que sofre de uma doença que lhe poderá ser fatal. A perspectiva da morte faz com que valorize a sua vida e a das pessoas com quem se cruza diariamente no seu bairro, seja a sua irmã (Juliette Binoche), os vizinhos ou os comerciantes. Através de um novo olhar, Pierre assiste ao desenrolar das histórias destas pessoas, dos seus problemas, dos seus encontros e das suas emoções...




PROMETS-MOI, de Emir Kusturica (2007, 2h06)

com Stribor Kusturica, Aleksandar Bercek, Uros Milovanovic, Marija Petronijevic


Tsane (Uros Milovanovic) vive com o avô (Aleksandar Bercek) num povoado, no cimo de uma colina. Juntamente com Bossa (Ljiljana Blagojevic), a vizinha, que é também a professora de Tsane, são os três únicos habitantes daquele lugar. Um dia, o avô revela que poderá estar perto de morrer e antes que isso aconteça o neto deverá cumprir três desejos seus. Para fazer a vontade ao avô, Tsane segue até à cidade mais próxima. Mas enquanto o jovem se debate com a confusão urbana, com redes mafiosas e outros tumultos, o avô descobre, onde menos espera, as delícias do amor...




SURVIVRE AVEC LES LOUPS, de Véra Belmont (2007, 1h58)

com Mathilde Goffart, Yael Abecassis, Guy Bedos, Michèle Bernier, Benno Fürmann, Anne-Marie Philipe, Franck Personne


Segunda Guerra Mundial. Misha (Mathilde Goffart), uma criança judia de 8 anos, cujos pais foram deportados, abandona a família que a recolheu e parte em busca dos progenitores. Sabe apenas que estes estão algures para Este. Com a ajuda de uma bússola e pelos seus próprios pés, percorre a Bélgica, toda a Alemanha e a Polónia, na esperança de os encontrar. Para sobreviver, evita os homens e a sua violência, junta-se a uma alcateia de lobos e torna-se num deles...




TOI & MOI, de Julie Lopes-Curval (2006, 1h34)

com Marion Cotillard, Julie Depardieu, Jonathan Zaccaï, Eric Berger, Sergio Peiris Mencheta


Redactora de fotonovelas para a revista “Toi & Moi”, Ariane (Julie Depardieu) inspira-se na sua vida amorosa e na da sua irmã Lena (Marion Cotillard) para compor as suas histórias, ainda que bastante romanceadas. Na realidade, as suas vidas são muito pouco românticas. Ariane persegue Farid (Tomer Sisley) na esperança de que ele se transforme, miraculosamente, no seu príncipe encantado. E Lena vive entediada a sua relação com François (Eric Berger). Ambas se debatem num mundo de dúvidas, emoções, desgostos e desejos. Entre o cinzento das suas existências monótonas e o colorido das fotonovelas, conseguirão realmente estas duas irmãs encontrar o verdadeiro amor?




U, de Serge Elissalde (2006, anim., 1h15)

vozes: Vahina Giocante, Isild Le Besco, Marie-Christine Orry, Jean-Claude Bolle-Reddat, Bernadette Lafont


Um unicórnio chamado U vem em auxílio de Mona, uma menina desesperada com a crueldade dos pais adoptivos. O tempo vai passando, Mona cresce e transforma-se numa bonita adolescente sonhadora e muito preocupada com a sua aparência. Um dia, chega a este país imaginário uma família de músicos barulhentos e extravagantes e, entre eles, o sedutor Kulka...




UN BAISER S’IL VOUS PLAÎT, de Emmanuel Mouret (2007, 1h40)

com Emmanuel Mouret, Virginie Ledoyen, Julie Gayet, Michaël Cohen, Stefano Accorsi, Frédérique Bel, Melanie Maudran, Marie Madinier


De passagem por Nantes apenas uma noite, Emilie (Julie Gayet) conhece Gabriel (Michaël Cohen). Ambos ficam seduzidos um pelo outro, mas cada um tem a sua vida e sabem que nunca mais se verão. Ele gostaria de a beijar, e ela também… mas uma história que lhe contaram sobre um beijo com consequências, impede-a. É então que Emilie conta essa história.




VALSE AVEC BACHIR, de Ari Folman (2008, anim./doc., 1h27)


Ari Folman, um soldado israelita da 1ª Guerra do Líbano, vai ao encontro dos seus ex-companheiros de armas para recordar a sua prestação. Num desses encontros Ari expõe uma imagem que recorda. Folman e o ex-companheiro concluem que o sonho só poderá estar relacionado com a missão que cumpriram há 20 anos, no Líbano. Missão que tornou Folman num homem diferente. Este filme é uma obra documental de animação, onde o realizador traz à superfície imagens dos massacres de Sabra e Chatila.




VOLEURS DE CHEVAUX, de Micha Wald (2007, 1h30)

com Adrien Jolivet, Grégoire Colin, François-René Dupont, Grégoire Leprince-Ringuet, Igor Skreblin, Mylène St-Sauveur, Corentin Lobet


Algures no Leste da Europa e em 1856, Jakub (Adrien Jolivet) foi expulso do seu regimento de Cossacos porque deixou que o seu cavalo fosse roubado. No decorrer do ataque de ladrões, o irmão de Jakub foi morto. O antigo soldado parte determinado a vingar a morte do irmão e a reencontrar a sua montada enquanto que outros dois jovens irmãos, Elias (François-René Dupont) e Roman (Grégoire Colin), continuam as suas incursões para roubarem cavalos…




Mais detalhes em http://www.festadocinemafrances.com.



