Realização: Rian Johnson. Elenco: Rachel Weisz, Adrien Brody, Mark Ruffalo, Rinko Kikuchi, Robbie Coltrane, Maximilian Schell. Nacionalidade: EUA, 2008.

Stephen (Mark Ruffalo) e o seu irmão mais novo Bloom (Adrien Brody) ganham dinheiro através de elaboradas esquemas nos quais, das mais diversas e originais maneiras, enganam incautos terceiros. As planificações de Stephen, com detalhes literários e precisões estilísticas, implicam sempre que Bloom, o melancólico, crie uma ligação emocional com a vítima. Mas Bloom está cansado de viver uma vida que lhe é escrita pelo irmão, e quer a sua própria realidade. Stephen pede-lhe um último golpe: Penelope (Rachel Weisz), uma herdeira solitária e excêntrica cujo hobby é coleccionar os hobbies dos outros.
Rian Johnson (“Brick”) constrói uma narrativa que, à semelhança dos planos dos dois irmãos, se vai desenrolando e desvendando passo a passo. Como um mágico, esconde a sua técnica por detrás de deleites visuais (onde se inclui a fotografia de Steve Yedlin). Sem uma localização temporal concreta, o design de produção parece quase levar-nos para um universo paralelo.
Johnson é um contador de histórias nato que sabe como “manipular-nos” para que gostemos tanto dos seus anti-heróis com ele. As suas personagens são tão estranhas quanto sinceras e Johnson oferece-lhes monólogos verdadeiramente poderosos. A excepção é Bang Bang (Rinko Kikuchi), mas, para ela, Johnson guardou a prova de que a comédia física não está fora de moda.
Para Bloom, interpretar um papel dá-lhe a leveza de nunca ter de ser ele mesmo. Inesperadamente, é através destes enganos e mentiras que ele consegue encontrar-se. E mesmo que, primeiro, desenhemos as possibilidades na nossa mente, não há outra forma de escrever a vida que não vivendo-a.
Best poster of the year?
Most probably...

Realização: Nora Ephron. Elenco: Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Helen Carey, Mary Lynn Rajskub, Jane Lynch. Nacionalidade: EUA, 2009.
Nos anos 50, Julia Child mudou-se para Paris, em resultado da colocação diplomática do seu marido. Sem nada para fazer, Child decide inscrever-se um curso de cozinha francesa, acabando por editar, em 1961 e em conjunto com Simone Beck e Louisette Bertholle, o livro Mastering the Art of French Cooking.
Em 2002, a frustração laboral de Julie Powell e as suas inconsequentes tentativas literárias levam-na a assumir o desafio de, em 365 dias, cozinhar todas as receitas do livro de Julia Child, fazendo um registo do seu progresso num blog.
O último filme de Nora Ephron junta estas duas histórias, que, com efeito nunca se cruzam, mas que partilham uma mesma paixão pela culinária. Sem ser uma receita particularmente estimulante, a linha narrativa mais interessante é a que diz respeito a Julia Child, especialmente pelas interpretações de Streep e Tucci, e o seu misto de humor e carinho.
A comida como metáfora para o afecto. O gosto pela vida medido pelo prazer da mesa.
Realização: Marc Webb. Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Chloe Moretz, Matthew Gray Gubler, Clark Gregg. Nacionalidade: EUA, 2009.

O autismo do sofrimento amoroso, onde só se recorda o que havia de bom, onde se insiste num futuro condenado pela unilateralidade do sentimento.
Marc Webb trabalha o argumento de Scott Neustadter e Michael H. Weber com uma refrescante originalidade e humor. Adicionando o cuidado com a componente musical que ilustra a evolução (não cronológica) daquilo que nos avisam, desde o início, não se tratar de uma história de amor, “(500) Days of Summer” corre o sério risco de se tornar um filme de culto, na linha de “Eternal Sunshine of the Spotless Mind”.
Gostar da mesma música (ajuda se for The Smiths: ...to die by your side, is such a heavenly way to die...), ter a liberdade para se ser tonto (gritar “Pénis!” no meio de um jardim, por exemplo), experimentar mobiliário no IKEA como se estivéssemos em nossa casa. Amor é tudo isto. Mas é, sobretudo, um grande (e perfeito) acaso, completamente dependente do discernimento em reconhecer a possibilidade de felicidade nos olhos de outra pessoa.
”The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidental. Especially you Jenny Beckman. Bitch.”
[Author's Note]
Realização: Duncan Jones. Elenco: Sam Rockwell, Kevin Spacey (voz), Dominique McElligott, Kaya Scodelario, Malcolm Stewart, Robin Chalk. Nacionalidade: Reino Unido, 2009.