* Sinopses retiradas do site oficial




Edições anteriores:
2006
2005






realizado por Rita às 00:45
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
War, Inc. **

Realização: Joshua Seftel. Elenco: John Cusack, Joan Cusack, Marisa Tomei, Hilary Duff, Ben Kingsley, Dan Aykroyd, Lubomir Neikov. Nacionalidade: EUA, 2008.





A empresa Tamerlane está encarregue de gerir o Turaquistão, uma nação ocupada pelos Estados Unidos. Perante a ameaça da construção de um oleoduto através do Turaquistão, o director da Tamerlane (Dan Akyroyd) envia o agente Brand Hauser (John Cusack) com a missão de assassinar o magnata do petróleo Omar Sharif (Lubomir Neikov). O seu disfarce é uma feira sobre a liberdade, coordenada pela relações públicas Marsha Dillon (Joan Cusack). Pelo caminho, Hauser tem de se esquivar da jornalista Natalie Hegalhuzen (Marisa Tomei), e lidar com a mimada estrela pop do país, Yonica Babyyeah (Hillary Duff).


O grande problema de “War, Inc.” é a sua indefinição. Perdido entre o que seria um filme sério sobre a guerra e o domínio global das grandes corporações empresariais, a sátira a essa realidade e uma delirante novela das nove, o resultado deste projecto pessoal de John Cusack (que co-assina o argumento e a produção) não vai além de um caos que nunca a chega a fazer-nos soltar uma gargalhada sentida.


“War, Inc.” é demasiado evidente em tudo. Na sua leitura paralela com a realidade (será fácil ligar nomes e entidades à história recente americana), a narrativa vai pelos caminhos mais previsíveis. As marcas colocadas em quase todas as cenas pelo design de produção (além do pouco subtil Brand de Cusack), que começam por ser divertidas rapidamente se tornam extenuantes. E nem sequer o passado de Hauser, marcado pela traição do seu chefe na CIA (Ben Kingsley) e que o leva a tomar doses industriais de molho picante para abrandar a dor, serve para adicionar qualquer camada àquilo que não passa de uma caricatura, como acontece com todas as outras personagens.


Quem se lembra de “Grosse Pointe Blank” (1997) sabe que John Cusack consegue ser bastante mais contundente, quer no texto quer no plateau.






realizado por Rita às 01:28
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Ir ao cinema






ELECTRIC CINEMA – Portobello Rd, London





realizado por Rita às 01:30
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Once ***

Realização: John Carney. Elenco: Glen Hansard, Marketa Irglova, Hugh Walsh, Gerry Hendrick, Alaistair Foley, Geoff Minogue, Bill Hodnett, Danuse Ktrestova. Nacionalidade: Irlanda, 2006.





“Once” não é um musical, é antes um filme sobre música, sobre o amor pela música. Por isso, e apesar do Oscar para melhor canção por ‘Falling Slowly’, ninguém começa a cantar a despropósito a meio da história ou a dançar no meio da rua.


O filme de John Carney é feito de subtilezas que fogem até ao cliché, quer da procura do sucesso quer do romance. O talento musical, o charme e a cumplicidade dos seus protagonistas, Glen Hansard e Marketa Irglova dão autenticidade a uma história simples.


Um jovem compositor (Hansard) aproveita os intervalos no trabalho de reparação de máquinas que partilha com o pai, para cantar as suas músicas na rua. Numa noite, conhece uma emigrante checa (Irglova) que lhe dá umas moedas pela sua canção. Entre os dois surge a confortável intimidade que só se consegue com estranhos. De uma forma ou outra, ambos estão presos ao passado, e, com a desculpa racional da música começam a olhar oara o seu futuro. Cada um deles funciona como catalisador para que o outro lute pelo seu sonho e o processo de composição assume um paralelismo com a construção de uma relação pessoal, como se a música legitimasse o conforto emocional de estar com o outro.


Apenas Hansard tinha já alguma (pouca) experiência de interpretação – como guitarrista em “The Commitments” (1991) –, e são de sua autoria a maioria das canções que surgem em “Once”, fazendo por vezes lembrar Damien Rice. Mas o conforto de Irglova terá também origem na sua anterior colaboração: o álbum ‘The Swell Season’ de 2006 gravado com Hansard.


Por muito utilitarista que seja esta visão, todos os outros são meios para chegarmos a algum lugar, a algum lugar de nós mesmos também. Uns seguem connosco lado a lado por um tempo, outros para sempre, outros ainda ficam pelo caminho. E se são tão raras as pessoas que conseguem fazer o melhor de nós vir ao de cima, mais uma razão para as “aproveitarmos”.








FALLING SLOWLY

I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along






realizado por Rita às 00:45
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
The X-Files: I Want To Believe


I don’t believe. Not anymore.








realizado por Rita às 22:19
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Sábado, 20 de Setembro de 2008
Get Smart


Fiel à inspiração de base, mas desnecessário.








realizado por Rita às 17:36
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Sexta-feira, 19 de Setembro de 2008
For Your Eyes Only






Imperial War Museum, London

EU VOU!






realizado por Rita às 00:38
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2008
Be Kind Rewind ****

Realização: Michel Gondry. Elenco: Jack Black, Mos Def, Danny Glover, Mia Farrow, Melonie Diaz. Nacionalidade: EUA, 2008.





Em Passaic, New Jersey, no clube vídeo ‘Be Kind Rewind’ pode-se alugar um filme à escolha, desde que seja em VHS. Com a renda em atraso e a possibilidade de fecho da loja torna-se uma ameaça realista. Por isso o seu dono, Elroy Fletcher (Danny Glover), decide ausentar-se por uns dias para investigar a concorrência, dando instruções precisas ao seu pupilo Mike (Mos Def) para que não deixe o seu amigo Jerry (Jack Black) entrar na loja. Fletcher sabe que Jerry é um desastre ambulante. A mais recente obsessão de Jerry é com a central eléctrica perto da sua casa, que ele acredita estar a enchê-lo de radiações. Numa frustrada tentativa de a sabotar, Jerry acaba por ficar magnetizado e, quando vai visitar Mike à ‘Be Kind Rewind’, a sua energia apaga todos os vídeos disponíveis para aluguer. Para impedir que o negócio vá por água abaixo, os dois amigos optam pela solução pouco convencional de filmarem eles mesmos, com a ajuda da empregada de lavandaria Alma (Melonie Diaz), as versões substitutas dos filmes. E assim, passam a cobrar 20 dólares por filmes de 20 minutos que têm de ser requisitados com 24 horas de antecedência, com a desculpa de que os mesmos vêm da Suécia.


“Be Kind Rewind” é sobretudo uma sincera homenagem ao cinema, a todo o tipo de cinema, sem sequer excluir os maus filmes que fazem parte do imaginário de todos nós, e à acessibilidade que este passou a ter através do vídeo. E se aqui a narrativa é mais fraca que as que Michel Gondry nos tem habituado (“Eternal Sunshine of the Spotless Mind”, “La Science des Rêves”), ele compensa largamente em paixão, entusiasmo e criatividade. Salvar a loja é totalmente secundário quando temos o prazer de ver as reconstruções imaginativas de Mike e Jerry (ou melhor, de Gondry). E as versões de filmes como “Ghostbusters”, “Driving Miss Daisy”, “Rush Hour”, “The Lion King”, “RoboCop” ou “2001: A Space Odyssey” são perfeitamente delirantes.


À semelhança de “La Science des Rêves”, também este é um mundo infantil com pequenas maravilhas feitas à mão. Um universo onde as aulas de trabalhos manuais da escola fazem todo o sentido, quando compradas com as vazias teorias universitárias. Mas ainda que “Be Kind Rewind” mantenha muita da inocência dos filmes anteriores é, de longe, o menos melancólico.


Também aqui as personagens de Gondry se descobrem a si mesmas e reinventam-se (ao mesmo tempo que o negócio da loja renasce) de uma forma quase onírica. Nos opostos, equilibra-se a doçura e timidez de Mike com a expansividade de Jerry, num casting feito à medida.


E se a literatura dificilmente pode ser entendida se for escrita ao contrário, o cinema é tão emocionante visto de um lado do ecrã como do outro.






CITAÇÕES:


“I'm Bill Murray, you're everybody else.”
MOS DEF (Mike)


“Jerry – How come you never got married Mr. Fletcher?
Elroy Fletcher – Well, the common story is, the girl that you's gon' ask you waited too long to ask. She went on to marry somebody else and then you can't find anybody to compare to her, so what happens?... You get old.”
JACK BLACK (Jerry) e DANNY GLOVER (Elroy Fletcher)


“Our past is ours. So we can change it if we want to.”
MIA FARROW (Ms. Falewicz)






realizado por Rita às 00:40
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008
La Soledad ***1/2

Realização: Jaime Rosales. Elenco: Sonia Almarcha, Petra Martínez, Miriam Correa, Nuria Mencía, María Bazán, Jesús Cracio, Lluís Villanueva, Luis Bermejo, Juan Margallo, José Luis Torrijo, Carmen Gutiérrez. Nacionalidade: Espanha, 2007.





Adela (Sonia Almarcha) está separada do pai do seu filho de um ano, e decide deixar a aldeia onde vive rumo a Madrid. Antonia (Petra Martínez) tenta mediar os conflitos entre as suas três filhas adultas: Helena (María Bazán), que lhe pede dinheiro para comprar um apartamento na praia; Nieves (Nuria Mencía), a quem foi detactado um cancro; e Inés (Miriam Correa), que acaba por alugar um quarto do apartamento onde vive a Adela.


A composição rígida de Jaime Rosales serve um claro propósito nesta meditação sobre a solidão e a ilha que é cada ser humano, numa eterna e vã tentativa de se ligar aos outros. Formalmente, Rosales optou por dividir o ecrã em duas metades, numa técnica denominada ‘polivisão’, na qual duas câmaras fixas acompanham uma mesma cena mas de um ângulo distinto. Mesmo quando isso não acontece, as cenas estão marcadas por elementos verticais que deliberadamente as cortam.


Ao moverem-se entre cada uma destas metades, as personagens abandonam um espaço para entrar noutro, e Rosales continua a mostrar-nos o espaço vazio, aquele exacto espaço que fica quando as pessoas se vão. Da mesma forma que um espaço anteriormente vazio retoma o seu sentido quando alguém entra nele. É inevitável fazer-se uma leitura emocional deste processo, que tem tanto de escolha deliberada como de arbitrário.