A Sam Bell (Sam Rockwell) restam-lhe apenas duas semanas na sua missão de três anos na estação lunar que providencia o hidrogénio necessário para a nova energia ecológica que alimenta a Terra. Problemas no satélite impedem-no de comunicar em tempo real com a Terra, a sua empresa e a sua mulher, conseguindo apenas fazê-lo através de mensagens gravadas. A sua única companhia é GERTY, o computador encarregue de garantir o bem-estar de Sam (e que conta com a inconfundível voz de Kevin Spacey).
O design de produção faz lembrar o “2001” de Kubrick (ainda que GERTY não seja exactamente HAL), o ambiente estéril e misterioso traz à memória “Solaris” de Tarkovsky. Mas a estreia na realização de Duncan Jones (filho do “Major Tom”) é um olhar único sobre a submissão – inquestionada – aos superiores hierárquicos, sobre a precariedade laboral, sobre a alienação (não aliens, entenda-se).
A interpretação de Sam Rockwell é visceral e subtil. O seu processo socrático de auto-conhecimento é original e credível em simultâneo.
Da solidão do homem. Da sua intensa necessidade de estabelecer ligações emocionais com outros. Da sanidade que se perde na primeira e se acha na segunda.
Do carácter temporário de tudo o que nos rodeia, mesmo das relações, fácil e rapidamente substituíveis, neste “mercado dos permanentemente insatisfeitos”.
“Moon” é um filme filosófico e existencialista. Sombrio, delicado, intenso. Simples e surpreendente.
not the silence, this time
DEPECHE MODE @ Pavilhão Atlântico
Realização: Steven Soderbergh. Elenco: Sasha Grey, Chris Santos, Philip Eytan, T. Colby Trane, Peter Zizzo, Jim Kempner, David Levien, Mark Jacobson. Nacionalidade: EUA, 2009.

Chelsea (a actriz porno Sasha Grey) vende o seu corpo, e, numa simulação da realidade, vende a experiência de ser namorada dos seus clientes. Na sua vida pessoal, à relação com o namorado Chris (Chris Santos), apesar de honesta e íntima, falta-lhe o ideal romântico (inculcado ao longo dos tempos por toda uma espécie diferente de filmes).
O filme de Soderbergh é também ele honesto e íntimo, mas é, sobretudo, um preocupado olhar sobre a crise económica actual através da mais velha profissão do mundo, e de como as regras do mercado nos obrigam – sim, cada um de nós – a “vendermo-nos”.
O casting de Grey chega a ser uma provocação em si mesmo, dado o filme ser bastante contido quer em sexo quer em nudez. Mas, entre a frágil vulnerabilidade e a frieza contida, Grey confere a necessária duplicidade.
Soderbergh volta a provar a sua mestria atrás da câmara e na sala de montagem. Este homem sabe como conta uma história!
Realização: Jonas Pate. Elenco: Kevin Spacey, Mark Webber, Keke Palmer, Saffron Burrows, Jack Huston, Pell James, Laura Ramsey, Dallas Roberts, Robert Loggia, Gore Vidal, Jesse Plemons, Robin Williams. Nacionalidade: EUA, 2009.