É também o elemento arbitrário que vem perturbar a rotina com a qual Rosales nos anestesiou durante a primeira metade do filme. E sim, pelo seu compasso lento, “La Soledad” exige empenho por parte do espectador. É curioso depois observar como a única forma de lidar com a tragédia é descobrir uma nova rotina, a tranquilidade dos gestos e das palavras do dia-a-dia.


Rosales joga com as regras da ficção e do documentário para nos dar algo que se confunde entre um e outro. O nosso olhar curioso é posto do lado de fora de janelas e portas, porque nós não pertencemos ao mundo que eles nos está a mostrar, porque ali, tal como na vida, os grandes acontecimentos são vividos na intimidade. E, por isso, consegue ser tão constrangedor assistir à agressividade que emana de conversas educadas que camuflam rancores e acusações.


O elenco não tem nomes sonantes, e “La Soledad” acaba por beneficiar exactamente desse facto. Não que as interpretações não sejam suficientemente fortes para as tomarmos por reais, porque são, mas porque onde poderíamos vislumbrar a entidade ‘actor’, apenas vemos pessoas.


Para adicionar ainda mais crueza, a banda sonora é inexistente. Os ruídos são apenas (apenas?) os da cidade. Mas o maior barulho, esse, é feito pelos silêncios.






realizado por Rita às 00:57
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Terça-feira, 16 de Setembro de 2008
The Savages ****

Realização: Tamara Jenkins. Elenco: Laura Linney, Philip Seymour Hoffman, Philip Bosco, Peter Friedman, David Zayas, Gbenga Akinnagbe, Cara Seymour, Tonye Patano. Nacionalidade: EUA, 2007.





Quando a mulher o abandonou, Lenny Savage (Philip Bosco) tornou-se um pai solteiro muito longe do exemplar. Já adultos, os seus filhos ainda lhe guardam profundos rancores. Wendy, (Laura Linney) é uma aspirante a dramaturga de 39 anos que vive em Nova Iorque e que tem em mãos uma peça de teatro subversiva e auto-biográfica. Jon (Philip Seymour Hoffman) de 42 anos é autor de livros sobre teatro e dá aulas sobre Bertolt Brecht numa universidade em Buffalo.


Após a morte da namorada Doris, em Sun City, Arizona, Lenny vê-se à beira do desalojamento quando os filhos de Doris querem vender a casa. Num agravado processo de demência, Lenny começa a escrever na parede com os seus próprios excrementos. Egoístas e egocêntricos, Wendy e Jon dão por si a ter de tomar conta de um pai que nunca tomou conta deles. Enquanto Jon procura uma casa de repouso em Buffalo, Wendy vê-se repentinamente no papel maternal.


É a sensibilidade da realizadora e argumentista Tamara Jenkins que fazem de “The Savages” a pequena pérola que é (ingratamente relegado numa passagem directa a DVD). O diálogo é aguçado e mordaz, sem que as personagens sejam extraordinariamente engraçadas ou talentosas. As suas dores de crescimento são as de toda a gente. Sem tragédias imensas, ou grandes cenas de choro, o sofrimento é vivido, essencialmente, em silêncio. A culpa desesperada de escolher um lar, a tentativa de tornar esse lar confortável para minimizar um acto que se interpreta de abandono. Porque esta cultura não venera os seus idosos, mas também não sabe aceitar o fim.


Wendy e Jon são forçados a olhar para o seu passado e para o seu presente, mas Jenkins recusa entrar nos horrores das suas infâncias, porque as razões não interessam. O que é importante é como lidam eles com as suas cicatrizes, essa incapacidade que ficou de assumirem plenamente as suas relações. Wendy vive uma relação sem futuro com um homem casado, limitando o seu apego a um gato e um feto. Jon, tem uma namorada polaca a quem se recusa pedir em casamento, que seria a única forma de a manter nos Estados Unidos.


E tudo isto é feito de pequenos momentos, pequenas palavras, pequenos olhares, sem melodramas e sem maus da fita. A subtileza e a sinceridade das interpretações tornam difícil ver ali dois actores. Também porque Jenkins é dura com as suas personagens. “The Savages” assume a ausência de uma solução-chave para lidar com o envelhecimento ou a morte de um progenitor.


Ninguém sobrevive intacto à sua infância. Não é suposto. O que sim, devemos a nós mesmos, é acreditar no nosso direito à felicidade.






CITAÇÕES:


“We don't have to go after him Wendy; we're not in a Sam Shepard play.”
PHILIP SEYMOUR HOFFMAN (Jon)


“Maybe dad didn't abandon us. Maybe he just forgot who we were. ”
LAURA LINNEY (Wendy)


“Jimmy – Are you married?
Wendy – No... but my boyfriend is.”
GBENGA AKINNAGBE (Jimmy) e LAURA LINNEY (Wendy)






realizado por Rita às 00:12
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Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008
Próximas “estreias”



 

MIDNIGHT JUGGERNAUTS


 


 

26 Setembro – University Of London Union, Londres




 

JOAN AS POLICE WOMAN


 


 

09 Novembro – Centro Cultural Olga Cadaval, Sintra




 



realizado por Rita às 00:45
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Domingo, 14 de Setembro de 2008
21 **

Realização: Robert Luketic. Elenco: Jim Sturgess, Kevin Spacey, Kate Bosworth, Aaron Yoo, Liza Lapira, Jacob Pitts, Laurence Fishburne, Jack McGee, Josh Gad, Sam Golzari. Nacionalidade: EUA, 2007.





Ben Campbell (Jim Sturgess) é um estudante de matemática do MIT que, depois de lhe ver negada uma bolsa de estudo para medicina em Harvard, se junta a um grupo de colegas, liderado pelo Professor Micky Rosa (Kevin Spacey), especializado em arrecadar grandes somas de dinheiro contando cartas nas mesas de blackjack dos casinos de Las Vegas.


Baseado livremente numa história real, o argumento de Peter Steinfeld e Allan Loeb adapta o livro de Ben Mezrich ‘Bringing Down the House’. O cálculo de probabilidades e um sistema de códigos praticamente indetectáveis, permitem a um grupo de jovens combater a rotina das suas actividades académicas, de uma forma rentável e perfeitamente legal.


Durante a semana, passada calmamente em Boston no meio dos livros, Ben, Jill (Kate Bosworth), Fisher (Jacob Pitts), Choi (Aaron Yoo) e Kianna (Liza Lapira) fingem que não se conhecem. No fim-de-semana em Las Vegas, injectados de adrenalina, têm também de fingir não se conhecer. No entanto, o perito de segurança de casinos Cole Williams (Laurence Fishburne) e o emergente software biométrico de reconhecimento facial serão os seus maiores adversários.


“21” não é exactamente original e pode ser reduzido a um imaturo “Ocean's Eleven”. Mas, tal como o seu protagonista, que acaba de atingir a maioridade dos 21 (outra das denominações do blackjack), tem a potencialidade. Mas Robert Luketic (“Legally Blonde”) parece fugir à densidade moral que as opções do seu protagonista implicam. A sedução do dinheiro, a possibilidade de ser outra pessoa em cada novo golpe, a injecção de auto-confiança com o êxito, o sacrifício das amizades, o vício físico e mental que o imprevisto e a insegurança provocam. Em contrapartida, “21” padece de um probema de ritmo que o tornam demasiado longo para a história que quer contar.


Se alguém deve personalizar o diabo que tentou Fausto, esse deveria ser Kevin Spacey. E se há que ser-se dissimulado, que seja ao som da belíssima "Time To Pretend" dos MGMT.






CITAÇÕES:


“Always account for variable change.”
KEVIN SPACEY (Prof. Micky Rosa)


“It's not gambling, it's a system.”
KEVIN SPACEY (Prof. Micky Rosa)






realizado por Rita às 18:22
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Sábado, 13 de Setembro de 2008
A solidão - um poster






realizado por Rita às 23:28
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Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008
Hellboy II: The Golden Army ***

Realização: Guillermo del Toro. Elenco: Ron Perlman, Selma Blair, Doug Jones, James Dodd, Jeffrey Tambor, John Alexander, Luke Goss, Anna Walton, Seth MacFarlane (voz), John Hurt. Nacionalidade: EUA / Alemanha, 2008.





Depois de “El Laberinto del Fauno” e à laia de aquecimento para “The Hobbit”, Guillermo del Toro apresenta-nos a sequela de “Hellboy”.


Em tempos idos houve uma guerra entre os humanos e todas as outras criaturas, cuja trégua foi selada com a atribuição das cidades aos humanos, e deixando as florestas a cargo dos elfos, trolls e outros. No tempo presente é evidente que este acordo não foi cumprido pelos humanos, e o príncipe elfo Nuada (Luke Goss) procura a vingança que reponha o equilíbrio. Para isso tem de despertar um exército de invencíveis robots dourados, contrariando a vontade da sua irmã Nuala (Anna Walton). Do lado dos humanos, está a equipa da agência secreta de percepção extra-sensorial coordenada por Tom Manning (Jeffrey Tambor) e que compreende seres bem para lá do humano: o nosso herói Hellboy (Ron Perlman), o seu colega Abe Sapien (Doug Jones), uma espécie de peixe, Liz Sherman (Selma Blair), a combustível namorada de Hellboy, e ainda o conselheiro Johann Kraus (voz de Seth MacFarlane, criador de Family Guy).


“Hellboy II: The Golden Army” é indubitavelmente um filme de acção, mas tem personagens tão bem trabalhadas que, mesmo que não estivessem ocupadas a salvar o mundo, continuaríamos a querer conhecê-las. Ironicamente, os pontos fortes deste filme são exactamente esses, em que aqueles seres mutantes se revelam emotivamente humanos. Um surpreendente momento musical torna-se ainda mais desconcertante por não ser nada ridículo. Quem já chorou males de amor para dentro de uma garrafa perceberá.


A força e o humor na interpretação de Ron Perlman fazem de Hellboy um dos heróis mais imperfeitos (e, por isso mesmo, realista) que temos visto. Uma conjugação de texto e actor que extravasam do impressionante trabalho da equipa de próteses.


Das criaturas bizarras onde destaco os devoradores de cálcio (a origem da Fada dos Dentinhos?) às máquinas destruidoras de rodas dentadas, do ambiente soturno e em decomposição do mercado Troll ao misticismo da banda sonora de Danny Elfman, “Hellboy II: The Golden Army” tem a marca do surreal.






realizado por Rita às 01:07
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Estreia hoje


A opinião aqui.






realizado por Rita às 01:06
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Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008
QueerLISBOA 12


De 19 a 27 de Setembro volta a ter lugar o Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa.


No Cinema São Jorge, além da secção competitiva (longa-metragem, documentário e curta-metragem), terão lugar o ciclo QueerTV e as secção QueerArt e QueerPop.