Os clichés de Hollywood: a actriz que já passou os seus anos de juventude (Saffron Burrows), a estrela de rock narcisista, o agente neurótico (Dallas Roberts), o actor alcoólico em fase de negação (Robin Williams), o jovem argumentista (Mark Webber). Em comum, o psiquiatra Henry Carter (Kevin Spacey), um homem desligado das suas emoções.
Na tentativa de o trazer de volta à realidade (e à vida), o pai de Carter (Robert Loggia) atribui-lhe um caso pro bono com grandes semelhanças à sua tragédia pessoal. Mas, ao contrário de Carter, que se refugia num cocktail de drogas e álcool, Jenna (Keke Palmer) opta por faltar às aulas e enfiar-se em salas de cinema.
O argumento de Thomas Moffett e a realização de Jonas Pate desenrolam-se com tanta rapidez que não existe tempo para dar dimensão às personagens nem plausibilidade às suas relações. Estamos, por isso, perante um exercício sem grandes consequências.
No meio das suas obrigações de actor e director artístico do célebre teatro londrino The Old Vic, “Shrink” serve, sobretudo, para matar as imensas saudades de Kevin Spacey, e da sua exímia interpretação de cinismo e ennui-
A partir de amanhã e até 15 de Novembro, o Cinema São Jorge, receberá uma nova edição do Ciclo de Cinema Espanhol sob o tema "Contrastes: entonces y ahora".
PROGRAMA
entonces
AI CARMELA! , de Carlos Saura (1990) - 12 Novembro, 21h30 (sala 1)
LA VAQUILLA, de Luis García Berlanga (1985) - 13 Novembro, 21h30 (sala 3)
EL VIAJE A NINGUNA PARTE, de Fernando Fernán-Gómez (1986) - 14 Novembro, 16h00 (sala 3)
EL DISPUTADO VOTO DEL SR. CAYO, de Antonio Giménez-Rico (1986) - 14 Novembro 19h00 (sala 3) – não legendado
ahora
SIETE MESES DE BILLAR FRANCÉS, de Gracia Querejeta (2007) - 14 Novembro, 21h30 (sala 3)
14 KILÓMETROS, de Gerardo Olivares (2007) - 15 Novembro, 19h00 (sala 3)
MATAHARIS, de Icíar Bollaín (2007) - 15 Novembro, 21h30 (sala 3)
Entrada livre no limite dos lugares disponíveis; levantamento de bilhetes a partir das 13h do dia da respectiva sessão.
Mais informações no site oficial.
Realização: Steven Soderbergh. Elenco: Matt Damon, Scott Bakula, Joel McHale, Melanie Lynskey. Nacionalidade: EUA, 2009.

“The Informant!”, baseado numa história real que teve lugar em meados dos anos 90, é um daqueles filmes com elevado potencial de aborrecimento: entre o cinzento mundo empresarial (mesmo o fraudulento) e a entediante vida do protagonista Mark Whitacre (um transfigurado Matt Damon), um mitómano compulsivo e ambicioso que resolve denunciar ao FBI as actividades ilegais da empresa onde trabalha (concertação de preços, desfalques, luvas).
Apesar disso, Soderbergh e Damon, por diferentes meios, atingem o espectador sob a forma de desconcerto. Soderbergh através de directas referências aos anos 70 (a música e o lettering usado para as localizações espaciais e temporais), Damon pela profunda ingenuidade que coexiste com a uma galopante imaginação.
O tédio como fonte de vícios, a mentira como modo de vida. De repente penso: “cartões de crédito”...
este vento macio e aconchegante, da Noruega
KINGS OF CONVENIENCE @ Coliseu dos Recreios
Realização: Stuart Townsend. Elenco: Martin Henderson, Michelle Rodriguez, Woody Harrelson, Charlize Theron, Jennifer Carpenter, André Benjamin, Ray Liotta, Connie Nielsen, Channing Tatum, Isaach De Bankolé, Rade Sherbedzija. Nacionalidade: EUA / Canadá / Alemanha, 2007.