Para ver sem preconceitos.









realizado por Rita às 22:19
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
WALL-E ***1/2

Realização: Andrew Stanton. Vozes V.O.: Ben Burtt (WALL-E), Elissa Knight (EVE), Jeff Garlin (Capitão), MacInTalk (Auto), John Ratzenberger (John), Kathy Najimy (Mary), Sigourney Weaver (Computador Axiom). Elenco: Fred Willard. Nacionalidade: EUA, 2007.





Das mãos do criador de “Finding Nemo”, chega-nos “WALL-E”, um filme que é simultaneamente uma aventura de ficção científica, um empolgante filme de animação, uma deliciosa história de amor, tudo envolvido no deslumbre visual a que a Pixar já nos tem vindoa habituar.


700 anos no futuro, o grande plano é de uma cidade cheia de arranha-ceús. Mas, de perto, todos eles são feitos de lixo, eficientemente compactado em cubos e empilhado por WALL-E (Waste Allocator Load Lifter - Earth Class), o último ‘sobrevivente’ de robots movidos a energia solar criados pela empresa Buy ‘N’ Large para limpar as quantidades imensas de lixo deixado na Terra pelos humanos ávidos de consumo.


Desde que humanos deixaram o planeta e se instalaram na estação espacial Axiom, na órbita terrestre, que WALL-E repete os mesmos gestos: desperta ao som de abertura do Macintosh, faz os seus cubos na companhia de uma barata, colecciona pequenos tesouros que vai encontrando (como um Cubo de Rubik) e que guarda no armazém onde vive, juntamente com as suas peças suplentes. As suas noites passam-se em frente da televisão, vendo o filme “Hello Dolly!”. O seu mundo é desolado, triste e solitário.


Até ao dia em que uma nave larga uma sonda com o objectivo de detectar a existência de alguma forma de vida. Essa sonda chama-se EVE, é elegante, brilhante, moderna. E WALL-E tem aquilo que ela procura.


Enquanto isso, com a baixa gravidade na Axiom, os humanos movimentam-se em cadeiras flutuantes. O seu corpo obeso é reflexo da sua mente subjugada por uma corporação que pensa e decide por eles. A inovação tecnológica e a preguiça desenham um círculo vicioso de dependências.


O fascínio do universo criado por Andrew Stanton, que partilha a autoria da história com Pete Docter e a do argumento com Jim Reardon, é inflacionado por funcionar, em especial na Terra, quase sem diálogos. A expressividade das personagens é mecânica, e é também daí que deriva grande parte do humor de “WALL-E”. Tendo em conta o carácter universal (planetário) desta história, faz todo o sentido que assim seja.


“WALL-E” consegue ser um filme ambientalista sem ser moralista, é um olhar crítico sobre as pequenas alegrias analógicas no seio de uma era digital, e uma visão nostálgica da magia dos objectos inúteis que acumulamos.



NOTA: “WALL-E” é antecedido pela deliciosa curta-metragem “Presto!” de Doug Sweetland.






CITAÇÕES:


“Computer, define 'dancing.'”
JEFF GARLIN (Captain)


“John, get ready to have some kids!”
KATHY NAJIMY (Mary)






realizado por Rita às 22:20
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Cinefools
RITA, MIGUEL, SÉRGIO, NUNO,
VASCO, LUÍS,
efeitos visuais por S.
Citação

“When morals decline and good men do nothing evil flourishes.”
LEONARDO DICAPRIO (J. Edgar Hoover) in J. EDGAR, de Clitn Eastwood
Banda sonora

PILEDRIVER WALTZ – Alex Turner
in “Submarine” de Richard Ayoade (2010)
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B
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Banquet, The
Barney’s Version
Basic Instinct 2
Batman Begins
Battle in Seattle
Be Kind Rewind
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Before Sunset
Before the Devil Knows You’re Dead
Beginners
Being Julia
Belle Bête, La
Belleville Rendez-Vous
Big Bang Love, Juvenile A
Big Fish
Birth - O Mistério
Black Swan
Blade Runner
Blindness
Blood Diamond
Blue Valentine
Boat That Rocked, The
Bobby
Body of Lies
Bocca del Lupo, Las
Borat
Born Into Brothels
Bourne Ultimatum, The
Box, The
Boxing Day
Boy in the Striped Pyjamas, The
Boys are Back, The
Brave One, The
Breach
Breakfast on Pluto
Breaking and Entering
Brick
Brokeback Mountain
Broken Flowers
Brothers Bloom, The
Brothers Grimm, The
Brüna Surfistinha
Brüno
Burn After Reading
Butterfly Effect

C
Caché
Caimano, Il
Camping Sauvage
Candy
Canino - Kynodontas
Capitalism: A Love Story
Capote
Caramel
Carandiru
Carlos
Carnage
Carne Fresca, Procura-se
Cartouches Gauloises
Casanova
Casino Jack
Casino Royale
Caos Calmo
Castro
C’est Pas Tout à Fait la Vie Dont J’avais Rêvé
Chamada Perdida, Uma
Changeling
Chansons d’Amour
Chaos
Chaos Theory
Charlie and the Chocolate Factory
Charlie Wilson's War
Che: El Argentino
Che: Guerrilla
Chefe Disto Tudo, O - Direktøren for det Hele
Chico & Rita
Children of Men
Chloe
Choke
City of Life and Death
Client 9: The Rise and Fall of Eliot Spitzer
Climas - Iklimer
Closer - Perto Demais
Cloudy With A Chance Of Meatballs
Coco Avant Chanel
Cœurs
Coffee and Cigarettes
Coisa Ruim
Cold Souls
Collateral
Collector, The
Combien Tu M’Aimes?
Comme une Image
Concert, Le
Condemned, The
Constant Gardener, The
Control
Copying Beethoven
Corpse Bride
Couperet, Le
Couples Retreat
Crash
Crazy, Stupid, Love.
Crimen Ferpecto
Crimson Gold
Crónicas
Crónicas de Narnia, As
Curious Case of Benjamin Button, The
Curse of the Golden Flower