Em 1999, uma reunião da Organização Mundial do Comércio (WTO) em Seattle foi marcada for fortes manifestações contra as suas políticas de desigualdade e pressão sobre os países do terceiro mundo. O que se pretendia uma acção pacífica acabou por ser marcada por actos de violência, pilhagem, uso excessivo de força policial e detenções ilegais de manifestantes.
A grande falha do filme que marca a estreia na realização do actor Stuart Townsend (companheiro de Charlize Theron) prende-se com o facto de, sendo um filme de causa, deixar essa mesma causa por explicar (nomeadamente as perniciosas medidas da WTO), preferindo centrar-se em intervenientes ficcionais, forçando mesmo um equilibro de pontos de vista que prejudica o envolvimento emocional do espectador.
Fica-nos a ilustração do poder individual, quando organizado, de contribuir para um mundo melhor. Essa possibilidade, ainda que ínfima, é sempre um alento.
“When Theresa Duncan, 40, took her own life on July 10, followed a week later by her boyfriend, Jeremy Blake, 35, their friends were stunned and the press was fascinated: what had destroyed this glamorous couple, stars of New York’s multi-media art world, still madly in love after 12 years?”
Assim começa o artigo que Nancy Jo Sales escreveu em Janeiro de 2008 para a Vanity Fair e que servirá de base ao projecto conjunto de Gus Van Sant e Brett Easton Ellis. Uma história morbidamente fascinante e marcada pela inquietude das não-respostas.
Realização: Jake Kasdan. Elenco: John C. Reilly, Jenna Fischer, Raymond J. Barry, Margo Martindale, Kristen Wiig, Chip Hormess, Conner Rayburn, Tim Meadows, Chris Parnell, Matt Besser. Nacionalidade: EUA, 2007.

O argumento de Jake Kasdan (filho de Lawrence) e Judd Apatow é uma versão irónica dos muitos biopics musicais que Hollywood tem produzido (começando pelo título – uma clara referência a “Walk The Line” sobre Johnny Cash).
Acompanhando a ascensão, queda e redenção da estrela de rock ficcional Dewey Cox, “Walk Hard” faz um levantamento cronológico da história do rock e das suas muitas eras, de Johnny Cash e Elvis Presley (Jack White), passando por Roy Orbison, Bob Dylan e mesmo os The Beatles, numa divertida interpretação de Jack Black (Paul), Paul Rudd (John), Justin Long (George) e Jason Schwartzman (Ringo).
Um humor que não é nem subtil nem particularmente inteligente, mas onde a genialidade e versatilidade de John C. Reilly brilham sem sombras.






Realização: Frank A. Cappello. Elenco: Christian Slater, Elisha Cuthbert, William H. Macy, Jamison Jones, K.C. Ramsey, Sascha Knopf, David Wells. Nacionalidade: EUA, 2007.

Posicionando-se no campo da comédia negra, “He Was a Quiet Man” amplia o ambiente de subserviência profissional, de cinzentismo emocional, de crueldade entre colegas, para colocar o seu protagonista Bob (Christian Slater), um inseguro e anti-social empregado de escritório na casa dos 40, à beira do precipício e pronto para saltar.
No decisivo momento de “libertação”, Bob, paralizado pela indecisão, é mais uma vez humilhado por circunstâncias exteriores à sua vontade. Sem querer, acaba por se transformar num herói aos olhos do seu chefe (William H. Macy) e de Vanessa (Elisha Cuthbert). Mas, até que ponto esta nova persona pode sobrepor-se à insegurança subjacente?
Slater incorpora ele próprio a improvável transformação que é esta personagem. Infelizmente, o ambíguo final acaba por frustrar as mais conservadoras expectativas.
“He was a quiet man -...” são muitas vezes as palavras proferidas pelos vizinhos, quando se descobre que aquele pacato homem da casa ao lado é afinal um serial killer. Algumas segundas-feiras de manhã, num autocarro cheio de pessoas espaçosas e barulhentas, sinto que os meus vizinhos podiam vir a dizer o mesmo, tivesse eu acesso fácil a uma carabina.
Realização: David Mackenzie. Elenco: Ashton Kutcher, Anne Heche, Margarita Levieva, Sebastian Stan, Sonia Rockwell, Maria Conchita Alonso, Hart Bochner. Nacionalidade: EUA, 2009.