D
Da Vinci Code, The
Dangerous Method, A
Dans Paris
Darjeeling Limited, The
Dark Knight, The
De Tanto Bater o Meu Coração Parou
Dead Girl, The
Dear Wendy
Death of Mr. Lazarescu, The
Death Proof (S), Death Proof (R)
Debt, The
Deixa-me Entrar
Déjà Vu
Delirious
Departed, The
Descendants, The
Despicable Me
Derailed
Destricted
Dialogue Avec Mon Jardinier
Diarios de Motocicleta
Die Hard 4.0
Disturbia
Do Outro Lado
Don’t Come Knocking
Dorian Gray
Doublure, La
Drama/Mex
Drawing Restraint 9
Dreamgirls
Dreams on Spec
Drive

E
Eamon
Eastern Promises
Easy Rider
Edge of Love, The
Educación de las Hadas, La
Edukadores, Os
Elegy
Elizabeth: The Golden Age
Elizabethtown
En la Cama
Enfant, L’
Ensemble, C’est Tout
Enter The Void
Entre Les Murs
Entre os Dedos
Entre Ses Mains
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Être et Avoir
Eu Servi o Rei de Inglaterra
Evening
Everything is Illuminated
Exit Through the Gift Shop
Extremely Loud & Incredibly Close

F
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Fahrenheit 9-11
Family Stone, The
Fantastic Mr. Fox
Fast Food Nation
Faute à Fidel, La
Ferro 3
Fighter, The
Fille Coupée en Deux, La
Fille du Juge, La
Fils de L’Épicier, Le
Final Cut, The
Find Me Guilty
Finding Neverland
Fish Tank
Five Minutes of Heaven
Flags Of Our Fathers
Flores de Otro Mundo
Flushed Away
Fountain, The
Forgotten, The
Fracture
Frágeis
Frank Zappa - A Pioneer of the Future of Music Part I & II
Frankie
Freedomland
Fresh Air
Frost/Nixon
Frozen Land

G
Gabrielle
Gainsbourg (Vie Héroïque)
Garden State
Géminis
Genesis
Gentille
George Harrison: Living in the Material World
Get Smart
Gigantic
Ghost Dog - O Método do Samurai
Ghost Town
Ghost Writer, The
Girl From Monday, The
Girl With a Pearl Earring
Girlfriend Experience, The
Go Go Tales
Gomorra
Gone Baby Gone
Good German, The
Good Night, And Good Luck
Good Shepherd, The
Good Year, A
Graduate, The
Graine et le Mulet, La
Gran Torino
Grande Silêncio, O
Gravehopping
Green Lantern
Grbavica

H
Habana Blues
Habemus Papam
Habitación de Fermat, La
Half Nelson
Hallam Foe
Hanna
Happening, The
Happy Endings
Happy-Go-Lucky
Hard Candy
Harsh Times
He Was a Quiet Man
Hedwig - A Origem do Amor
Héctor
Hellboy
Hellboy II: The Golden Army
Help, The
Herbes Folles, Les
Hereafter
History of Violence, A
Hoax, The
Holiday, The
Home at the End of the World, A
Host, The
Hostel
Hotel Rwanda
Hottest State, The
House of the Flying Daggers
How To Lose Friends & Alienate People
Howl
Humpday
Hunger
Hurt Locker, The
Hustle & Flow
I
I Am Legend
I Could Never Be Your Woman
I Don’t Want To Sleep Alone
I Heart Huckabees
I Love You Phillip Morris
I’m Not There
I’m Still Here
Ice Age - The Meltdown
Ice Harvest, The
Ides of March, The
If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front
Illusionist, The
Illusioniste, L’
Ils Ne Mouraient Pas Tous Mais Tous Étaient Frappés
Imaginarium of Doctor Parnassus, The
Immortel (ad vitam)
In a Better World - Hævnen
In Bruges
In Good Company
In Her Shoes
In The Loop
In the Valley of Elah
In Time
Inception
Inconvenient Truth, An
Incredible Hulk, The
Incredibles, The
Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull
Indigènes - Dias de Glória
Infamous
Informant!, The
Informers, The
Inglourious Basterds
Inland Empire
Inner Life of Martin Frost, The
Inside Man
Intermission
Interpreter, The
Interview
Into the Wild
Introspective
Io Sono L’Amore
Iron Lady, The
Iron Man
Island, The
It Happened Just Before
It Might Get Loud
Ivresse du Pouvoir, L’

J
J. Edgar
Jacket, The
Japanese Story
Jarhead
Je Ne Suis Pas La Pour Être Aimé
Je Préfère Qu’on Reste Amis
Jeux d’Enfants
Jindabyne
Julie & Julia
Juno
Just Like Heaven
Juventude em Marcha