Viver sem esforço no luxo dos outros, escondendo todo o lixo emocional que se produz quando nos perdemos no nosso próprio egoísmo. Perante o cinismo sardónico destas personagens só podemos sentir pena.
Infelizmente, como um retorno a “The Graduate” e ao jovem despreocupado que se deixa seduzir por mulheres mais velhas que o sustentam, o último filme David Mackenzie ( “Hallam Foe”) é pouco mais do que uma fraca tentativa.
De 5 a 8 de Novembro, o cinema São Jorge irá receber a 4ª Mostra de Cinema Brasileiro.
Sob organização da Fundação Luso-Brasileira, serão apresentadas 12 obras, compreendendo uma amostra da actual produção cinematográfica brasileira e duas homenagens: ao realizador Domingos de Oliveira (responsável pela série televisiva Confissões de Adolescente) e ao actor Matheus Nachtergaele (“Central do Brasil”, “Cidade de Deus”).
Bilhetes a 3,50 euros.
PROGRAMA:
5 Nov., quinta-feira [só convidados]
21h30 | JUVENTUDE, de Domingos de Oliveira (2008, 72’)
6 Nov., sexta-feira
16h00 | ROMANCE, de Guel Arraes (2008, 105’)
18h30 | SANTIAGO, de João Moreira Salles (2007,80’)
21h00 | CHEGA DE SAUDADE, de Laís Bodanzky (2007, 92’)
23h00 | MEU NOME NÃO É JOHNNY, de Mauro Lima (2008, 128’)
7 Nov., sábado [filmografia de Domingos de Oliveira]
16h00 | FEMINICES (2005, 72’)
18h30 | SEPARAÇÕES (2003,116’)
21h00 | JUVENTUDE (2008, 72’)
23h00 | CARREIRAS (2005, 72’)
8 Nov., domingo [filmografia de Matheus Nachtergaele]
16h00 | O AUTO DA COMPADECIDA, de Guel Arraes (2000, 104’)
18h30 | TAPETE VERMELHO, de Luís Alberto Pereira (2006, 100’)
21h00 | A FESTA DA MENINA MORTA, de Matheus Nachtergaele (2008, 110’)
23h00 | CONCEPÇÃO, de José Eduardo Belmonte (2006, 96’)
Restantes detalhes no site da Fundação Luso-Brasileira.
Realização: David Koepp. Elenco: Ricky Gervais, Téa Leoni, Greg Kinnear, Aasif Mandvi. Nacionalidade: EUA, 2008.

O realizador de “Secret Window” lembra-nos que “l'enfer, c'est les autres”. Lembra-nos também que são alguns deles que fazem tudo isto valer a pena.
Apenas para matar um pouco das saudades da persona de Gervais em “Extras” e “The Office”. Nada mais.
A 42ª edição do Festival Internacional de Cinema Fantàstic de Catalunya, que teve lugar no início deste mês, teve como vencedor o filme “Moon”.
Protagonizado por Sam Rockwell, “Moon” é a primeira longa-metragem de Duncan Jones, filho de David Robert Hayward-Jones aka David Bowie. Se o talento é genético estamos perante o início de algo grande. Em antecipação.
JOHN VANDERSLICE @ Santiago Alquimista
De 5 a 14 de Novembro terá lugar a 3ª edição do Estoril Film Festival que conta, este ano, com 12 filmes em competição. Do júri fazem parte o músico David Byrne e o compositor Alexandre Desplat. Fora de competição, serão apresentados, em antestreia, os filmes “The Girfriend Experience” de Steven Soderbergh, “The Fantastic Mr. Fox” de Wes Anderson, “Bright Star” de Jane Campion, “The White Ribbon” de Michael Haneke (Palma de Ouro – Festival de Cannes), “Un Prophète” de Jacques Audiard Prémio Especial Júri – Festival de Cannes) e “Drag me to Hell” de Sam Raimi.
Para apresentar o seu mais recente filme, “Tetro” , o público português poderá encontrar-se pela primeira vez com o realizador americano Francis Ford Coppola.
A obra do realizador David Fincher será objecto de uma retrospectiva e a actriz Juliette Binoche será também homenageada no festival, a par do realizador David Cronenberg. A secção CinemArt, onde se destaca a ligação entre o cinema e a fotografia, a música e as artes plásticas, destacará nomes como Bob Dylan, Robert Frank, Sophie Calle, Peter Handke, David Byrne e Manfred Eicher. À semelhança dos anos anteriores, as distribuidoras terão também o seu espaço com o Encontro Europa Distribution.
As sessões distribuir-se-ão pelo Casino do Estoril e Centro de Congressos do Estoril. Os bilhetes avulso custarão 3,00 euros, estando também disponível um passe que dá acesso a todas as sessões.
Restantes detalhes aqui.