K
Kids Are All Right, The
Kill List
King Kong
King’s Speech, The
Kiss Kiss Bang Bang
Klimt
Knight and DayKovak Box, The

L
Laberinto del Fauno, El
Lady in the Water
Lake House, The
Land of Plenty
Lars and the Real Girl
Last King of Scotland, The
Last Kiss, The
Last Night
Last Station, The
Leatherheads
Letters From Iwo Jima
Levity
Libertine, The
Lie With Me
Life Aquatic with Steve Zissou, The
Life During Wartime
Life is a Miracle
Lions For Lambs
LIP, L’Imagination au Pouvoir, Les
Lisboetas
Little Children
Little Miss Sunshine
Livro Negro - Zwartboek
Left Ear
Lonely Hearts
Long Dimanche de Fiançailles, Un
Lost in Translation
Lou Reed's Berlin
Louise-Michel
Love Conquers All
Love and Other Drugs
Love in the Time of Cholera
Love Song for Bobby Long, A
Lovebirds, The
Lovely Bones, The
Lucky Number Slevin
Luna de Avellaneda
Lust, Caution

M
Machete
Madagascar
Made in Dagenham
Mala Educación, La
Malas Temporadas
Mammuth
Man About Town
Man On Wire
Management
Manuale d’Amore
Maquinista, O
Mar Adentro
Margin Call
Margot at the Wedding
Maria Cheia de Graça
Marie Antoinette
Martha Marcy May Marlene
Mary
Match Point
Me And You And Everyone We Know
Meek's Cutoff
Melancholia
Melinda and Melinda
Memórias de uma Geisha
Men Who Stare at Goats, The
Método, El
Mi Vida Sin Mí
Michael Clayton
Micmacs à Tire Larigot
Midnight in Paris
Milk
Million Dollar Baby
Mio Fratello è Figlio Unico
Moine, Le
Momma’a Man
Moneyball
Monster
Moon
Morning Glory
Mother (Madeo)
Mother, The
Moustache, La
Mozart and the Whale
Mrs Henderson Presents
Mujer Sin Cabeza, La
Munique
Music & Lyrics
My Blueberry Nights
My Week With Marilyn
My Son, My Son, What Have Ye Done
Mysterious Skin

N
Nana, La
Nathalie
Ne Le Dis À Personne
Ne Te Retourne Pas
NEDS
New World, The
Ni pour, ni contre (bien au contraire)
Niña Santa, La
Night Listener, The
Night on Earth
Nightmare Before Christmas, The
Ninguém Sabe
No Country For Old Men
No Reservations
No Sos Vos, Soy Yo
Nombres de Alicia, Los
North Country
Notes on a Scandal
Number 23, The

O
Ocean’s Thirteen
Odore del Sangue L’
Offside
Old Joy
Oldboy
Oliver Twist
Once
Onda, A - Die Welle
Ondine
Orgulho e Preconceito
Orly

P
Pa Negre (Pan Negro)
Painted Veil, The
Palais Royal!
Para Que No Me Olvides
Paradise Now
Paranoid Park
Parapalos
Paris
Paris, Je T’Aime
Passager, Le
Passenger, The (Professione: Reporter)
Patti Smith - Dream of Life
Perder Es Cuestión de Método
Perfume: The Story of a Murderer
Persépolis
Personal Velocity
Petite Lili, La
Piel Que Habito, La
Pink
Pirates of the Caribbean: Dead Man’s Chest
Planet Terror
Playtime
Please Give
Post Mortem
Poupées Russes, Les
Prairie Home Companion, A
Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire
Prestige, The
Presunto Culpable
Pretty In The Face
Prophète, Un
Promeneur du Champ de Mars, Le
Promotion, The
Proof
Proposition, The
Prud'Hommes
Public Enemies

Q
Quantum of Solace
Quatro Noites Com Anna
Queen, The
Quelques Jours en Septembre
Qui M’Aime Me Suive

R
Rabia
Rachel Getting Married
Raison du Plus Faible, La
Ratatouille
Re-cycle
Reader, The
Red Eye
Red Road
Redacted
Refuge, Le
Religulous
Reservation Road
Reservoir Dogs
Resident, The
Restless
Revenants, Les
Revolutionary Road
Ring Two, The
Road, The
Road To Guantanamo, The
Rois et Reine
Rôle de sa Vie, Le
Romance & Cigarettes
Rubber
Rum Diary, The
S
Sabor da Melancia, O
Safety of Objects, The
Salt
Salvador (Puig Antich)
Samaria
Sauf Le Respect Que Je Vous Dois
Savages, The
Saw
Saw II
Saw III
Scaphandre et le Papillon, Le
Scanner Darkly, A
Science des Rêves, La
Sconosciuta, La
Scoop
Scott Pilgrim vs. The World
Secret Window
Secreto de Sus Ojos, El
Selon Charlie
Sem Ela...
Semana Solos, Una
Señora Beba
Sentinel, The
Separação, Uma - Jodaeiye Nader az Simin
Séptimo Día, El
Séraphine
Seres Queridos
Serious Man, A
Sex is Comedy
Sexualidades - En Soap
S&Man
Shady Grove
Shame
Shattered Glass - Verdade ou Mentira
She Hate Me
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Shrek The Third
Shrink
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Sicko
Sideways
Silence de Lorna, Le
Silk
Simpsons Movie, The
Sin City
Single Man, A
Sky Captain and the World of Tomorrow
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